28 janeiro 2011

A Policia Federal que ninguém vê


Ontem tive uma conversa com uma perita da PF que conheço, que me chateou bastante.

Já faz algum tempo que ouço dizer que a PF é um órgão doente e sem organização. Sei bem das fragilidades do órgão e do quanto isso gera disputas de ego e poder, mas confesso que estou ficando desanimada com tanto egocentrismo. 

Soube que o pedido para concurso de perito já estava pronto e as vagas determinadas, porém, por um desentendimento entre peritos e delegados, o pedido voltou para o armário. Após 7 anos sem concurso, o pedido NÃO VAI SAIR.

Não sei se os leitores sabem, mas os peritos e delegados tem tido alguns "arranca rabos", por que os peritos não são subordinados aos delegados e em muitas lotações isso não é bem aceito e bem visto pelos delegados. Inclusive existe um processo na justiça entre os cargos. A perícia já até propôs se mudar para o MP, mas isso tb não é o interesse dos deltas, eles só querem submissão e isso o PCPF's não querem. Resumindo, é uma briga antiga que está ficando cada vez mais acirrada.

A Policia Federal, que é um órgão PÚBLICO e que deveria se ocupar dos interesses da segurança PÚBLICA, esta sendo orientado e conduzido como se fosse uma empresa privada, que tem como principal ocupação o pessoal e o fútil.

Aos que acompanham esse bolg e que de algum modo sentem o que sinto pela PF, vocês sabem o quanto isso incomoda e desanima. Não me entra na cabeça como pessoas podem ser tão egoístas e mesquinhas a ponto de comprometerem o interesse da nação em prol de seu próprio benefício e ainda prejudicar a outros no caminho.

A Policia Federal é um órgão do Ministério da Justiça, que de acordo com a o artigo 144, parágrafo 1º da CF, são funções adicionais da Polícia Federal:

Apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;

Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;

Exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;

Exercer, com exclusividade, as funções de Polícia Judiciária da União.

Ou seja, o Brasil precisa de ATIVIDADE POLICIAL não de DISPUTA DE EGO.

26 janeiro 2011

MANUAL DA ACADEMIA NACIONAL DE POLICIA - ANP

A quem interessar possa, segue o link para o MANUAL DA ANP.


Para quem resolver embarcar nessa é interessante saber o que nos aguarda.


Bjos! 

Fique por Dentro


DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - DOU

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA - MJ

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL DIRETORIA DE GESTÃO DE PESSOAL
PORTARIAS DE 20 DE JANEIRO DE 2011 O DIRETOR DE GESTÃO DE PESSOAL DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere os incisos V do art. 35 do Regimento Interno do DPF, aprovado pela Portaria MJ nº 1.825, de 13/10/2006, publicada no DOU nº 198, de 16/10/2006, (Protocolo: 08520.017818/201-84) resolve:

DESIGNAR

FERNANDO CASTRO TEODORO DE SOUZA, CPF nº 384.591.836-53, Delegado de Polícia Federal, Classe Especial, matrículas nº 1911 (DPF) e 6.178.242 (SIAPE), para a função de Chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada/DREX/SR/DPF/SE, FG-03.

ALECSANDER FREDERICH MOREIRA FERREIRA, CPF nº 026.531.597-24, Delegado de Polícia Federal, Segunda Classe, matrículas nº 14.964 (DPF) e 1.542.758 (SIAPE), para a função de Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio/DRCOR/SR/DPF/SE, FG-03.

CARLOS CÉSAR PEREIRA DE MELO, CPF nº 970.940.134-34, Delegado de Polícia Federal, Segunda Classe, matrículas nº 15.308 (DPF) e 1.558.414 (SIAPE), para a função de Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários/DREX/SR/DPF/SE, FG-03.

ANDRE SANTOS COSTA, CPF nº 810.415.433-87, Delegado de Polícia Federal, Primeira Classe, matrículas nº 9.487 (DPF) e 1.363.810 (SIAPE), para a função de Chefe da Delegacia de Defesa Institucional/DREX/SR/DPF/SE, FG-03.

ATO PUBLICADO EM 26/01/2011

24 janeiro 2011

Nova sede da Policia Federal

A Polícia Federal planeja iniciar em abril licitação para a construção da nova sede: um colosso de três torres de 18, 19 e 20 andares no Setor de Autarquias Norte. O conjunto de edifícios, uma área de 81 mil metros de linhas futuristas e equipado com um heliponto, deve custar cerca de R$250 milhões.
Segundo os arquitetos Fernando Jorge Coelho Pinheiro e Didácio Duailibi, dois dos idealizadores do projeto, a obra terá um custo final estimado em R$3,5 mil por metro quadrado. O preço está acima da faixa considerada ideal pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que seria de R$2,5 mil a R$3 mil. Mas, como se trata de um prédio com características especiais direcionadas às atividades policiais, técnicos do tribunal consultados pelo GLOBO entendem que os gastos previstos estão dentro dos padrões normais.
Pouco antes de deixar o cargo, o ex-diretor da PF Luiz Fernando Corrêa disse que as equipes envolvidas no projeto adotaram precauções para evitar futuras denúncias de sobrepreço ou desperdício. Acusações sobre gastos excessivos, obras desnecessárias e desvios de recursos públicos têm sido comuns em boa parte da coleção de prédios que vêm sendo erguidos por setores do Judiciário em Brasília. Até a construção do prédio do Instituto Nacional de Criminalística (INC) foi alvo de investigação da própria polícia.


