30 maio 2011

Ação integra PF e IBAMA contra desmatamento em MT


Equipes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional, Exército, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) ficarão instalados em Sinop por tempo indeterminado para o combate ao desmatamento ilegal na região Norte de Mato Grosso. Em entrevista coletiva, durante visita ao município, a ministra Izabella Teixeira, explicou a atuação de cada órgão na ação conjunta entre governo federal e estadual. "Estamos em uma ação integrada e articulada para coibir a ilegalidade. O governo do Estado ficará de informar a todos quais tem produção legal ou ilegal", explicou Teixeira.

De acordo com a ministra, a Polícia Federal vai trabalhar junto com os fiscais do Ibama e da Sema na investigação dos crimes ambientais e na averiguação das áreas embargadas. Também será de responsabilidade da PF juntamente com o Ibama a proteção as áreas federais. A Força Nacional atuará no trabalho de proteção e articulação das operações que forem necessárias.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já está atuando nos principais eixos de escoamento do ilícito, bloqueando e apreendendo as cargas transportadas de forma irregular. Já os homens do Exército vão auxiliar no processo de logística e remoção dos materiais apreendidos no Estado. Nenhum tipo de material, desde máquinas, caminhões e madeira, ficarão em Mato Grosso. Assim que forem apreendidos serão levados para Brasília.

"Não podemos divulgar tempo de duração da operação e nem números de pessoas envolvidas, pois é uma operação sigilosa. É uma operação com várias etapas a serem desenvolvidas", ressaltou a ministra.

Já o ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, explicou que os materiais apreendidos serão retirados do Estado e serão destinados a atividades do interesse público.

Fonte: Agro noticias - MT

23 maio 2011

As Quatro Operações - Estudando para a prova


Todas as vezes que a imprensa alardeia o início de uma megaoperação da Polícia Federal, o enredo é o mesmo: centenas de agentes munidos de ordens judiciais fazem o arrastão de prisões e apreensões, diante de câmeras e repórteres eufóricos. Em casa, o cidadão revê à exaustão imagens dos detidos de terno e gravata desembarcando nas delegacias. A satisfação é geral.
O que não ganha manchetes com o mesmo rufar de bumbos são os resultados desse teatro. Investigações mal conduzidas e repletas de falhas encruam condenações e geram ainda mais impunidade. Exterminá-las se tornou a especialidade do criminalista e professor de Direito da FGV em São Paulo, Celso Sanchez Vilardi.
Pelo menos quatro megaoperações da Polícia Federal ruíram ao bater de frente com o advogado. A Operação Castelo de Areia, mais recente e também a mais polêmica dos últimos anos, é o melhor exemplo. Devido a uma sucessão de falhas da polícia, do Ministério Público e do Judiciário, gravíssimas acusações de crimes financeiros e desvio de verbas públicas contra executivos da empreiteira Camargo Corrêa caíram. Em abril, o Superior Tribunal de Justiça anulou grampos autorizados com base em denúncia anônima não juntada aos autos pela polícia. E o castelo desmoronou.
O mesmo destino tiveram a Operação Midas, que apurou fraudes no INSS, corrupção e lavagem de dinheiro; a Operação Cana Brava, sobre apropriação indébita milionária envolvendo usinas de açúcar em Araçatuba (SP); e a Operação Kaspar II, que investigou lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo empreiteiras e bancos suíços como UBS, Credit Suisse, Clariden e AIG.
Vilardi integra a linha de frente da nova geração de criminalistas brasileiros — um grupo de jovens em torno dos 40 anos de idade, mas que já encaram alguns dos mais importantes casos do país. Não por acaso, ele é um dos parceiros preferenciais do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos nos contenciosos mais clamorosos da República.
O currículo de Vilardi é extenso. Veja abaixo a lista dos clientes mais notáveis:
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos réus no processo que apura o esquema do Mensalão;
Eike Batista, dono da MMX investigado por irregularidades na licitação para a construção da estrada de ferro do Amapá, na Operação Toque de Midas;
Luiz Murat Filho, primeiro condenado pela prática de insider trading, o uso informações privilegiadas para atuar no mercado de capitais;
Robson Marinho, ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, investigado por beneficiar a companhia francesa Alston, vencedora de licitação para o fornecimento de trens ao metrô do estado;
Rafael Palladino, ex-diretor do banco Panamericano apontado como um dos responsáveis por irregularidades financeiras que levaram ao rombo na instituição.
Maria Glória Bairão dos Santos, mulher do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, investigada sobre um esquema de proteção ao ex-juiz condenado por corrupção, peculato e estelionato;
Celso Pitta, ex-prefeito de São Paulo investigado pela CPI do Banestado e morto em 2009.
Para ler a entrevista na Integra clique aqui!

