25 agosto 2010

E Por falar em Rio de Janeiro...

 Sei onde está o Nem (chefe do tráfico da Rocinha), e sei até o que tem dentro da casa dele. Não tenho medo de traficante. Mas não posso arriscar a vida dos moradores.” A afirmação é do Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, o gaúcho ( Ex Delta da PF) José Beltrame que, em entrevista à revista ÉPOCA, deu detalhes sobre o planejamento da segurança do Rio.



Para o secretário, o incidente de sábado, por mais grave que tenha sido, não mudará o planejamento da pacificação das favelas: “A Rocinha terá a sua UPP (Unidades de Polícia Pacificadora), mas não agora. Faltam homens: seriam necessários 1.600, 1.800 policiais recém-formados e ainda não dispomos desse contingente”.



Pela lógica da pacificação, Beltrame calcula que, para ter chance de dar certo, é preciso colocar na comunidade um policial para cada 80 habitantes. Como a população da Rocinha passa de 100 mil, o investimento em recursos humanos é muito alto, proporcionalmente ao de outras áreas no Rio. Para se ter uma ideia, até o mês passado, o total dos policiais de UPPs em 10 comunidades pacificadas era praticamente o mesmo que precisará ser destinado somente à Rocinha: 1.880.


VEJA A ENTREVISTA:



ÉPOCA  Moradores da Rocinha dizem que Nem faz musculação todo dia na mesma academia, junto do portão 2, com 30 seguranças. Eles sabem os lugares que ele frequenta, onde come churrasco e a que horas, quem são suas mulheres, por onde ele anda. A polícia tem essas informações?

José Beltrame -
Assim como a gente conhece o Nem, a gente sabe onde está o Fabiano, onde está o Polegar, e também o Marquinho Niterói, um traficante que na minha opinião é até mais importante historicamente do que o Nem.

ÉP E por que eles não são presos? 

JB – 
Para eu ir buscar essa pessoa a sociedade está disposta a pagar o custo de algumas vidas? Eu tenho que pensar nisso, porque eu sou um administrador público. Eu tenho que pensar que garantias vou ter para buscar o Nem na academia. Eu posso ir lá e tem polícia para ir lá. Mas eu, como administrador, tenho que ver o custo disso, social e o de vidas. Aliás, o número correto de homens armados na rua enquanto o Nem faz ginástica não é 30. São exatamente 17. Eu vou lá, sei o endereço, a rua, a casa e inclusive o que ele tem dentro da casa. Quando decidir entrar lá eu vou entrar e buscar porque se tiver que fazer guerra, vou fazer uma vez só. Esses caras para dar tiro se sentem à vontade, não têm nenhum apego à vida deles ou dos outros. Isso é uma coisa que não tem mágica. Muita gente antes de mim não quis fazer isso, mas também não buscou outra alternativa.

ÉP  E qual é a solução? 

JB – 
Prender traficantes é importante, importantíssimo. Apreender as drogas é importantíssimo. Armas, é importantíssimo. Mas o mais vital é que se tire o território, e isso é que não foi feito antes e que nós começamos a fazer. Porque, se eu tirar o território dessas pessoas, eles se acabam. Não é o Nem, o Polegar, o Marcinho Niterói, é o território. Porque o território ele não substitui. O traficante, mesmo preso, ele continua tocando o negócio e se sente meio em casa, junto com os companheiros. Mas, sem território, não tem jeito. Vai para outra comunidade? É trucidado. Não é ninguém. É aquela história: touro no potreiro alheio é vaca.




ÉP  Quando a Rocinha vai ter uma UPP? 

JB - A Rocinha vai ter, mas não dá para dizer quando exatamente porque isso envolve não só o sigilo do planejamento, mas a logística. Eu não tenho como entrar lá agora lá porque eu não tenho homens se formando numa quantidade suficiente a cada ano. Precisaria de uns 1.800 para colocar lá. Com a obra na academia, nós podemos formar 4 mil policiais por ano. E, só agora em 2010, conseguimos chegar a esse número. Até julho, nós tínhamos 1.880 homens em 10 UPPs, isso é quase o efetivo necessário para a Rocinha. Então, você tem que escolher se vai ter 10 comunidades pacificadas, com UPP, ou uma na Rocinha. Sem contar que, se escolhêssemos a Rocinha, certamente muitos iam dizer que só temos UPPs na Zona Sul e que nossa política é elitista. Nós temos um planejamento e vamos seguir. Durante 40 anos só se enxugou gelo na segurança do Rio. Tinha um tiroteio aqui, corria pra lá. Tinha outro, ia para outro lugar. De que adianta prender um chefão se tem outro na fila para pegar o lugar? Prendemos, no sábado (21), o Perna, que seria o natural substituto do Nem. A gente tem que ter muito cuidado, ir na base da faca na bota.