 - Agora pode ter certeza: não vai ter irregularidades. E os preços vão ser muito menores do que os valores usados pelo TCU como referência - disse Corrêa.
O conjunto de prédios, três imponentes torres em forma de catavento e interligadas por passarelas internas, é uma tentativa da polícia de conquistar uma espaço nobre no cenário urbano de Brasília.
Fonte: O Globo

NOTA DA MARI:
Não sei se isso tudo é necessário e se esse gasto astronômico é justificável, mas uma coisa é certa. De nada vai adiantar ter tanto garbo e elegância na sede se as lotações de fronteira continuarem jogadas às moscas. Esse é um alto investimento que talvez seria de maior proveito se aplicado em equipamento, concursos, treinamento de pessoal e melhoria das lotações na fronteira. 


19 janeiro 2011

Tensão em assentamento rural leva Polícia Federal e Força Nacional ao Pará



A extração ilegal de madeira na região amazônica gerou um novo potencial conflito em torno do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, empreendimento onde a missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada, em 2005. A pedido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 11 Policiais Federais - 2 delegados e 9 agentes - e 12 homens da Força Nacional estão se dirigindo a Anapu (PA), onde fica o assentamento. Segundo o Incra, eles deixaram, na manhã de hoje (19), a cidade de Altamira, que fica a cerca de 150 quilômetros de Anapu.

O clima de conflito que se instalou na região tem, de um lado, os trabalhadores rurais assentados apoiados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pela Congregação das Irmãs de Notre Dame, a mesma à que Dorothy pertencia. De outro, pessoas que, segundo Incra, vivem indevidamente na área destinada ao projeto e que, em breve, terão que deixar o local.

Os assentados reclamam da falta de fiscalização do Estado e exigem a instalação de guaritas de controle para conter a entrada de madeireiros e caminhoneiros na área do projeto. Já o segundo grupo defende a exploração madeireira como fonte de renda e, com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Anapu, tenta evitar que o Incra os expulse do local. O Incra já notificou ao menos 30 famílias para deixarem a área.

Ontem (18), após seis dias de bloqueio das estradas vicinais que dão acesso ao projeto, os assentados conseguiram que a superintendente regional do Incra de Santarém (PA), Cleide Antônia de Souza, fosse ao assentamento e se comprometesse a, em 60 dias, dar uma resposta sobre a instalação de ao menos dois postos de vigilância com a presença de seguranças particulares armados contratados pelo instituto. A mesma medida já foi adotada em outro assentamento de Anapu.

Após o fim da reunião com os assentados, a superintendente foi então abordada por pessoas que se identificaram como representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Alegando ser contrário à instalação das guaritas, o grupo ameaçou interditar a Rodovia Transamazônica (BR-230) e exigiu que seja promovida uma audiência pública com a presença da Ouvidoria Agrária Nacional, do Ministério Público Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Temendo um iminente confronto, o governo do estado reforçou o policiamento em Anapu e deixou de prontidão efetivos da Companhia Regional da Polícia Militar de Altamira.

Segundo o superintendente substituto do Incra em Santarém, Francisco De Luca, a tensão provocada pela extração ilegal de madeira não é uma novidade na região. Por telefone, De Luca disse à Agência Brasil que não apenas os assentados, mas o próprio Incra, desde o ano passado, vem reivindicando que órgãos como a Polícia Federal, o Ibama e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) intensifiquem sua atuação na região.

Da Agência Brasil

14 janeiro 2011

PF tem 3.000 inquéritos contra prefeitos.


Políticos de diversos partidos serão investigados nos próximos meses pela Polícia Federal.
Uns sob a suspeita de recebimento de propina e prática de caixa dois em campanha, como desdobramento da Operação Castelo de Areia. Outros nos 3.000 inquéritos abertos para apurar desvios de verbas federais em prefeituras.
A informação é do ex-diretor-geral da PF Luiz Fernando Corrêa, que será substituído nesta semana pelo atual superintendente de São Paulo, Leandro Coimbra.
Na Operação Castelo de Areia foram apreendidas com executivos ligados a construtoras planilhas nas quais constavam valores associados a nomes de políticos de diversos partidos. A PF só aguarda uma autorização da Justiça Eleitoral para abrir os inquéritos.
Ao fazer um balanço de sua gestão, após três anos e três meses no cargo, Corrêa negou que tenha sofrido pressões políticas no cargo e disse que deixa como marca a "despersonalização" da polícia.

Folha - Que marca o sr. deixa na PF?
Luiz Fernando Corrêa - Um dos princípios pelos quais nós lutamos foi 'desfulanizar' a polícia. Mas não tenha dúvida de que coube à nossa geração implementar o conceito de gestão na PF, de aplicar métodos da iniciativa privada. Pegamos os quatro principais contratos que mais oneravam o funcionamento da polícia e, só no primeiro ano, foram quase R$ 37 milhões de redução.

*Mas e em relação às investigações?
A melhoria da qualidade da prova [...]. Aqui não é crítica, mas quase se chegou ao ponto de banalizar a prisão temporária. Nós determinamos que o foco fosse a prisão preventiva. Para um juiz conceder uma prisão preventiva, os pressupostos são mais rigorosos. Quando nós chegamos, a polícia trabalhava com 60% de prisão temporária e 40% de preventiva. Em 2009, já passamos para mais de 70% de preventiva. Outro ponto importante é a redução do estoque de inquéritos. Passamos a relatar (concluir) mais, sem diminuir o número de instaurados.

Qual será o foco da PF nos próximos anos?
O enfrentamento sistêmico da atividade criminosa. Um exemplo é o combate ao desvio de dinheiro público em prefeituras. A Controladoria Geral da União já vem por meio de sorteios fazendo inspeções. O número de desvio dessas verbas (federais) é sempre significativo. Temos aproximadamente hoje 3.000 inquéritos para investigar desvios em prefeituras. Se considerarmos que temos hoje 5.600 municípios, mais da metade das prefeituras está sob investigação.