Projeto de lei cria “James Bonds” na Polícia Federal



Um projeto de lei patrocinado pelo governo, aprovado pelo Senado e que está Câmara Federa vai permitir a infiltração de agentes em organizações criminosas. Os “007” brasileiros terão licença para cometer crimes quando estritamente necessário para manter o disfarce e que viverão de dentro o funcionamento de quadrilhas.
O projeto estabelece uma série de restrições e cuidados, especialmente para evitar abusos de policiais infiltrados. Cuidados com os quais o governo e a Polícia Federal concordam, mas que podem ser alterados e avaliados caso a caso. Assim, o juiz que estiver cuidando do processo contra a organização criminosa estabelecerá os limites para a atuação dos agentes infiltrados, inclusive os crimes que os policiais poderão ou não cometer.
Nota da Mari:
Atualmente, não é permitido aos policiais cometer crimes com isenção de pena, também não recebem aposentadoria especial os policiais que precisam fazer certas coisas para manter o disfarce (como usar drogas e etc. Vide Jack Bauer). Entretanto, caso essa lei seja aprovada, poderá facilitar e muito a conclusão de investigações.
Minha duvida fica sobre como ficaria a lei penal nesse sentido, uma vez que a carta magna não considera válida a evidência conseguida por flagrante forjado.
Seria interessante discutir isso, não é?!?!
Abçs!

18 maio 2011

10 dicas para melhorar a concentração nos estudos


Muitos estudantes têm dificuldade de manter a concentração quando estão estudando. Ser capaz de se concentrar, enquanto está estudando é essencial para melhorar o seu desempenho em provas e concursos.

Eis 10 sugestões para melhorar a sua concentração:

1. Estude em um lugar tranqüilo, livre de distrações e interrupções. Se possível, tente criar um espaço exclusivo para estudar.

2. Faça um cronograma de estudos definindo quais os assuntos que você irá estudar e o horário de cada estudo. Isto irá melhorar a sua disciplina.

3. Tente estudar na hora do dia em que você tem maior rendimento. Algumas pessoas estudam melhor no início da manhã, outras à noite. Procure descobrir qual o seu melhor horário de estudos.

4. Observe se você não está cansado e / ou com fome quando estuda. Caso contrário, você não terá a energia que precisa se concentrar. Procure se manter bem fisicamente.

5. Não tente estudar duas disciplinas ao mesmo tempo. Você não será capaz de se concentrar em cada uma muito bem. Concentração significa manter a atenção em uma coisa com a exclusão de todo o resto.

6. Divida os assuntos grandes em partes menores que você consiga concluir de uma vez. Se você tentar estudar um assunto muito grande de uma só vez, você poderá ficar ansioso e será incapaz de manter sua concentração.

7. Relaxe. É mais difícil se concentrar quando você está tenso. É importante relaxar quando se estuda um assunto que exige muita concentração. Aprender técnicas de meditação pode ser útil.
8. Limpe sua mente de pensamentos preocupantes. Equilíbrio mental é importante para a concentração, pois você pode se distrair com seus próprios pensamentos. Monitore os seus pensamentos e evite pensar em outras coisas no momento do estudo.

9. Crie "paixão" pelo assunto que você está estudando. Tente relacionar o que você está estudando com a sua própria vida para torná-lo mais significativo.