ÉP  O que pesa para dizer: vamos fazer agora num lugar agora, mas não vamos fazer na Rocinha? 

JB
 Levamos quase dois anos sentados discutindo os lugares e as prioridades. Nós levamos em conta índice de criminalidade, quantidades possíveis de armas, alcance dos tiros que são disparados, equipamentos públicos na favela. As ocupações precisam formar um desenho que abranja onde a cidade pulsa mais, onde as pessoas trabalham. 

ÉP  Pelo que se viu nos vídeos, o poderio de fogo na Rocinha é imenso. Fala-se num exército de 300 homens... 

JB – E quem contou? Para mim, 80% dos bandidos do Nem da Rocinha estavam nesse evento no fim de semana. E ali eram quantos? O pessoal chuta 70. Isso é uma coisa que alguém lança, 150, 300, e aquilo fica como verdade. Fora aquelas pessoas, o que pode ter lá em cima do morro ainda? Mais umas 20 pessoas? Saiu um bando correndo lá para o Hotel Intercontinental. Três ou quatro, como eles sempre fazem, ficam resistindo. O Nem foi quase rendido, um policial chegou a enquadrá-lo, mas não atirou porque ele estava correndo dentro de um condomínio, poderia haver vítimas. Para mim, é mito que ele tenha 300 homens, não acho factível.



ÉP  A polícia tinha informação de que Nem estaria numa festa do morro vizinho, o Vidigal? 

JB – De quinta-feira a domingo, nos vem muita informação de que vai ter baile aqui e ali, mas é no “poderá”, “haveria”, “poderia” e nós não vamos para todos os lugares. E muito menos nós temos um catálogo de dias de aniversário dos traficantes.

ÉP Mas dos mais importantes vocês sabem. Todo mundo sabe na Rocinha quando vai ser o aniversário do Nem. 

JB
 Alguns, claro, a gente sabe. Quando a gente sabe, o que faz? A gente represa o lugar. Você imagina que, se tivesse em São Conrado uns 30 policiais na hora do encontro com os traficantes, ia ser muito pior do que foi. O policiamento do 23º Batalhão (Leblon)  recebeu um alerta de que “poderia” haver uma festa no Vidigal e que o chefe dos traficantes do Urubu poderia vir com o seu bando lá da Zona Norte da cidade para São Conrado, na Zona Sul. O alerta foi na sexta. Havia duas patrulhinhas, com dois homens em cada carro, quando encontraram a van com os 15 bandidos por acaso. E começou o enfrentamento, de madrugada. Esse povo voltava do Vidigal para a Rocinha.



ÉP  De onde surgiu a informação de que 12 policiais à paisana tentaram prender Nem? 

JB –
 Boa pergunta. Eu também queria saber isso. Já que levantaram essa possibilidade, eu pedi para instaurar um inquérito e verificar. Mas, gente, 12 policiais vão enfrentar 60 bandidos lá dentro da favela? Podem ser policiais, mas, se fizer um eletroencefalograma neles, vamos ver que loucos eles não são.

ÉP  Para a imagem do Rio, foi péssimo o que aconteceu. As imagens correram o mundo... 

JB – 
Muito melhor seria que não tivesse acontecido, mas poderia ter sido bem pior. Se não houvesse enfrentamento, se duas patrulhinhas não tivessem encontrado a van com os bandidos no caminho, nada disso teria ocorrido. Tínhamos 800 pessoas no hotel, reféns e todas se salvaram. Os reforços policiais que chegaram foram decisivos. Tudo terminou com uma só vítima fatal – uma mulher que trabalhava para eles no caixa do tráfico e cujo corpo foi jogado no asfalto para a gente recolher. Prendemos 10, apreendemos fuzis. E eles serão enviados para Rondônia. Mas foi uma infelicidade. Eu costumo dizer que, infelizmente, até que o novo Rio seja uma realidade completa, nós vamos ter que conviver com esse velho Rio.

NOTA DA MARI:

Mais uma vez José Beltrame mostra por que tem o cargo de Secretário de Segurança Pública e o meu respeito.

Ao BOPE, minha humilde e infinita admiração, assim como o menino da foto abaixo, também quero um autógrafo.



Abraços!


O TAF e a Superação

Texto publicado no Correio Web pelo Ag. Feitosa.

"Esse nosso caminho é bem pesado, estudo pra lá de complicado, complicado no sentido de ser muita matéria e para a grande maioria, o pouco tempo que dispomos, é focado nos estudos e, somado a isso, temos que estar sempre treinando para o físico, não podemos relaxar. Mas tem horas que o cansaço bate e vem a vontade de deixar pra depois, ou para outro dia. 