A Operação Satiagraha marcou o debate sobre a ação da PF. Ela foi um erro ou foi um acerto?
Foi uma oportunidade para validar os princípios que nas demais operações se consagraram: da impessoalidade e da qualidade da prova. Da impessoalidade, no sentido de que não interessa quem está sendo investigado nem que é o investigador. Fizemos outras grandes operações depois e talvez nem a imprensa nem os cidadãos saibam quais foram os responsáveis pelas investigações.

O delegado Protógenes Queiroz foi perseguido pela direção da PF?
Em todos os procedimentos quando questionados pelos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público, ficou muito claro que foi a operação de maior investimento, maior mobilização de gente, até contrariando esses conceitos de gestão de qualidade e transparência do gasto. Perseguição, sinceramente, da minha parte não houve, tanto é que, com a exceção do hoje deputado (Protógenes) que fez uma opção pelo enfrentamento à administração, os demais envolvidos na investigação foram reaproveitados. Não era o conjunto, era uma questão comportamental e comportamento a gente não discute.

Quando a Castelo de Areia for destrancada na Justiça, a classe política deve se preocupar?
O que se suspeitava ser eleitoral, a polícia destacou e informou ao Ministério Público, que por sua vez solicitou autorização à Justiça Eleitoral. Se os dados que existem ali caracterizarem crime eleitoral, com certeza haverá uma investigação específica. São operações de cunho financeiro. Mas, ao se fazer a investigação financeira, constatou-se umas tabelas com nomes e valores. Isso pode significar doações? Sim, pode. Pode significar doações legais ou não, e quem faz esse filtro é a Justiça Eleitoral. O que for ilegal, volta para a polícia instaurar inquérito.

Pela natureza das planilhas, pode-se esperar uma investigação com muitos nomes políticos?
Não posso citar nomes nem números, mas são várias situações de listas, com nomes e valores ao lado. Se tiver cunho eleitoral, serão apurados, sejam tantos quantos não comprovem a legalidade das doações.

Na Operação Boi Barrica, a PF investigou negócios da família do senador José Sarney (PMDB-AP), que sempre contou com prestígio no governo Lula. O sr. sofreu pressões políticas nesse e em outros casos?

A gente sabe que houve desconforto, mas não pressão a ponto de emperrar a investigação. Até porque é preciso entender que já passou o tempo em que se tinha controle sobre a polícia no sentido que a polícia era uma instituição com controle absoluto da investigação. Nós estamos num estado democrático de direito onde a atuação policial avança só com medidas judiciais e com controle do Ministério Público. Então a polícia não entra na conta de ninguém. Se a polícia parasse por pressão política, os responsáveis por essa paralisação estariam sendo investigados pelos membros do Ministério Público. O Poder Judiciário estaria cobrando o resultado de medidas que foram representados. E por vocês da imprensa que fazem um grande controle.

Não é fácil fazer investigações quando envolve pessoas públicas, mas o lastro profissional e o nível profissional nos permite conduzir com impessoalidade.
Na gestão de seu antecessor, o delegado Paulo Lacerda, vimos muitas operações com autoridades sendo investigadas. Uma delas atingiu até um irmão do ex-presidente Lula. Quando o sr. assumiu, houve muitas críticas de que sua gestão seria para estancar ações que incomodassem o governo. Passados três anos, como o sr. responde essas críticas?
Primeiro lugar, considerando-se o contexto, até pode-se imaginar que se justificasse a preocupação de que poderia haver um arrefecimento.

Mas o que nós fizemos foi melhorar a qualidade da prova. O desafio é ter uma prova robusta e observar estritamente a Constituição no que se refere aos direitos individuais. Continuamos com as operações. Diminuímos a visibilidade, mas passamos a ter um objetivo, que é buscar pelo conteúdo e pelo resultado das investigações.

O nosso receio era perder um pouco da confiança da população se diminuíssemos a exposição. Mas as últimas pesquisas nos mostram que tivemos sucesso em manter a credibilidade perante a opinião pública.


Fonte: Folha On Line

Missão Cumprida


Com muito orgulho de fazer parte da família Polícia Federal sinto-me no dever de externar meus sinceros agradecimentos e imensurável elogio pelos esforços despendidos por todos os órgãos de segurança do estado do Amazonas envolvidos nas diligências necessárias para lograr com êxito as prisões dos covardes algozes, vermes infames que ceifaram covardemente a vida dos nossos colegas Leonardo Matzunaga e Mauro Lobo.

Parabenizar todos os que fazem a nossa Superintendência no estado do Amazonas, que impetuosamente demonstraram por ocasião do ocorrido motivo de orgulho para nossas famílias.

Quero, em especial, destacar a confiança no trabalho dos colegas lotados na Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que com denodo e profissionalismo trabalharam incessantemente por quase dois meses, diuturnamente em razão do serviço, abstendo-se do convívio de seus familiares e amigos, alheios aos seus lares nas festividades natalinas, ausentes do lar na última reunião familiar do ano, renunciando a tudo e a todos com um só objetivo precípuo de justiça, com o orgulho latente nas veias daquele que faz polícia, sobrepondo todas as razões do homem comum; grandes guerreiros unidos e impávidos para atingirem seus objetivos: LAVAR A ALMA DA INSTITUIÇÃO, FAZER JUSTIÇA.

Posso jurar que presenciei durante dias cenas raras no nosso dia-a-dia, de agentes federais transparecendo um semblante mórbido, mas com impulso de ego, com uma superação pessoal ímpar, e transmitindo para os demais colegas uma energia inquieta em busca de resultados positivos. Vi nos olhos de cada um a persistência de uma ação vitoriosa na luta do bem contra o mal, na esperança de que com a força individual de cada um desses homens de alma ferida, e sob o auspício do Grande Arquiteto do Universo, nosso criador, aquele policial elevaria a auto-estima, o ego e a moral de toda uma equipe coesa com um só objetivo.