10. Faça pausas quando você estiver cansado. Não existe uma fórmula para definir quando fazer pausas. Tente perceber os seus limites.

Para Refletir
" Estudar sem concentração é como tentar encher com água um balde furado. Não funciona"

Este artigo foi adaptado de http://www.how-to-study.com/
Tradução Livre

05 maio 2011

Relatório denuncia situação “calamitosa” da Polícia Federal na Tríplice Fronteira



Do Blog da Amazônia


Colete balístico com prazo de validade vencido
Recheado com documentos e fotos, relatório da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) classifica como “calamitosa” as condições de trabalho da Polícia Federal no Acre, onde os postos e delegacias na fronteira com Peru e a Bolívia operam com precariedade em decorrência da falta de telefone, agentes, carros e até coletes.

O diretor de Relações do Trabalho da Fenapef, Francisco Sabino, encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e aos congressistas do Estado.

Segundo o relatório, a situação da PF no Estado não difere muito do quadro de abandono em que se encontram dezenas de unidades e delegacias Brasil afora.

Sabino e o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Acre, Guilherme Delgado Moreira, visitaram delegacias e postos da PF no Estado.

O superintende da Polícia Federal no Acre, José Carlos Calazane, contesta o relatório.
- Existem muitas meias verdades na denúncia - afirmou Calazane.

No extremo-oeste
Soldado da PM manuseia aparelho da PF
Cruzeiro do Sul, no extremo-oeste do país, é considerada uma cidade importante na rota do narcotráfico. Segundo a Fenapef, o plantão da delegacia da PF, durante grande parte do dia e da noite, não conta com presença de um policial federal.

Por volta das 12 horas, o agente de plantão passa o comando do seu posto a um vigilante de empresa terceirizada. Acompanhado de um policial militar, o agente segue para o aeroporto, onde realiza a fiscalização dos vôos.

É o policial militar quem executa a tarefa de fiscalizar as bagagens e opera o aparelho de raio-X instalado na sala da Polícia Federal, enquanto o agente da PF trabalha nos trâmites imigratórios.

Neste caso, o relatório da Fenapef critica, além da falta de funcionários, a execução das tarefas por um policial militar despreparado para a tarefa porque não teve formação adequada para tal finalidade.

Isolamento

No município de Santa Rosa do Purus, a 300 quilômetros de Rio Branco, a capital do Estado, acesso mais fácil até a cidade é de avião. O vôo demora 1h15. A viagem de barco dura em média 12 horas.

O posto da PF está localizado às margens do Rio Purus, tendo de um lado o Brasil e do outro o Peru.

Como se trata de local de difícil acesso, a Fenapef assinala que está errado quem imagina que sejam abundantes os recursos disponíveis aos policiais para o enfrentamento ao crime.

Apenas um agente federal fica no posto para fazer frente ao narcotráfico, à guerrilha, ao tráfico de armas e, ainda, cuidar da imigração. O policial não conta com nenhuma retaguarda do Estado.

- A única proteção que ele tem é a divina - afirma Sabino.

A Fenapef denuncia que o único meio de transporte da PF na cidade é um veículo que está quebrado. O único meio de comunicação é um telefone, que só pode fazer, “chamadas a cobrar”.

Na fronteira Brasil-Bolívia
Apesar das boas condições, a delegacia da PF em Epitaciolândia, a 235 quilômetros de Rio Branco, a situação não é diferente. O material a serviço dos policiais é considerado precário. A cidade é separada pelo Rio Acre de Cobija, capital do departamento boliviano de Pando.

O posto da PF conta apenas com três policiais para cuidar de um lugar por onde entram imigrantes paquistaneses e haitianos. Os agentes fazem apenas o controle imigratório. Segundo relatório, não há controle ou repressão ao tráfico e outros crimes.

- Considerando que aquela é uma fronteira com um país considerado o segundo maior produtor de cocaína no mundo, é no mínimo estranho que a Polícia Federal não reforce esta linha de contenção aos criminosos.