Essas semanas as noites aqui em Brasília tem sido muito frias. Na 2º, 4º e 6º a noite é quando treino e depois estudo até mais tarde. 3º e 5º também são dias que treino corrida a noite. O frio, o cansaço e o tanto de matéria que tinha de estudar, me fez pensar e começar a ter aquelas ideias de compensação, assim como em várias outras noites. Era quarta-feira, dia de treino a noite, cheguei em casa por volta das 19:00hs e já estava cansado, com fome, e tinha muito o que estudar. Foi quando começaram as ideias... “putz, hj tá um frio do @$##...” ..... “tenho que treinar, mas tô morto, e ainda tenho que estudar” ....... “tô quebrado, cansado e com fome....sem nenhum ânimo pra treino....”......“hunn...e também já estou bem no físico, nem preciso treinar hj, tenho muito o que estudar”.......”não tem problema eu não treinar hj. Amanhã ou outro dia eu compenso, já estou bom nos treinos...”

Queria parar naquele momento e ir estudar, o que já era um ótimo motivo....hehe. Realmente estou bem e podia deixar pra outro dia. Entretanto, eu lembrei que os grandes problemas começam por pequenas coisas e minha maior preocupação, era começar a fazer isso nos estudos também e condicionar meu corpo, e inconsciente, a parar ou “deixar pra outro dia” toda vez que tivesse algum obstáculo, probleminhas como cansaço, frio, fome, doença, etc.

Eu poderia ficar sem treinar tranquilamente aquele dia, e ainda teria mais tempo para estudar, mas eu sei que aquele meu “compenso outra hora” poderia se transformar em uma grande desculpa para outras oportunidades como aquela. Na próxima vez, que acontecesse (como já aconteceu antes...rsrs), eu iria lembrar deste dia em que eu “deixei pra depois...” em que não tive problema algum, e eu teria grande chance de fazer de novo. ESSE é o grande problema, fazer de novo. 

Pelo menos para mim, esse dia eu não poderia “deixar pra depois”, eu sabia que se eu fizesse isso eu iria estar me enganando e criando uma “boa” desculpa para outras oportunidades. Era pura desculpa para não treinar. Claro que existem as exceções tem dia que não dá mesmo, o horário, os problemas de verdade que demandam uma prioridade maior, mas com certeza não era esse o caso. 

Então troquei de roupa e fui treinar. Putz velho! Estava um frio desgraçado !!! meu irmão, o chão gelado, vento, e o frio rs, estava trincando.....durante o treino fui lembrando dos treinos, acampamentos e situações que passei que eram muito pior do que esse dia, chuva, vento, frio, doente, escuro, machucado, sozinho, sem comida...etc..... Falei comigo mesmo, “é bom ir se acostumando, porque vc não sabe as missões, treinamentos e cursos que irá participar quando se tornar um APF, é bom deixar de frescura e treinar sempre nas piores condições, treinar quando tú tá bom, animado e com vontade é fácil, até minha avó treina assim em um dia bom....quero ver é agora..... então para de reclamar e continua....”...rsrs 

Isso deu um gás a mais, é bom agente lembrar as dificuldades e derrotas, te deixa mais forte, lapida e evolui seus sentimentos. Você fica mais calejado. 

Essa semana aconteceu de novo. Foi do mesmo jeito, 3º feira, cansado, com fome, tinha que estudar, e a noite estava muito frio, na hora lembrei-me do outro dia em que pensei em “deixar pra depois”, e com certeza eu teria grande chances de fazer de novo, se naquele dia eu tivesse deixado de treinar. Mas como não deixei acontecer, e lembrei do porque, rapidinho coloquei o tênis e fui correr, sozinho rsrs, vcs tinham que ver, era só eu, Deus, e o frio, não tinha mais NINGUÉM !! ...rsrs. Aquela noite foi uma das mais frias que tivemos.
Mas o mais importante é não deixar nosso mente nos enganar, não podemos nos enganar. 

Eu sei colegas companheiros, que tem horas que é difícil, tanto o estudo quanto os treinos, mas continuem, continuem mesmo assim !!! Sempre que estiverem em situações assim, ou piores, lembrem do que já passaram ou do que podem passar. Porque depois que me lembrei do que eu já passei e do que pode estar me esperando, rs, aquelas noites se tornaram dias comuns como qualquer outro, e trouxeram mais um senso de dever cumprido

Mesmo para aqueles que não têm um histórico muito grande de superação na parte física, ou quando passou seus limites em determinando treino ou acontecimento. Não tem problema, se você mão tem um, CRIE o seu ! Pegue um dia para chegar ao seu limite, seja físico, mental ou os dois. Pega um desses dias que vc está sem vontade, cansado, com frio, dor de cabeça, preguiça, um dia que esteja chovendo, ou que seja correr uma distância que nunca correu, ou fazer um treino na serra, subir até o topo com uma mochila de 30Kg nas costas, essas coisas....