Com muito orgulho e esperança tive o prazer de assistir policiais antigos e novos, veteranos e aprendizes, entoando uníssonos o mesmo refrão “VAMOS À LUTA”.

Fui testemunho de aguerridos policiais de varias instituições de segurança intrépidos nas missões que lhes eram confiadas, enfrentando dificuldades de toda a sorte, superando as intempéries da selva amazônica, risco de enfermidades advindas da mata e condições precárias para operar; não obstante, com o espírito de vencedor, de que a batalha seria vencida mesmo pagando com a própria vida. Vimos nossos guardiões de fronteira sempre austeros, com a alma ferida, porém com ímpeto numa demonstração de prova evidente e essencial para existência de uma Polícia Federal forte e coesa perante nós mesmos.

Louvo a esses policiais que honrosamente, com muita altivez e dentro dos princípios constitucionais, mormente o da legalidade, e, sob a égide de nossa conduta, fizeram a justiça mais que perfeita diante dos olhos atônitos da sociedade, e de nossa própria instituição. Se mostraram verdadeiros profissionais, merecedores de elogios pelo árduo compromisso do dever cumprido, por darem consecução ao objetivo da infeliz empreitada, fazer justiça contra os que agrediram membros de nossa família.

São merecedores de elogios pela excelente operação como um todo, missão finalizada com considerável presteza, êxito, celeridade, dedicação e habilidade funcional, deixando como exemplo para nossos pares e, como clausula pétrea, a lição para os que ousarem atingir integrantes de nossa INVICTA POLÍCIA FEDERAL

A justiça exalta as nações; mas o pecado é o opróbrio dos povos. (Salomão:Pv 14:34)

Arajá A. Araújo é agente de polícia federal classe especial e bacharel em direito.

Fonte: Agência FENAPEF

11 janeiro 2011

Do outro lado da Fronteira


A Polícia Federal (PF) vai promover “campanhas de erradicação” de pés de coca na Bolívia nos moldes do que foi feito no Paraguai com a maconha. A proposta faz parte do acordo de cooperação entre os governos brasileiro e boliviano no combate ao tráfico de drogas. A meta é aumentar a fiscalização nas fronteiras com a Operação Sentinela — que prevê, desde 2009, ações conjuntas nessas regiões entre a PF, a Força Nacional, a Receita Federal, as Forças Armadas, a Polícia Rodoviária Federal e as policias estaduais — e ainda financiar investimentos em recursos humanos e em tecnologia no país. A PF analisa, inclusive, o uso dos veículos aéreos não tripulados, chamados de Vants, nos países fronteiriços.

O controle das fronteiras é prioridade do novo governo. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendem a vigilância na área e o uso dos sistemas de vigilância integrada como forma de reduzir as estatísticas de violência urbana. O Brasil tem mais de 8 mil quilômetros de fronteira seca. Grande parte das drogas e das armas contrabandeadas que chegam ao país entra por esses pontos.

O último balanço da Operação Sentinela revela que, no ano passado, pelo menos 2 toneladas de pasta base de cocaína e mais de 57 toneladas de maconha foram apreendidas nessas áreas. Foram cumpridos 270 mandados de prisão e 1.880 pessoas presas em flagrante (veja quadro). O caso mais recente foi o do traficante Maximiliano Dorado Munhoz Filho, o Max, preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e entregue às autoridades brasileiras. Condenado em Rondônia por tráfico e suspeito de matar um agente penitenciário, Max foi preso em uma ação coordenada entre a PF e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELC) boliviana.

A articulação entre os países intensificou-se nos últimos anos e agora abrange áreas de logística, investigação e até mesmo orientações legislativas. “Toda ação tem dois pontos fundamentais: impedir que produtos ilícitos entrem no país e que as riquezas saiam”, explica o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Roberto Troncon. Segundo ele, a responsabilidade no combate ao narcotráfico é compartilhada. “Não há mercado sem oferta e sem demanda.”

Novos acordos

O resultado nas operações conjuntas no Paraguai atraiu a atenção de outros países vizinhos. Foram reduzidos cerca de 900 hectares de plantação de maconha no país. A estimativa é de que aproximadamente três toneladas da droga deixaram de circular. Cerca de 80% tinham como destino o Brasil. Na parceria, os investimentos brasileiros giram em torno de R$ 700 mil.

A fiscalização nas fronteiras do Brasil com a Argentina e o Uruguai será intensificada com a assinatura, nos próximos meses, de acordos de cooperação internacional. O modelo é igual ao assinado com a Bolívia, o Paraguai e o Peru. Porém, algumas especificidades serão levadas em consideração, como o roubo de gado no Rio Grande do Sul. O Equador também demonstrou interesse em acordos de cooperação com o Brasil.

Fonte: Correio Braziliense

Sisfron


Na Marinha, o submarino de propulsão nuclear. Na Aeronáutica, o projeto de uma nova frota de caças. Agora, vem a "contrapartida" do Exército no processo de modernização das Forças Armadas: o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).

O Sisfron deve ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019, com custo de manutenção anual estimado em até 10% do total do investimento. A expectativa do governo é obter os recursos com financiamento externo de longo prazo.

O projeto original inclui radar de imagem, radares de comunicação de diferentes graus de sofisticação, vants (veículos aéreos não tripulados) e blindados para abranger a fronteira terrestre, com o foco na Amazônia.

A base operacional do projeto serão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), que passarão gradualmente dos atuais 21 para 49. O custo médio de cada pelotão é de R$ 35 milhões, incluindo pista de pouso (que tem orçamento independente do Sisfron).

Na avaliação do governo, a porosidade das fronteiras (onde o Exército tem poder de polícia desde 1999) é o problema número um de segurança do país. Com o monitoramento do espaço aéreo na região, iniciado com o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o contrabando e o tráfico de armas migraram para as vias terrestres e fluviais e é por aí que chegam aos grandes centros, como as favelas do Rio de Janeiro.