O relatório da Fenapef alerta sobre a rota alternativa de Brasiléia, outra cidade acreana separada de Cobija apenas pelo Rio Acre:

- Mas se o traficante quiser andar um pouco mais, pode entrar no Brasil por Brasiléia onde um único posto da Receita Federal marca a presença do estado. Um prato cheio para a bandidagem que atua na fronteira.

Nas três fronteiras

O relatório da Fenapef afirma que o Brasil, em termos de combate ao narcotráfico com países produtores e distribuidores, está 100% ineficaz, pois desconhece a porta de entrada para armas, drogas e contrabando.

A 100 quilômetros de Epitaciolândia, está a sede Assis Brasil, na fronteira com o Peru e a Bolívia. Do outro lado do Rio Acre está a cidade de Iñapari, no Peru.

Apenas três agentes federais fazem o procedimento imigratório. Além deles, a Receita Federal e alguns membros da Policia Militar, cujas atribuições não preveem fiscalização de fronteira, fazem a verificação dos veículos que por ali transitam.

Segundo a Fenapaf, a ineficácia, não pode ser atribuída aos policiais que estão nas fronteiras do país, mas à administração federal.

Plácido de Castro

A Fenapef visitou o posto da PF de Plácido de Castro, a 100 quilômetros de Rio Branco. Do lado boliviano, o município de Puerto Evo Morales. Segunda a organização, o posto situa-se a um quilômetro da fronteira, quando deveria estar na fronteira.

O absurdo chega ao ponto de o posto ter horário de funcionamento, afirma a Fenapaf. Das 8 horas às 18 horas, dois policiais se dedicam única e exclusivamente ao controle imigratório. Segundo fontes ouvidas pela Fenapef, além do tráfico de cocaína, o contrabando de cigarros é intenso na região.

A Fenapef assinala que, mesmo arriscando as próprias vidas, os dois agentes efetuam prisões e apreendem cocaína e contrabando. Os dois policiais têm à disposição para as “operações” uma viatura Blazer cujo ano de fabricação é 2001, sem qualquer tipo de manutenção e que “deveria estar num museu”.


Superintendente contesta denúncias

José Carlos Calazane, superintendente da Polícia Federal no Acre
O superintende José Carlos Calazane disse que policiais federais estão atuando nos postos de fronteira juntamente com a Força Nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Na avaliação dele, tem havido, nos últimos anos, aumento do efetivo da Polícia Federal e melhorias das condições de trabalho dos agentes no Acre.

- Dizer que os coletes balísticos estão vencidos há mais de três anos e que isso parece norma é outra meia verdade. Alguns coletes estão vencidos porque tem prazo de validade. Já solicitamos à Brasília que fosse autorizada a compra de novos coletes. A direção da Polícia Federal já nos comunicou que será feita uma grande licitação e que o Acre vai receber um lote expressivo de coletes para seus agentes.

Calazane disse que foi surpreendido pelas denúncias e admitiu que a superintendência da PF no Acre enfrenta carências.

- Temos carências, claro, mas não estamos em situação calamitosa. É uma injustiça dizer que a nossa administração é ineficaz no combate aos crimes por conta dessas carências. Constantemente, em todos os postos mencionados como calamitosos, temos agido e conseguido aumentar o numero de prisões e apreensões.

Calazane acrescentou que o relatório da Fenapef não dispõe de nenhuma foto que realmente demonstre situação calamitosa dos postos da PF na região de fronteira com Peru e Bolívia.

- Nós evoluímos tanto nos últimos que em quatro postos contamos com sistema de raio-x para averiguar o transporte de bagagem de passageiros. Não quero me manifestar sobre os motivos políticos que possam ter impulsionado pessoas a agirem dessa maneira.

04 maio 2011

Que Dureza...