Mesmo que vc não conclua até o final, vá até seu LIMITE ! Até quando não conseguir ficar mais em pé !!! Seja por câimbra, falta de ar, dormência nos membros... Seja o que for !!! 

Com certeza vc irá mais longe do que um dia já foi. E esse dia vai ser o seu dia LIMITE, e tome-o como base até próximo. Até o próximo dia limite que irá ultrapassar o último.
Aí quando estiver cansado, frio, chovendo, com fome....e etc...etc...etc... vc vai lembrar desse dia e vai ter mais força para treinar ou qualquer outra coisa.
Vamos colegas guerreiros!!! Vamos a luta !!! FORÇA SEMPRE !!!!"

NOTA DA MARI:

“Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena..." (Mário Quintana)

Superação é a palavra de ordem para se preparar para o concurso, mas o que é superação? 
Superação é:

- Ultrapassar nossos limites e bater nossos recordes;


- Poder fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos, é trabalhar da melhor forma possível independente do que pensem ou falem;



- Irmos além do que os outros acham que somos capazes;



 - Saltar tão alto que ultrapasse a barreira da estima machucada, da confiança perdida, do relacionamento quebrado;


Se supere... SEMPRE...

Aposte com você mesmo. Aposte que, ainda hoje, fará muito mais que ontem.
Aposte que aquela vaga no concurso da PF é sua, só falta você cumprir as etapas processuais para assumi-la.

Aposte e Acredite.

Você pode ser o seu maior inimigo, ou o seu maior aliado. Saiba manter a balança DESEQUILIBRADA. Não permita que o desânimo diminua seu rendimento e, principalmente, NÃO DESISTA.

Abraços!

22 agosto 2010

ENQUANTO ISSO, NO PAÍS DA COPA...

O País estava em festa, o nosso presidente chorou em êxtase quando a FIFA anunciou que o Brasil seria  sede da Copa de  2014. O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, era o centro desta festa, a "menina dos olhos".

O governo do estado considerava factível melhorar os índices de segurança pública , retirar as facções das favelas e as milícias das ruas em pouco tempo. As extratégias eram tomar as favelas na capital carioca e obrigar os trficantes e a milicia a se entregar, ou se refugiar em outras áreas.

Tudo parecia ir bem na captal até que na manhã deste sábado (21/8) o país se deparou com um cena dígna de Hollywood. Um tiroteiro em plena praia de São Conrrado, com direito a refens, morte e pânico no hotel Intercontinetal. O evento manchou de sangue a nossa bandeira nacional. Fez o Brasil ter vergonha de fingir que o "espanta bolinho" carioca funciona.
Eram mais de 40 bandidos armados com fuzís e sub-metralhadoras atirando em todas as direções. Os Ratos não tem escrupulos, não se importam em exterminar uma, duas, dez vidas na sua fulga.

Sequestro, morte, feridos e muito medo se espalharam pelas ruas cariocas. Mas a policia carioca mostrou excelência ao responder às ações dos marginais.


O Batalhão de Operações Especiais - BOPE da Policia Militar do Rio assumiu o comando e mostrou para que serve o treinamento que recebem. Mesmo em desvantagem numerosa, dominaram os meliantes e restauraram a paz, ainda que momentnea, nas ruas cariocas.

O nosso Rio de Janeiro foi protagonista de cenas estarrecedoras e dignas de vergonha. Familias, turistas, atletas, empresários, pilotos, funcionários e muitos outros foram feitos refêns de mais uma demonstração do descontrole e do poder que o tráfico e as milias cariocas possuem.


Diante disso me pergunto:

Estamos de fato preparados para receber milhares de pessoas para uma copa?

Temos condições de grarantir a segurnça deles?

QUEM GANHA POR NÃO ACABAR COM O TRÁFICO?

QUEM IMPEDE O PAÍS DE ACABAR COM AS MILICIAS?

A QUEM NÃO INTERESSA ARMAR AS POLICIAS?

A QUEM NÃO INTERESSA MAIS POLICIAIS NA FRONTEIRA?

A QUEM NÃO INTERESSA A SEGURANÇA PÚBLICA?

A QUE INTERESSA ESSA VERGONHA?

O Brasil vai sediar a copa. Já tem badeira e símbolo pra o evento, mas o mascote ideal não é a nossa ave símbolo. O nosso mascote deveria ser o Zé Pequeno ou o Fernandinho Beiramar. Isso sim faria justiça à nossa realidade e à realidade que os turistas e atlétas irão encontrar quando chegarem aqui.
É isso que estão tentando encobrir, e nós, como sempre, assistindo em silêncio, só esperando o gol do título.