CONCORRÊNCIA

No dia 17 de dezembro, Embraer e oito empresas internacionais da área de defesa enviaram representantes a Brasília para receberem informações sobre instalação, objetivos e equipamentos necessários para o projeto.

Foram elas as alemãs Rheinmetall e Rohde&Schwarz, as norte-americanas Harris e Rockwell Collins, a francesa Thales, a israelense Elbit Tadiran e a italiana Selex, além do consórcio europeu Cassidian (do grupo EADS). A espanhola Indra e a sueca Saab também receberam dados posteriormente.

Conforme a proposta apresentada, à qual a Folha teve acesso, há duas exigências. A primeira é o "domínio nacional sobre a tecnologia" desde a implantação.

A segunda é "a inclusão de mecanismos de compensação comercial, dando prioridade para mecanismos de transferência de tecnologia para a base industrial brasileira de defesa".

Por uma questão operacional, as fronteiras foram divididas em 14 zonas de monitoramento. A expectativa é que as empresas formem consórcios, já que nenhuma delas, sozinha, tem condições de fornecer os equipamentos para todas as zonas.

As propostas, que devem ser apresentadas até 31 de janeiro, serão analisadas pelo Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex) e pela Atech, empresa especializada no desenvolvimento de programas de software, que fez o estudo inicial de viabilidade.

O próprio Ccomgex já desenvolveu e começou a produzir dois tipos de blindados que servirão de apoio a todo o sistema: um de comunicação e outro de rastreamento, ambos operados com computadores e com custo estimado em R$ 7 milhões a unidade -o correspondente estrangeiro custa o dobro.

O novo sistema será monitorado pelo Ccomgex, instalado em Sobradinho (DF) e subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, chefiado pelo ex-comandante militar da Amazônia Augusto Heleno.

O projeto prevê que o Sisfron será interligado a outros sistemas já consolidados, como o CenSipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que acaba de migrar da Casa Civil para a pasta da Defesa.

Também será interligado, por exemplo, ao Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em Emissão de Radiofrequência. Haverá ainda conexão com objetivos civis, como monitoramento meteorológico e de preservação do meio ambiente.

Fonte: Folha de S. Paulo

NOTA DA MARI

Salienta-se que na semana passada o Ministério do Planejamento liberou R$ 70 milhões para a implantação do projeto VANT (Veja). Isso irá apoiar e fortalecer o patrulhamento dos 3,5 mil Km de fronteiras que o Brasil possui e que, apesar dos esforços, estão extremamente desprotegidos.

PF ainda de Luto


Falando em nome dos policiais federais, o presidente do sindicato da categoria, Marcelo Pires, classificou, na tarde do dia 06, a ação da Polícia Civil como imprudente e violenta. Ele criticou os policiais civis por não terem prestado socorro às vítimas e ainda descaracterizarem o local onde o agente federal foi morto. A operação da Polícia Federal estava praticamente encerrada no momento em que surgiram os policiais. Já chegaram atirando. É inconcebível que isto ocorra. Tive a informação de que, mesmo quando outros policiais federais chegaram e foram se identificando, eles continuaram disparando.

Marcelo Pires destacou outro erro. Após o tiroteio, a arma do policial morto foi recolhida pelo delegado que vinha logo atrás. Por que ele não isolou o local? Por que não prestou socorro às vítimas? Mesmo que fossem bandidos dentro do carro, os policiais tinham obrigação de levá-los ao hospital. A vida deve ser preservada. Essas questões precisam ser respondidas. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco disse achar improvável que o policial Jorge Washington Cavalcanti, 57 anos, tenha atirado nos policiais civis.

Ele tinha 32 anos de polícia. Era um policial experiente. Não agia de forma precipitada. Só um exame, realizado para identificar resíduos de pólvora nas mãos, pode atestar isso. Os peritos federais acompanharam o exame no Instituto de Medicina Legal , comunicou.

Marcelo Pires criticou a falta de comunicação entre as polícias. Ficou claro que faltou comunicação entre os dois órgãos.

DESABAFO

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Cláudio Marinho, disse que não é momento de apontar culpados e crucificar as pessoas. Estou respeitando o desabafo. Os policiais federais estão muito consternados com tudo o que aconteceu. Mas não é momento de ficar apontando falha de um lado e falha do outro. A dor é grande. Houve um erro, um acidente de trabalho. Para Marinho, só o inquérito policial pode apontar o que realmente aconteceu. Não estou dizendo que os policiais civis estão certos. A gente está tratando de uma situação em que a pessoa tem frações de segundos para tomar uma decisão. Há uma descarga de adrenalina muito forte. Não houve intenção.

O sindicalista comunicou que não existiu descaracterização do local. Isso não ocorreu. A arma foi recolhida e entregue, por meio de ofício, à Polícia Federal. Se for para ficar apontando falha neste momento, poderíamos questionar o motivo de os agentes federais colocarem um taxista no meio de uma operação policial. Por que expor a vida de um cidadão comum? Mas não é hora para isso, afirmou.

Fonte: Jornal do Commercio/PE

07 janeiro 2011

Morto em ação


Agentes da Polícia Civil de Recife confundiram com um traficante o policial federal Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque, 57 anos, e o mataram a tiros na manhã de quarta-feira, em uma operação conjunta entre as duas corporações. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Outro policial federal, baleado na mesma ocasião, está internado no Hospital da Restauração.

As polícias Federal e Civil procuravam o mesmo traficante no terminal rodoviário de Recife. Os dois PFs teriam conseguido deter o suspeito e o levado de táxi até supostos compradores da droga, quando foram surpreendidos pelos policiais civis, que não teriam percebido a prisão.