A superintendência da Polícia Federal em São Paulo vai ser assumida, na próxima semana, pelo delegado Roberto Ciciliati Troncon Filho. A nomeação marca o fim do noivado da corporação com o modelo de “Polícia Federal Republicana”, montado pelo Ex-Presidente Lula - e que representava, na verdade, submissão a sugestões de operações feitas por amigos de ministros igualmente republicanos. Troncon é tido como um linha-dura que jamais se curvou ante a pedidos pessoais de ministros da Justiça. Sua nomeação para São Paulo aguardou um mês, na Casa Civil. Troncon havia sido barrado para a direção da PF pelo Senador José Sarney (PMDB-AP). Ao ver o vocábulo “Troncon” sugerido para o cargo de Diretor-Geral do Órgão, sob Dilma, Sarney mandou recado ao atual governo petista, de que leria aquilo como “uma afronta pessoal”. Troncon levou então a superintendência de São Paulo-SP.

A superintendência de São Paulo é tida, pelos Policiais Federais, como em prol da filosofia multi-operações do ex-ministro da Justiça de Lula, Marcio Thomaz Bastos. Vejamos: o ex-superintendente da PF em SP, delegado Jaber Makul Saad, ora aposentado, trabalha desde o ano passado como consultor de inteligência para Márcio Thomaz Bastos. O sobrinho de Jaber, Delegado Federal Ricardo Saad, foi quem herdou as investigações da operação Satiagraha, antes promovidas pelo hoje deputado Protógenes Queiroz.

Mas a gestão de Dilma baixou normas rigorosas para operações da PF: operações com mais de dez agentes devem passar pelo crivo pessoal do Ministro Da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. O modelo Dilma nada quer com o modelo Lula de PF. (lembremos: as operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula). Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010 o número de funcionários da PF pulou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%. Lula botou nas ruas 1.244 operações, o que representa 25 vezes mais do que as 48 tocadas pela PF no governo Fernando Henrique Cardoso. O novo superintendente da PF em São Paulo quer uma corporação menos política – assim como Dilma.

ÓDIO SARNEY

Tido como durão e nada político, Troncon é odiado pela família Sarney por ter comandado a Operação Faktor ou Operação Boi Barrica – que acusou Fernando Sarney de fazer caixa dois para a campanha de Roseana Sarney, pela disputa do governo do Maranhão em 2006. Fernando Sarney foi indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Neste sábado, o jornal O Estado de S. Paulo completa 638 dias sob censura em decorrência do caso investigado pelo novo superintendente da PF em SP. Desde 29 de janeiro de 2010, o Estado aguarda definição judicial sobre o processo que o impede de divulgar informações sobre a Operação Boi Barrica, pela qual a Polícia Federal investigou a atuação do empresário Fernando Sarney. A pedido do empresário, que é filho do presidente do senado, José Sarney (PMDB-AP), o jornal foi proibido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), em julho de 2009, de noticiar fatos relativos à operação da PF.

No dia 18 de dezembro de 2009, Fernando Sarney entrou na Justiça com pedido de desistência da ação, mas o Estado não aceitou. No dia 29 de janeiro de 2010, o jornal apresentou ao TJ-DF manifestação em que sustenta sua preferência pelo prosseguimento da ação, a fim de que ela tenha seu mérito julgado.

PF MINGUADA

O novo superintendente em SP vai herdar uma PF depauperada. No Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF é subordinada, o orçamento inicialmente previsto de R$ 4,2 bilhões para 2011, teve redução de R$ 1,5 bilhão. O corte foi anunciado em decreto de 1º de março pelo Governo Federal. A situação é ruim em todo o país. “aqui em Foz do Iguaçu, região em que mais ocorrem casos de tráfico de armas e drogas, não há mais verbas para diárias dos policiais em operações especiais. Isso aumenta consideravelmente o número de crimes no país. Veja que já há até em São Paulo o barateamento do custo do crack e da cocaína, porque quando é mais fácil passar a droga pela fronteira, ela fica mais barata. As operações da PF caíram ao zero”, denuncia ao Brasil 247 Naziazeno Florentino dos Santos Junior, diretor de seguridade social da Federação Nacional dos Policiais Federais, a FENAPEF. Em São Paulo, o orçamento para a PF em 2011 é o mesmo de 1995.