BEM-VINDOS AO PÁIS DA COPA!

20 agosto 2010

A SERVIÇO DA HONRA

Postagem de um Herói Anônimo que merece ser mostrado ao mundo.


"Sou policial federal há sete anos e meio... Estou em minha quarta lotação... Já trabalhei em delegacia, em Superintendência... já fui operacional, já trabalhei em inteligência estratégica... até na parte administrativa também já trabalhei... hoje faço serviço de disseminação de doutrina policial numa área em especial... e estou tentando convencer a Direção Geral da necessidade de criação de unidades especiais para combate a um crime específico..

Eu era idealista e apaixonado, mas fatos que presenciei me tiraram muito do brilho que eu ostentava... Hoje tenho uma visão muito realista do DPF e do Brasil... Não joguei a toalha porque sei que a sociedade me paga para que eu siga em frente...
É muito bonito ver que suas palavras inspiram tantos aspirantes a policial federal... esse sangue novo correndo nas veias dessa galera pode ajudar a mudar o atual estado de coisas... eu acredito muito nos jovens... eu sei bem quem eu era com vinte e pouco anos, quando adentrei os portões da ANP... meu coração era uma bola de fogo...


Quanto aos candidatos: primeiro tentem ouvir seus próprios corações e mentes para saberem se é essa vida mesmo que querem... procurem conversar com gente daqui de dentro... perguntem como é fazer uma vigilância (noturna ou não) durante horas... perguntem como é receber telefonema de traficante na sua casa, com ameaças à sua esposa e a seu filho (enquanto vc está trabalhando)... perguntem como é oferecer sua vida em defesa de um dignitário do qual vc está fazendo escolta... perguntem como é acompanhar alguns alvos "on line" no serviço de interceptação telefônica durante dez ou onze meses (sem oportunidade de almoçar e jantar... apenas comendo sanduíche e suco de caixinha )... perguntem como é morrer de saudade de seu filho e esposa enquanto vc fica dois, três meses na fronteira (ou outra cidade distante), sem poder vê-lo durante todo esse período (e no telefone ele pergunta: "papai, amanhã vc volta pra casa? queria brincar contigo... vc brinca comigo amanhã?)... mas perguntem também da extrema satisfação que envolve o momento da deflagração da operação, após inúmeras noites mal-dormidas, ao término da investigação... esse é o primeiro passo: saber se vcs querem mesmo isso; o segundo passo é: faca nos dentes e olho de tigre!!!!! Estudem, estudem e estudem!!!! E treinem, treinem e treinem a parte física (com orientação inicial de um profissional da área, para evitar as lesões e garantir o resultado satisfatório)...


E entrem aqui para fazer a diferença... Entrem aqui para serem policiais federais (de verdade)!!! Não para serem meros servidores públicos cumpridoes de horários... E nem para serem meros desfrutadores de carteiradas e status... Entrem aqui para tentar ajudar o Estado Brasileiro a transformar este país numa Nação!!!
Eu acredito em vocês...


Aos candidatos, FACA NOS DENTES!!!!!!!!!! A camiseta preta e a glock aguardam ansiosamente por vocês!!!"

NOTA DA MARI:

A estrada é longa  é a batalha é constante e árdua. Felizmente, sempre que acho que não vou conseguir, me deparo com palavras como essas que me movem e motivam.
É para isso que estudo e treino. É com isso que sonho.
Não vou mentir e dizer que não me assusta a idéia dos riscos e sacrifícios, mas e daí! É essa a vida que quero, e eu chego lá.

Quem sabe um dia, a exemplo dos cavaleiros da era medieval, não terei a hora de receber minha ordenação no DPF.