LAMENTO

Em reunião entre a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Federal, na tarde de quarta-feira, o Chefe da Polícia Civil, delegado Manoel Carneiro, lamentou o fato e afirmou que o inquérito policial já foi instaurado pela Corregedoria Geral da SDS para investigar o caso.
Wilson Damázio, Superintendente em exercício da PF, chorou pela perda do colega. “Este é com certeza o dia mais triste de minha carreira policial. Perdi um companheiro, colega de academia e que me ajudou muito quando fui superintendente da Polícia Federal e delegado de entorpecentes”.

Ele acrescentou que foram realizadas conversas com os órgãos de inteligência, reuniões entre os dirigentes das delegacias da PF e treinamentos. “Eram policiais com o mesmo objetivo, estavam trabalhando para prender o mesmo traficante. Essa fatalidade não abalou nosso relacionamento com a SDS, vamos continuar lutando contra o crime”, finalizou.

Secretário de Defesa Social, Marcelo Diniz Cordeiro falou em medidas preventivas para esse tipo de incidente. “Tudo o que podemos fazer para evitar esse tipo de episódio, fizemos. Quando assumimos a SDS, nos reunimos com a PF e falamos sobre como integrar melhor os trabalhos das duas polícias”.

06 janeiro 2011

A Necessária Experiência para a Policia Federal


“O secretário Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Benincá Beltrame, deu nos últimos 4 anos uma notável demonstração de força. Desde que assumiu o cargo, Beltrame se notabilizou por colocar em prática iniciativas que causaram estragos em áreas em geral blindadas contra o poder do Estado. A primeira grande obra de Beltrame foi o combate à corrupção policial, que culminou na expulsão de 850 policiais. Outra importante marca de sua gestão foi a implementação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que melhoraram significativamente a vida dos moradores das favelas. Por fim, ele é o homem que coordenou as operações que acabaram por enfraquecer as quadrilhas de traficantes que dominam as comunidades pobres do Rio de Janeiro.” - Revista Isto é

“Vem daí, provavelmente, um terceiro e poderoso ente que acompanhou a polícia na operação desta quinta-feira no Complexo da Penha: a opinião pública. Beltrame comandou a política que foi capaz de transformar favelas – históricos ‘telhados de vidro’ dos governantes – em objeto de propaganda eleitoral do governador Sérgio Cabral. O fenômeno de aprovação popular ganhou proporções inimagináveis, por exemplo, quando a popstar Madonna quis conhecer o Morro Dona Marta, em Botafogo, local da primeira UPP.” - Revista Veja

 Ao ler os textos acima, publicados nas duas maiores revistas do país, onde o colega Benincá (como é chamado pelos amigos na PF), é elogiado pelo brilhante e inusitado trabalho que coordena contra os traficantes no Rio de Janeiro, não pude deixar de me perguntar:

 Por que o Benincá reúne tantos bons atributos e conhecimentos profissionais para comandar com sucesso a Polícia Civil e Militar do RJ?

 Onde teria angariado essa “bagagem” toda para ter tranqüilidade operacional e capacidade para fazer com sucesso o que está fazendo?

 Para responder essas perguntas poderia perguntar ao próprio Benincá, mas preferi entrevistar alguns amigos que iniciaram a carreira na Polícia Federal com ele, e assim consegui saber o seguinte:


José Mariano Benincá Beltrame ingressou na Polícia Federal em 1981, como Agente de Polícia Federal. Nesse cargo participou ativamente de grandes operações contra o narcotráfico e outros delitos federais, sempre se destacando em todos os lugares que trabalhou. 
Como Agente Federal foi destacado para várias missões pelo interior do país, além das que desenvolvia em Santa Maria, onde nasceu, criou-se, formou-se e trabalhou, sempre como agente.
 
 De lá, era destacado para missões em outras regiões, principalmente no Norte do país. Em Porto Alegre, para onde foi removido ainda como Agente de Polícia Federal, ajudou a desenvolver um sofisticado sistema de escutas telefônicas, conhecido atualmente como “Guardião”.

Ainda como Agente da PF, Beltrame chegou à Missão Suporte no RJ, em 2003, quando começou a conhecer mais a fundo o que hoje combate: o crime organizado. À época, ele foi o chefe operacional da base da PF e, ao sair, foi da Polícia Criminal Internacional (Interpol) e chefe da área de inteligência da Superintendência da PF no Rio.


Analisando a brilhante carreira do Policial Federal Benincá podemos fazer uma constatação que muitos.

 José Mariano Benincá Beltrame foi Agente de Polícia Federal por 23 anos (de 1981 a 2004) e nesse cargo ocupou funções onde pode comandar operações estratégicas dificílimas e de grandes complexidades.

Repito. Durante 23 anos foi um policial federal brilhante e respeitado por todos, exercendo o cargo de Agente de Polícia Federal, sendo que após terminar o curso de delegado ainda iria ficar sub-judice, por interpretação legal errônea, por parte dos chefes da Polícia Federal na época.

Agora eu pergunto:

Será que a capacidade e experiência profissional que ele está demonstrando ter, no elogiável comando da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, foi adquirida de repente, em um cursinho com três meses de duração?


Qualquer pessoa que não seja corporativista e que não tenha medo de concorrência na carreira, admite que o Beltrame, assim como milhares de agentes espalhados pelo Brasil, com a mesma experiência, são capazes de assumir qualquer cargo na segurança pública brasileira, tanto em nível estadual, municipal ou federal.

Aos poucos e com muita luta a FENAPEF- Federação Nacional dos Policiais Federais tem demonstrado para todas as autoridades dos três poderes dos Estados, Municípios e União, que vale muito mais para o serviço público um Polícia Federal experiente do que um que nunca comandou sequer uma pessoa, e que nunca participou de uma operação policial de verdade.


