29 julho 2010

Benefícios à segurança no Futebol


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, ontem, o projeto de lei que modifica o Estatuto do Torcedor e criminaliza a violência nos estádios e que passa a vigorar a partir de hoje.

Entre as alterações, está a proibição de venda de ingressos por cambistas, com a aplicação de pena de reclusão de um a dois anos, além de enquadrar, numa pena de dois a quatro anos de reclusão, quem fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos com preço superior ao estampado no bilhete. Se o envolvido for servidor público, dirigente ou funcionário de entidade desportiva, a pena poderá ser aumentada em 1/3.
 Essa medida vale até mesmo para o torcedor comum que estiver vendendo ingresso.
 Por exemplo: se alguém comprou ingresso para um amigo e este não comparecer, não poderá vender na porta do estádio, sob pena de ser identificado como cambista.
 Pode ser punido não só quem vende, quem tem o ingresso na mão, mas quem facilitou a venda. Seguramente, não é aquele que está com o ingresso na mão, que comprou 100, 200, 300 ingressos. Alguém facilitou tudo isso afirmou Orlando Silva, ministro do Esporte. Os ingressos e o acesso aos estádios nas Primeira e Segunda divisões do Brasileiro deverão ser feitos por meio eletrônico, que permite a fiscalização.

MP favorece estádios O projeto sancionado pelo presidente reconhece as torcidas organizadas, mas as responsabiliza pela atuação de seus filiados. Elas terão de cadastrar todos os membros e passam a responder, civilmente, pelos danos causados por qualquer um deles no local do evento esportivo, em suas imediações ou no trajeto.
 A torcida organizada que promover tumulto, incitar a violência ou invadir o gramado e ameaçar juízes, dirigentes, fiscais e a imprensa será impedida de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até três anos. Isso não significa uma tentativa de acabar com elas. Para Orlando Silva, as torcidas organizadas fazem parte do espetáculo.
 A intolerância com os maus torcedores vale para qualquer uma que praticar atos de violência e vandalismo em um raio de cinco quilômetros dos estádios, ou invadir o campo.
A relação de torcedores envolvidos em atos de violência nos estádios ou nas imediações será divulgada pela internet e afixada na entrada do estádio. Os infratores não poderão entrar no jogo.
Será punido o torcedor que promover atos de violência num raio de 5 quilômetros dos estádios ou promover confusão e invadir o campo. Os infratores poderão pagar multa, serem afastados dos estádios e condenados à reclusão de um a dois anos

 De acordo com o ministro, as alterações do Estatuto atingirão também torcedores que estejam em um ônibus no qual sejam encontrados rojões, bombas caseiras ou materiais que possam ser usados em confrontos. Atualmente, se a polícia flagra algum veículo com armas ou artefatos, apenas recolhe o material e libera os torcedores. Com a alteração, quem estiver no veículo pode ser detido ou impedido de assistir ao jogo.
 Os árbitros também podem ser punidos, em caso de interferência para mudar o resultado do jogo. A pena prevista neste caso é de reclusão de dois a seis anos. Os estádios com capacidade para, no mínimo, dez mil torcedores, deverão ter uma central técnica de informações, com monitoramento nas catracas de acesso e da torcida. Antes, a exigência se aplicava a estádios com pelo menos 20 mil torcedores.

 As novas regras pretendem punir quem incitar cânticos racistas, xenófobos ou discriminatórios.
 Xingar o juiz, porém, continua valendo.
 Nosso problema não é controlar a conduta individual, mas a coletiva ressaltou o ministro, que defende a instalação de câmeras, assim como a venda antecipada de ingressos. Hoje, existe o monitoramento por imagens. Isso permite controlar o comportamento dos torcedores em qualquer parte do estádio. Estádios com capacidade para mais de 10 mil pessoas terão de ter fiscalização eletrônica, com monitoramento de imagem das catracas e da torcida.
 Brasília: o estádio mais caro O governo anunciou ainda a esperada desoneração de tributos para as empresas que construírem e reformarem estádios daqui até 2014. A iniciativa, que será publicada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula no Diário Oficial da União de hoje, prevê uma renúncia fiscal de R$ 350 milhões no período, dos quais R$ 35 milhões somente neste ano. 
A medida tem por objetivo agilizar o andamento dos projetos e garantir que as obras serão entregues a tempo da próxima Copa. Além disso, segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, abre caminho para que os estados possam dar o mesmo benefício em relação ao ICMS, o que já estaria em discussão e dependeria apenas do anúncio da desoneração dos tributos federais (PIS, Cofins, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto de Renda da Pessoa Jurídica). 
Ontem, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, participou do lançamento da pedra fundamental do Estádio Nacional de Brasília que será o mais caro da Copa de 2014. Ao custo de R$ 696,6 milhões, o atual Estádio Mané Garrincha, de 42 mil lugares, ganhará ares majestosos e abrigará 71 mil torcedores.
 O consórcio responsável pela reforma é formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia. Do dinheiro total, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou o gasto de R$ 80 milhões neste ano.