PF EM AÇÃO - OPERAÇÃO ADAMAS


A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje, 18, a Operação Adamas, objetivando o combate à extração e comercialização ilegal de diamantes provenientes do garimpo da Reserva Indígena Roosevelt, município de Espigão D’Oeste em Rondônia.
A ação tem como origem duas investigações desenvolvidas simultaneamente pela Delegacia de Polícia Federal em Vilhena, iniciada em agosto de 2009, e pela Superintendência Regional da PF em Mato Grosso, iniciada em fevereiro de 2010. Foram investigadas duas quadrilhas distintas, mas ambas especializadas na exploração ilegal de diamantes, com extensões em seis Estados e no Distrito Federal.
A ação ocorreu simultaneamente nos municípios de Espigão D’oeste, Cacoal, Monte Negro e Ariquemes, todos no Estado de Rondônia; Belo Horizonte, Teófilo Otoni, Patos de Minas, Coromandel e São Gonçalo do Abaeté, em Minas Gerais; Juína e Cuiabá, no Mato Grosso; Campo Grande/MS; Goiânia/GO; Brasília/DF e São Paulo/SP.
Foi mobilizado um efetivo de cerca de 200 policiais federais para a operação, que tem como objetivo o cumprimento de 16 mandados de prisão temporária, 2 mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão, dentre os quais, 9 prisões em Espigão D’oeste/RO, 1 prisão em Monte Negro/RO, 1 prisão em Teófilo Otoni/MG, 4 prisões em Patos de Minas/MG, 2 prisões em Brasília/DF, e 1 prisão em São Paulo/SP. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Ji-Paraná/RO e Cuiabá/MT.
A investigação indicou a existência de uma organização criminosa dividida basicamente em dois ramos de atividade ilícita. O primeiro atua fortemente junto ao garimpo, na atividade de extração propriamente dita. O segundo grupo atua diuturnamente na negociação das pedras preciosas obtidas ilicitamente, arregimentando compradores e intermediários interessados em adquirir os minérios e repassá-los a outros compradores localizados em diversos Estados da Federação.
No decorrer das investigações, foram realizadas sete apreensões de diamantes, o que reforçou ainda mais o conjunto de provas colhidas até o momento. A apreensão mais recente se deu no aeroporto de Cuiabá/MT, quando um dos investigados transportava 24 pedras de quilates diversos. Em uma das apreensões anteriores, ocorrida em 24/03/2010, uma única pedra de diamante de cerca de 1 centímetro de diâmetro, com 28 quilates, foi avaliada por peritos criminais federais em R$ 233.000,00 (duzentos e trinta e três mil reais), o que indica que a quadrilha movimentava minérios de grande valor. Todas as apreensões realizadas alcançaram o valor aproximado de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
As ações da Polícia Federal na Reserva Roosevelt, iniciadas no ano de 2004, já alcançaram a apreensão de aproximadamente 3.000 quilates de diamantes. Somente neste ano, a Polícia Federal já realizou no Estado de Rondônia a apreensão de 419 quilates de diamantes ilegalmente extraídos da reserva Roosevelt, com a prisão de 4 pessoas, envidando esforços na defesa dos indígenas e com o objetivo de encerrar as atividades garimpeiras ilegais na região. 
O nome da operação vem do grego ADAMAS, que significa “indomável” ou “inflexível”, termo usado por escritores gregos para definir pedra de dureza “impenetrável”, como o diamante.
Os presos deverão responder pelos crimes dos artigos 2º, caput e §1º da Lei 8.176/91 (usurpação de bem da União); 55 da Lei 9.605/98 (extração ilegal de minerais); 180, §§1º e 2º (receptação qualificada); 288 (quadrilha ou bando); 299 (falsidade ideológica) e 347, parágrafo único (fraude processual qualificada), todos do Código Penal.



Fonte: Por Comunicação Social/Delegacia de Polícia Federal em Vilhena/RO.

15 agosto 2010

Exijo ser Tratado como Bandido



por Gilberto de Oliveira Kloeckner, Professor da UFRGS
Nos últimos meses, a minha família tem se dedicado a cumprir a profecia do Paulo Sant’Ana: aquela de que você ainda será assaltado. Entre um boletim de ocorrência e outro, corridas a bancos para cancelar os cartões de crédito, esperas em antessalas de delegacias e seguradoras, tenho tido algumas ideias como, por exemplo, distribuir senhas para os meus assaltantes ou instalar uma porta giratória lá em casa para facilitar a entrada e saída dos meliantes.

Talvez estes procedimentos tragam um pouco de ordem e conseguirei algum progresso para sair deste caos.
 

Ordem e progresso... já li isso em algum lugar?

Bem, mas não vem ao caso. Vamos ao que interessa.

O que eu realmente quero é ser tratado como bandido neste país. Exijo os mesmos direitos constitucionais. Não deixo por menos. Quero isonomia de tratamento. Explico. Primeiramente, quero ter o direito de ir e vir livremente, a qualquer hora do dia ou da noite, caminhar pelas ruas e parques, sem preocupações, e não viver mais com medo, atrás de grades e barras de ferro. Igualzinho aos bandidos.
Exijo, também, ter o direito de defender a minha família e o meu patrimônio com armas apropriadas.