Por essas e outras existe um questionamento que requer a modificação da carreira policial federal, onde a MERITOCRACIA seja o único caminho para postos de chefias e comando, e não um curso “Walita”, onde professores igualmente sem experiência, tentam “ensinar” em dias o que somente se aprenderá em anos.

Não se pode mais aceitar que um “garoto”, que nunca trabalhou na vida em nenhuma função policial, passe a ser chefe do dia para a noite, inclusive (e especialmente) em locais perigosos nas fronteiras brasileiras. Um alguém sem o menor treinamento ou conhecimento prático que muitas vezes sequer sabe para que servem alguns equipamentos táticos. 

Sobre isso, o Chefe de Polícia de Los Angeles e New York, William Bratton, famoso por implantar com sucesso o Projeto Tolerância Zero, deu a seguinte entrevista para a Revista Veja, onde falou sobre a carreira policial existente no Brasil:


"Vocês têm uma divisão na Polícia Militar em que os policiais são de uma classe social diferente da dos oficiais. Os soldados não podem chegar ao topo. E os policiais civis e investigadores estaduais e até os federais são uma outra classe. Os delegados são advogados. É um sistema extraordinariamente complexo, que não tem a equidade existente na polícia dos Estados Unidos. Eu comecei minha carreira como policial. No Brasil, seria um soldado de polícia. Jamais conseguiria ascender ao cargo de oficial e, depois, ao de chefe de polícia. Seria no máximo capitão ou major. Eu teria de ir a uma faculdade de direito para me tornar delegado. Em meu departamento, todo investigador ou agente pode chegar ao posto mais alto da carreira policial. Não ter chance de ascender é algo desestimulante em qualquer carreira. Não haveria por que ser diferente na polícia."

Se não for modificada a metodologia de se alcançar cargos de comando na segurança pública, continuaremos a ter o caos existente hoje em todas as polícias do Brasil.

Fonte: Blog do Garisto

NOTA DA MARI:

Modifiquei algumas coisas dessa reportagem pois era uma afronta direta aos delegados da Policia Federal e, por mais que concorde com o que postei acima, não quero entrar em disputas de ego ou pormenores, por tanto, retirei alguns comentário. Indico a todos que leiam o Blog do Garisto.

05 janeiro 2011

Boas novas



A nova ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, durante seu discurso de posse no dia 03/01/11 nos deu uma boa notícia. Ao falar das prioridades do MP, a Ministra listou  dois itens que favorecem a abertura de concurso para a Policia Federal. Segundo ela, “Os recursos, sempre insuficientes frente às necessidades do país, deverão ser canalizados para as prioridades da Presidenta Dilma Rousseff: que são a erradicação da miséria com criação de oportunidades para todos, a educação e saúde de qualidade, a melhoria da segurança pública, o combate incansável às drogas e os investimentos em infraestrutura necessários ao crescimento do país.”


Isso é uma boa notícia para nós que aguardamos esse concurso, afinal, quem melhor pra garantir a segurança pública e o combate às drogas que a PF.

04 janeiro 2011

Segura aqui...

 Para a Mulher

Invictus

 Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.



Para o Diário


"It's not a matter of how hard you can get hit. It's about how hard you can get hit, and keep moving forward". Rocky Balboa

Tradução - Não é uma questão do quanto você aguenta apanhar. É uma questão do quanto você consegue apanhar e continuar indo em frente.

Guarda Feminina


A chuva que ensopou a roupa das seis policias federais que acompanharam a pé o carro de Dilma Rousseff na chegada ao Congresso Nacional não foi suficiente para tirar delas o sorriso. Ofegantes com a corrida de dois quilômetros entre a Catedral de Brasília e o Congresso Nacional, elas se disseram orgulhosas por realizarem a tarefa sem tumultos.

As seis trabalham com Dilma desde a campanha presidencial. Lícia Siebt, do Rio Grande do Sul, Leila Laranja, de Brasília, Ana Paula Paes Leme, do Rio de Janeiro, Cristiane Costa, de São Paulo, Flávia Bastos, de Minas Gerais e Jane Dantas, de Pernambuco, foram escolhidas pessoalmente pela presidente para acompanhar o trajeto.


Dilma não pôde falar com as policiais, mas acenou para todas de dentro do carro. A mineira Flávia Bastos, 30 anos, é a mais nova e também a mais alta do grupo, com 1,85 metros. Ex-jogadora de basquete, a policial não reclamou da correria nem da chuva. “Foi muito emocionante”, comentou. A pernambucana Jane Dantas brincou: “Nesse ritmo, correria 10 quilômetros de costas”.
Fonte: Veja

NOTA DA MARI:

É o que sempre digo....Segura que a mulherada ta chegando
Os homens da PF com certeza acompanhariam o carro com a mesma facilidade, mas quero ver fazer isso de terninho e sem bagunçar o cabelo rsrsrsrs.


Tem coisas que só a elegância feminina da conta...para todas as outras existe a Glock hahah!

03 janeiro 2011

Só os fortes...

Para todos os que como eu encontraram algum obstáculo no caminho, ai vai um vídeo engraçado. Que sirva de motivação e diversão rsrsrs.


video

A AMAZÔNIA

Conforme o prometido...segue um pequeno relato de minha viagem à Amazônia.

Após um atraso de 2 horas e de longas 3 horas de vôo, vi a placa: Sejam bem vindos a Carajás - PA. O avião da Trip desceu em plena FLONA (Floresta Nacional) e após um pouso fantástico em meio à muita neblina e chuva, eu, outros 2 biólogos, 1 geóloga, 1 geógrafa e 2 analistas de solo estávamos na Amazônia Legal. 