Troncon também protagonizou episódio emblemático na história da PF. A Polícia Federal divulgou em 17 de julho de 2008 três trechos da gravação da reunião que discutiu a saída dos Delegados Protógenes Queiroz, Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro do comando da investigação da Operação Satiagraha. Na reunião, o delegado reconheceu ter criado um problema na PF. E manifestava interesse em colaborar na continuidade das investigações, mas disse que não queria mais presidir o inquérito. A divulgação foi feita a pedido do presidente Luiz Inácio Lula Da Silva em reunião com o Ex-Ministro Da Justiça, Tarso Genro, e o então Diretor-Interino da Polícia Federal, Romero Menezes.

A gravação traz diálogo entre PROTÓGENES e ROBERTO CICILIATI TRONCON filho, então diretor de combate ao crime organizado da PF. Estabelece a gravação divulgada que PROTÓGENES quis continuar no inquérito, mas não mais presidi-lo. Pediu para deixar o comando: “Minha proposta é: eu fico até o final da operação, eu criei um problema para os meus colegas delegados, um grande problema, e para você [Troncon] também. então minha proposta é essa, permanecer minha vinculação ao seu gabinete, à sua disposição até o final do trabalho, para não ficar aquela pecha de que brasília vem fazer operação nos estados e deixa no meio do caminho. as minhas nunca ficaram e a exemplo dessa, não vai ficar, mas com um diferencial: eu não vou ficar presidindo, não pretendo presidir nenhuma investigação, mas ficar coletando dados, analisando”.

Em resposta, Troncon condiciona a permanência do delegado à conclusão do inquérito antes de ele iniciar o curso. Troncon: “Se eventualmente, dentro do desdobramento natural desse inquérito que você instalou, se você conseguir concluir antes do período de você ir para a academia, sem nenhum problema. Agora, se não conseguir dentro da melhor técnica, e isso requerer maior tempo e maior análise, aí a gente passa para um dos colegas”.

Em outro trecho da reunião, Protógenes agradece o apoio recebido dos seus superiores e faz uma autocrítica em que admite falhas na condução da operação, especialmente sobre a presença da imprensa no momento das prisões.

Protógenes: “Não preciso nem falar com relação ao Doutor Troncon, QUE É UM chefe ímpar, que me deu toda essa... eu devo praticamente 100% da execução dessa operação a dois homens de bem dessa Polícia Federal. primeiramente eu destaco o Doutor Troncon. em seguida, O Doutor Leandro [Daiello, superintendente da Polícia Federal em São Paulo] e em terceiro, como coadjuvante dos dois, eu não poderia esquecer aqui o Dr. Luiz Fernando Côrrea, a quem prezo e tenho um carinho muito grande. então ele era sabedor dessa operação e correu tudo bem. aqui hoje é uma avaliação de erros para nos corrigirmos e nos policiarmos. então houve a presença da imprensa aqui em são paulo? houve. quem falhou? O Queiroz [delegado se refere a ele mesmo]. FALHOU porque o Troncon ME depositou [confiança] e eu firmei compromisso com ele, mas falhou o meu controle”.

Em outro trecho da gravação, perguntam ao delegado se ele conseguirá concluir o relatório até sexta-feira. O delegado responde que só faltava ouvir Humberto Braz, suspeito de ter tentado subornar a Polícia Federal a mando do banqueiro Daniel Dantas. Ex-Presidente da Brasil Telecom, Braz entregou-se à PF. “se o Humberto se apresentou, acredito que não tenha óbice”, respondeu.

Fonte:
Brasil 247 / 02 de Maio de 2011 às 20h:15min. Com adaptações do Bolg A SAGA

O conto do Vigário



Um cara no ponto de ônibus me contou que o Papai Noel, contou pro Coelhinho da Páscoa que, segundo a Cinderela, os Sete anões viram os SEALS matar o Osama Bin Laden. De acordo com ele, o Bob Sponja confirmou com o Aqua-men que o corpo está mesmo no fundo do mar.


Contei pro saci e ele ficou tão surpreso, que cruzou as pernas, acreditam?