Atualmente a legislação só permite que eu utilize em minha defesa uma faca de pão (com lâmina inferior a 10 centímetros) e um cabo de vassoura.
Usados com muita moderação. Ai de mim se eu machucar o meliante! Aí sim eu vou sentir na pele o que é o rigor da lei brasileira.
Quero ter uma arma de verdade, adquirida livremente no comércio local, sem necessidade de porte, exame de tiro, psicotécnico e pagamento de taxas. Quero também poder usá-la e não precisar estar ferido pelo arrombador, dentro da minha própria residência, para começar a defesa da minha vida. Enfim, tudo aquilo que não se aplica aos bandidos não deve ser aplicado a mim.
Tem mais. Não quero mais pagar imposto sobre o produto do meu trabalho (aquilo que os meus ex-alunos, hoje na Receita Federal, teimam em chamar de “renda”). Bandido não é tributado, não paga imposto sindical nem conselho regional. Exijo o mesmo tratamento fiscal. E, se por acaso eu ficar impedido de trabalhar, gostaria que meus filhos e esposa recebessem uma pensão do Estado, todo o santo mês, igualzinho aos filhos e esposas dos bandidos. Afinal, minha família também merece um tratamento assim, justo e diferenciado. E digo mais: cairia muito bem um acompanhamento de alguma ONG de direitos humanos para fiscalizar o processo e cuidar do nosso bem-estar.


E, se um dia eu vier a dar entrada no Pronto Socorro com algum ferimento grave, gostaria de ter a mesma prioridade no atendimento que os criminosos. Afinal, eu ainda pago imposto (o que eu espero seja extinto em breve) e faço como professor, a minha contribuição para o desenvolvimento desta florescente economia.


Mas, se algum dia, por um infortúnio eu vier a cometer algum ato ilícito e for preso, espero ter um apoio jurídico gratuito imediato e que a área judiciária tenha a mesma consideração comigo, liberando-me rapidamente.

Afinal, eu tenho coisas mais importantes a fazer na vida como esta, a de buscar igualdade de tratamento perante a lei com os meus compatriotas contraventores.
Afinal, é meu direito constitucional.
Fonte: Zero Hora

NOTA DA MARI:
Temos o dever cívil de cumprir a lei e solicitar dos que estão nossa volta que façam o mesmo. Um dia teremos o dever legal, moral e profissional de garantir que todos a cumpram.
Enquanto a lei disser que in Dubio pro réu, ou seja, todos somos inocentes até que se julgue contrário, assim será. 
Sei que a lei diz que no caso de uso necessário da força, o bandido nunca estará exercendo legítima defesa. Sei ainda que, como cidadã, tenho o direito de defender meu patrimônio. Mas sei também que na prática, isso gera muita dor de cabeça.
Dizem que a Lei é sábia, que é ela que nos impede de tornar a sociedade uma barbarie. Concordo, mas é essa mesma Carta Magna que coloca Criminosos execráveis nas ruas todos os dias. É ela que dificulta a condenação de gentinha como Arruda, Daniel Dantas e outros tantos. Mas foi a mesma que impediu tantos outros inocentes que serem condenados injustamente.
Acho que a legislação Penal tem mudar muito. Ainda estamos longe de atingir o ideal nos quesitos crime, investigação, justiça e pena, especialmente no que diz respeito ao processo como um todo.

A meu ver deveria funcionar da seguinte maneira.
Traficante = Usuário = Bandido (A menos que um exame médico COMPROVE a dependência química do infeliz. Nesse caso ele deveria ser OBRIGADO a cumprir sua pena em tratamento, afinal, o uso de drogas a meaça a vida. Não é esse o bem maior da constituição. Se for reincidente então, faz o tratamento e depois cumpre determinado tempo na prisão.)
Pedofilia, Estupro e latrocínio = Injeção letal
Extorsão perante grave ameaça, desvio de verba, suborno, roubo, corrupção = Suspensão dos dos bens e prisão preventiva. Comprovada a ilicitude, cadeia e tratamento psicológico e serviço social na favela por muitos anos.
Bandido queimou colchão dorme no chão. Assim como eu, ou trabalha para comer, ou não come. Direitos Humanos não gostou, leva pra casa.
Direitos Humanos são para Humanos Direitos.
Mas, enquanto a redação da Carta Magna não for essa, iremos respeitar o que ela diz e fazer com que seja cumprida.  


Deixemos para os Magistrados e para os que entendem bem a lei a reformulação da mesma. O nosso papel legal é outro, e o faremos com ética, moral e sempre RESPEITANDO OS PRINCÍPIOS LEGAIS.

Sob o olhar dos homens de Preto

Marina, Serra, Dilma e Eymael contam com a escolta de policiais federais. De forma discreta, agentes acompanham os candidatos dia e noite
Eles estão sempre perto dos candidatos, participam de passeatas, carreatas e de comícios, mas não são políticos nem podem fazer manifestações do gênero. Com uma postura discreta, carros descaracterizados e sempre atentos. É assim que trabalham os agentes da Polícia Federal que dia e noite fazem a segurança dos principais presidenciáveis, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O grupo varia de acordo com o candidato e os locais por onde ele anda. Os homens de preto, como são chamados dentro da cúpula de algumas campanhas, são recrutados pelo perfil, ou escolhidos pelo próprio político.