Foi uma viagem fantástica, me senti no Globo Reporter. Ao desembarcar no aeroporto já era possível perceber a diferença entre a fauna da Amazônia e a fauna dos demais lugares. Lá tudo é muito grande. As mil mariposas que estavam cobrindo as paredes do banheiro do aeroporto eram todas classificas entre grande e gigantes rsrsrs. Também classifiquei como gigantes o escaravelho e o louva-deus que vi numa palmeira na entrada, enquanto esperava o carro. Para não dizer que é exagero, segue abaixo uma foto tirada do zoológico, na 1° ida a Carajás em Setembro deste ano.




Chegaram os carros. Eram 3 S10 que nos levariam ao alojamento. Essa hora foi um tanto quanto tensa, pois achávamos que era perto, mas o lugar não chegava nunca. Só para piorar, havia muita neblina e mal enxergávamos 100 m adiante. Após umas 3 horas de viagem a 50 Km/h tivemos que parar pois havia uma arvore grande caída na estrada. Os dois caras que tiraram a arvore da estrada, eu preciso dizer, eram Phodas. Eles cortaram uma arvore imensa, que deveria ter uns 80 cm de DAP (Diâmetro a Altura do Peito) e recém caída (ou seja verde e dura pacas) no machado, na raça meeesmo. Fiquei de cara.
Como era de se esperar, levaram em torno de 30/40 min para, de fato, partirem o tronco. Em seguida, amarram uma corda à L200 deles e arrastarem o que sobrou da arvore no meio do caminho. (Vou ficar devendo a foto desse perrengue por que a unica pessoa que tirou ainda não me mandou essa e nem as outras fotos que tirei na máquina dela.)




Seguimos viagem e só após mais 2 horas é que chegamos ao alojamento.  O nosso alojamento era em plena selva Amazônica situado a nada mais, nada menos, que 70Km da cidade mais próxima. Para onde olhava só via neblina e selva. 




Confesso que não era nada do que eu esperava, era tudo feito de alvenaria coberto por mosquiteiros que impediam a passagem dos mosquitos.Apesar da simplicidade do alojamento, a comida era uma delicia e todos eram muito simpáticos. 




A luz era provida por um gerador que funcionava das 05:00 da manhã até as 00:00, entre esse horário era um breu só. A água era bombeada de uma lagoa (que na verdade é uma dolina) que ficava próxima ao acampamento (foto abaixo).  Só tinha um chuveiro com água quente (o do meu quarto, graças a Deus) e como estava bastante frio, acabamos revezando o banho.  Como fiquei no quarto com mais 2 colegas, tivemos que organizar as malas e os vários equipamentos no espaço pequeno do quarto, mas foi tranqüilo.


O ponto onde o estudo foi feito ficava a 12Km do alojamento, foi uma bela caminhada de volta no primeiro dia. Isso sem contar que nos outros dias, o carro nos deixava a 2km do local onde era feito o estudo. Era uma caminhada diária de 4Km em uma mata mais fechada que a fronteira de Israel com muitos espinhos, abelhas e carrapatos. Vcs precisavam me ver manipulando o facão, que no 1° dia tava cego (só pra ajudar a criatura), zero habilidade rsrsrs, mas depois foi melhorando. Como não tínhamos tempo para voltar ao alojamento para almoçar levávamos frutas, barrinhas de cereal, bolo e muita água. 


Passamos alguns apertos pois com tanta neblina e mata, os GPS não pegava direito então nos perdemos todos os dias rsrsrs. Nunca fazíamos o mesmo caminho, nem para chegar ao ponto, nem para chegar ao local de resgate. Além disso acabávamos dando muita volta na mata pois algumas partes era impossível passar. Nos deparamos com vários abismos que separavam a vegetação de campo rupestre da floresta propriamente dita (veja a foto abaixo, muito didática por sinal). 


Como haviam algumas cavernas na área fomos avaliá-las...pra quê...entrei numa que tinha até uma drenagem de guano (coco de morcego). Exageros a parte, guano é muito tóxico e realmente havia muiito no lugar, tanto que até parecia uma cascata. Mas valeu a pena, era uma cavidade linda que estava ao lado de mais duas, tão belas quanto.



As outras que entramos valeram a caminhada, que pra variar, foi longa pracaramba. Belas cavernas ferríferas que ficavam nas beradas de penhascos e quebras de canga de mais de 20 metros de altura. 




De bicho vimos muitas araras, cutia e maritacas de todo jeito, ouvia ao longe os Barbados gritando, mas infelizmente, assim como as onças, não vi nenhum.  Como não podia deixar de ser, tive que dar uma procurada pela herpetofauna (anfíbios e répteis). Vi muitos anfíbios, grandes e pequenos e vi alguns calangos também, mas nenhuma serpente ou iguana. 




No último dia de campo fez muito sol e com tanta caminhada de blusa grossa, de manga comprida, calça, peneira, luva e mochila pesada cheguei ao alojamento literalmente derretendo. Resultado?! Fomos nadar na dolina do acampamento. A água estava uma delícia e o pôr do sol não podia ser mais bonito. Quando penso que não, não sai um da água gritando - JACARÉÉÉÉÉÉ
E num é que tinha um jacaré nadando pertinho da gente. Passado o susto inicial percebemos que era um jacaré do papo amarelo, que não passava de 1m de cumprimento. Ai né, lógico que voltamos para dentro d'água hehehehe.  




Bom, na verdade queria compartilhar essa experiência com vcs, primeiro por que foi do ca*#%@, segundo por que acho que é bem essa a realidade que vamos encontrar em algumas delegacias do norte. Inclusive, sei de uma que é muito parecida e ainda fica bem na fronteira com a Bolívia. Só para piorar um pouco, no caso da PF, quando estivermos lá não estaremos procurando pererecas, medindo arvores, entrado em cavernas ou analisando solo. Vamos estar defendendo a fronteira ou perseguindo bandidos. Portanto, se algo acima te desagradou ou afligiu, lembre-se o concurso é pra policia.


Bjos!