Fonte: O Globo

NOTA DA MARI:
Até que em fim! Pelo menos para isso a copa serviu.
Particularmente, acho que os clubes tamém deveriam se responsabilizar pelas torcidas organizadas, afinal de contas, ele dão ingressos para os torcedores e instigam as torcidas à briga.
Mas já é um começo. 

O Adeus

Quando você se for, o tempo ficará mais lento e os dias com menos cor. As pequenas alegrias, descuidadas, perderão um pouco da beleza.
Quando você chegar, as grandes novidades tomarão conta das poucas horas que os nossos dias terão e as alegrias, momentaneamente ludibriadas, não irão ter fim.
 Quando você tiver ido, os lugares ficarão desinteressantes e os finais de semana vazios e longos demais.
 Quando você estiver aqui, o espaço da cama será quase suficiente para embalar nosso sono e acalentar meus medos.
 Quando, novamente, o avião partir, os retratos e a poeira irão se misturar ás lembranças, que, a cada dia, irão aumentar a saudade.
 Quando você voltar, os dias irão encher sua casa de abraços e de pessoas nas intermináveis idas e vindas dos entes e amigos queridos, seu quarto será inundado de risos e suspiros e, com as horas, as borboletas que dançam continuamente em meu estômago parecerão aquietar-se.
 Nesses anos em que você esteve ao meu lado, muitas foram minhas alegrias e tristezas. Incondicionalmente, você, com muito carinho e cuidado, trouxe a cada uma delas a sua atenção, contendo cada lágrima de dor e de alegria com seus sorrisos doces e infinitos “... vai dar tudo certo”.
 Na tua ausência, as minhas conquistas irão adotar diversos, e escuros, tons de cinza, já que terão de se contentar com a lembrança de como seu rosto se iluminava quando as boas notícias eram trazidas à sua atenção. Minhas tristezas embriagadas, por várias vezes irão procurar tal alento nos braços, e abraços, dos verdadeiros amigos dos quais disponho. Mas, por inúmeras vezes, irão fracassar solenemente, pois não terão o calor que encontro junto a teu peito.
 Sei que a dor em meu peito, feito criança desejosa, será insistente, oscilando entre escalas de intensidade, do despertar ao adormecer.
 Mas este coração que voz fala não estará inundado de tristeza.
Como poderia? Minha outra metade está feliz e, a cada dia e a cada momento, se realiza e se fortalece.
 No mais? Não sei! Não sei do tempo, não sei da vida, apenas seguirei observando o pêndulo em que transformei meu coração, que por ora, permanece dividido, embriagado e atordoado com esse vai e vem, entre as tantas alegrias e a imensa saudade.


27 julho 2010

Uma Salva de Palmas

Esse é O CARA!


Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.
Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade.
Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta.
Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens.
  Como os que ele pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade.
'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão'.

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
 'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande.. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'


Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso.. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança...

ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS!

NOTA DA MARI:
Quando eu crescer quero ser como ele. Pena que homens como ele tenham que abrir mão da própria liberdade para fazer o que ninguém mais se dispõem a fazer.

Aplausos também aos Federais que fazem a segurança deste diginitário, é necessário muita cautela e constante vigilância quando a cabeça do homem a quem você protege custa R$ 300.000,00.

Boas Vindas!