Antes do início oficial das campanhas, a Polícia Federal faz um levantamento para definir a forma de segurança dos candidatos. Em seguida, realiza o planejamento tático. “Nada é feito sem que haja um plano previamente traçado”, observa um delegado que chefiou a segurança de um candidato. Nas eleições de 2006, por exemplo, havia uma grande preocupação da PF com o então candidato a presidente, Geraldo Alckmin (PSDB), que hoje concorre ao governo de São Paulo. O temor era em relação a uma facção criminosa que atua nos presídios paulistas e agiu violentamente contra policiais, um ano antes das eleições. Não foram registrados problemas durante a campanha do tucano.

O número de policiais que fazem a escolta dos candidatos pode variar, dependendo da importância do político. Apesar de a PF não revelar o efetivo que vem usando, os candidatos José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) são os que têm o maior número de agentes. Além deles, até a semana passada, apenas José Maria Eymael (PSDC) havia requerido a segurança. O candidato tucano, apesar de ter um grupo de policiais à sua disposição na superintendência da PF em São Paulo, só pediu a escolta depois que o diretor-geral da corporação, Luiz Fernando Corrêa, ligou para os coordenadores de campanha, alertando sobre a segurança.

Comandado por um delegado, o grupo de agentes vai a todos os lugares, sempre colado aos candidatos. Há também os que fazem levantamentos prévios, inclusive em viagens. O chefe da escolta segue no mesmo veículo ou avião do presidenciável, enquanto que os demais seguem por outros meios de transporte. O acompanhamento é feito em carros descaracterizados, que são usados até mesmo em manifestações públicas do presidenciável. “Não fica bem aparecermos de carros oficiais em uma passeata ou carreata. Tudo tem que ser feito de forma discreta”, explica o policial.

Uma resolução do TSE determina que todos os candidatos à Presidência da República têm direito à escolta da Polícia Federal, que é feita pela Coordenação de Defesa Institucional. Para recusar, o político tem que assinar um termo, como fez a ex-senadora Heloísa Helena (PSol), em 2006. Todas as despesas — deslocamentos e diárias dos agentes — são custeadas pela União. A escolta não se limita às campanhas, segundo o delegado. “Temos que manter a segurança dos candidatos até a homologação das eleições pelo TSE”, explica o policial.

14 agosto 2010

Cortes na Seguraça

O comando da Polícia Federal determinou a superintendentes e diretores regionais o bloqueio de verbas para operações em todo o país por prazo indeterminado.
Em circular, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, reclama de cortes de R$ 122 milhões de janeiro a maio e alerta que a tendência é que a situação se agrave.
Já foram reduzidos gastos com o dia a dia das unidades e as diárias pagas a delegados e agentes estão sofrendo corte de 40%. Segundo um delegado que chefia operações no Estado de São Paulo, falta dinheiro até para a gasolina dos veículos.
O ofício de Corrêa, de 6 de junho, foi encaminhado uma semana após o decreto do presidente que reduziu em 3,5% o limite de pagamentos da PF, que já estavam comprimidos desde março.
No documento Corrêa diz que a PF deveria ter recebido R$ 64 milhões por mês até maio, mas o valor ficou em R$ 39,6 milhões: "Esse déficit tende a se agravar (...) de modo que não há perspectiva de melhora nas liberações".
O próprio diretor-geral diz no ofício que a redução das despesas também deve atingir gastos com eventos, como simpósios e encontros, que dependam dos cofres da PF.
No início do ano, projetos de investimentos e modernização haviam sido adiados. A medida foi tomada depois que Lula baixou o decreto que impôs à PF redução de 14% na administração das unidades e de 36% para o Funapol, fundo de custeio de despesas com transporte, hospedagem e alimentação de policiais em missão.
Os dados da execução do Orçamento apontam que o Ministério da Justiça só pagou até agora R$ 222,6 milhões dos R$ 410 milhões que havia reservado para bancar despesas da administração.
O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Justiça, Adélio Martins, confirmou o problema, mas disse que obteve liberação emergencial de R$ 58 milhões e que as verbas da PF serão descongeladas a partir de 20 de setembro: "Sabemos das dificuldades. E, se houver emergência, vamos pegar dinheiro emprestado de outros órgãos do ministério e repassar à polícia".
Fonte: Folha.com

NOTA DA MARI
Não é preciso ser nenhuma Mãe Diná para saber que isso iria acontecer. Quero ver, como já disse noutro post, cortar a segurança do Serra, da Dilma e do Lula....Ai quem sabe não param de doar Milhões para o Paquistão e investem na NOSSA segurança.