Sejam bem-vindos à melhor instituição policial da América Latina. Os senhores e senhoras experimentarão um turbilhão de novidades em suas vidas: nova profissão, novo lar, novos amigos, novas formas de encarar a vida e as relações sociais. Acreditem: o DPF é DA HORA e dispõe de alguns milhares de homens e mulheres espetaculares nas nossas fileiras... Alguns já estão aposentados, outros estão começando agora. Portanto, identifiquem essas pessoas e mirem-se nos exemplos de abnegação e profissionalismo de alguns dos melhores policiais do mundo.
 Àqueles que estão usando o DPF como trampolim para outro concurso, fica apenas a torcida para que respeitem a nossa instituição e, ao mesmo tempo, vai um pedido: Honrem a camisa preta! Transpirem-na!
 Por outro lado, aos colegas que estão realizando um sonho, entrando em uma das instituições mais respeitadas desse país, permitam um aviso: o DPF lhe trará algumas decepções logo nos primeiros meses. Cada um irá vivenciar algumas frustrações, maiores ou menores, de acordo com a passagem do tempo. Um dia, os senhores vão perceber que nem sempre fazer justiça é ser justo. Nem sempre fazer o previsto nas leis e regulamentos nos deixa dormir tranquilos. Se orgulharão de trabalhos policiais brilhantes que, mais dia ou menos dia, será questionado pelo MP ou por algum chefe. Os senhores conviverão com decisões políticas na nossa instituição que se distanciarão muito da boa técnica policial. E o que fazer nesses momentos?
 Eis uma sugestão de como sobreviver às decepções: mentalizem que  não trabalham para o chefe imediato, não trabalham para o superintendente, ou para o diretor geral. Os senhores não trabalham para o ministro da Justiça e nem para o Presidente da República. NÓS TRABALHAMOS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA e ela merece todos os nossos esforços, se necessário, inclusive, com o sacrifício de nossas próprias vidas. A construção de um país melhor e mais justo passa, necessariamente, pelo nosso trabalho cotidiano, quer seja emitindo um passaporte em Tabatinga ou apreendendo duas toneladas de cocaína no Porto de Santos.
 Os nossos filhos e netos (algumas vezes nossos pais) nos consideram heróis! E somos! Mas vale uma ressalva importante: nosso país PRECISA de todos nós VIVOS e na linha de frente do combate à criminalidade! No mundo real, no entanto, não será possível que todos nós cheguemos à aposentadoria... Alguns poucos de nós tombaremos combatendo o crime, pois nossa doutrina policial é magnífica e a obediência doutrinária de um PF deve ser canina. Por outro lado, muitos de nós tombaremos por conta de acidentes com viaturas. Cuidado também com o excesso de estresse e cachaça...
 Quanto à "distância de casa", fiquem absolutamente tranquilos: a vez dos senhores vai chegar em breve! Não "cheguem de costas" às cidades de suas novas lotações! Curtam suas novas casas! Apreciem suas novas amizades e aceitem sua nova FAMÍLIA FEDERAL. Em breve, os senhores perceberão que algumas amizades de dois ou três anos nessas novas localidades, levariam 10 ou 15 anos para serem construídas nas nossas cidades de origem. Aparentemente, a distância de nossos entes queridos faz com que os nossos amigos (quase sempre federais) sejam de uma lealdade incomparável.

Para finalizar, mais três dicas:

1. Vão devagar. Há um bordão antigo que diz: "zerinho é a imagem do cão!" E isso é verdade, na maioria das vezes. Já fui "zero" e não conheço nenhum deles que não se afobou no início da carreira. É fundamental equilibrar o ímpeto de querer mostrar serviço com a parcimônia e a tranquilidade necessárias para a ação policial perfeita.
 2. A não ser que os senhores sejam EXCEPCIONAIS em uma atividade específica, a melhor "qualidade" que se pode oferecer à polícia chama-se: DISPONIBILIDADE. Não fujam de trabalhos "ruins". Não sejam cumpridores de horários apenas. Agora é hora de dar gás com força!
 3. Filiem-se ao sindicato do seu estado, afinal, nesta parte da galáxia, ainda não surgiu um empregador que não queira "sugar ao máximo" seus colaboradores e, conceitualmente, é sempre melhor enfrentar os problemas em grupo do que sozinho! Portanto: FILIEM-SE!
 Forte abraço a todos e sejam bem-vindos à POLÍCIA FEDERAL DO BRASIL.

Guilherme Delgado Presidente do SINPOFAC e Diretor da FENAPEF

NOTA DA MARI:
Muito legal e muito realista essa carta de boas vindas. De fato a pressa é inimiga da perfeição e disponibilidade é sempre o melhor cartão de boas vindas.
Parabéns a todos!

26 julho 2010

Operação Araguaia


A Polícia Federal desencadeiou nesta quinta-feira (22/07/10) em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais a "Operação Araguaia", com o objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína e maconha.
Cerca de 100 policiais federais cumpriram 25 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 5ª Vara Federal do Mato Grosso, solicitados pela Polícia Federal. A investigação, realizada pela Delegacia de Polícia Federal em Barra do Garças, foi iniciada em junho de 2009 e descobriu um esquema de tráfico de pasta-base de cocaína e de maconha em larga escala.
As substâncias entorpecentes eram fornecidas à organização criminosa por narcotraficantes bolivianos e paraguaios, que traziam a droga para o território nacional com a utilização de aeronaves e caminhões. Uma vez no Brasil, as drogas eram redistribuídas com a utilização de caminhões e veículos de passeio para traficantes de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais e do Distrito Federal, onde eram comercializadas.
A última fase da ação era a "lavagem de dinheiro", a fim de dissimular a origem e movimentação e dificultar o rastreio dos lucros obtidos com a comercialização pelos órgãos de fiscalização.
Os trabalhos que resultaram na operação "Araguaia" resultaram em 7 prisões em flagrante, na apreensão de 421 kg de cocaína e 1.995 kg de maconha, 8 veículos, uma aeronave e de valores em moedas estrangeiras, o que evidencia o poder de lesividade do grupo.
Segundo a Polícia, mesmo após as 7 prisões, os integrantes da quadrilha continuaram agindo, inclusive de dentro da prisão. Além das prisões e buscas, a Justiça Federal decretou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o seqüestro e indisponibilidade dos seus bens, direitos e valores.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas que podem ultrapassar 25 anos de reclusão. Além disso, alguns dos envolvidos responderão por lavagem de dinheiro, cuja pena pode alcançar 10 anos de reclusão.
O nome operação "Araguaia" faz alusão à região escolhida como base operacional pelos integrantes da organização criminosa. Após interrogados, os presos serão encaminhados para a Penitenciária Central do Estado em Cuiabá, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.
 INFO DA MARI:
Segundo o relatório da ONU sobre as Drogas no Mundo (2009) em números absolutos, o mercado brasileiro é o que mais consome a droga no continente, com cerca de 890 mil usuários, o equivalente a 0,7% da população entre 12 e 65 anos, segundo dados dos anos 2006/2007. Em 2001, os usuários de cocaína representavam 0,4% da população. 
Em 2007, a América do Sul contribuiu com 45% do total mundial de apreensões da droga, o equivalente a 323 toneladas. Mais de 60% desse número veio da Colômbia. No Brasil, foram apreendidas 17 toneladas de cocaína, o que coloca o país em 10º no ranking mundial. No ano anterior, o Brasil ocupava a 12ª posição, com pouco mais de 14 toneladas apreendidas.

De acordo com a Polícia Federal, a apreensão de cocaína no país aumentou entre 2007 e 2008, passando de 18,5 toneladas para 20 toneladas.

O relatório da ONU destaca, no entanto, uma queda na produção de cocaína no mundo todo. Em 2004, a produção superou as 1.000 toneladas, número que caiu para 845 toneladas no último levantamento. A redução de 28% na produção da droga na Colômbia contribuiu para a diminuição global, de acordo com o relatório.

NOTA DA MARI:
O rendimento da pasta-base para a cocaína é de 1/10, ou seja, 1 Kg de pasta-base rende 10 Kg de cocaína. Isso que dizer que, se em 1 semana 4 “Barrigueiros” ou “Mulas” atravessarem a fronteira com 13 kg de pasta-base cada um, em uma semana entraram no Brasil 520 kg de cocaína (dados reais). Isso é o rendimento médio de um ponto de distribuição de pequeno porte.
As denuncias também, nem sempre ajudam. Muitas vezes as denuncias são feitas pelos próprios traficantes. Eles usam uma isca, que leva uma carga pequena, para distrair a atenção da policia, enviando-a para um pequeno foco. Enquanto isso, outra carga muito maior é contrabandeada para dentro do pais, longe da atenção da policia.
A meu ver, a solução é acabar com o consumidor final e o atravessador. O consumo pode ser combatido com campanhas constantes e de conteúdo chocante, à exemplo do filme Tropa de Elite que foi o primeiro a expor as reais conseqüências do tráfico à sociedade. No caso do atravessador, investir em infra-estrutura e condições mínimas de sustento para as milhares de famílias que vivem as fronteiras e prestam serviço de Mula, barrigueiro, bicicleteiro e etc. Muito não gostam e não querem fazer esse tipo de trabalho, mas como não há outra alternativa contra a fome, o fazem, arriscando suas próprias vidas.
A reestruturação do país é fundamental para acabar com as drogas, mas acima de tudo, está na hora do pais compreender o prejuízo que as drogas causam à sociedade. O baseado de cada dia é pago com sangue inocente e isso tem que estar estampado na novela das 8 e nos out-doors de campanhas governamentais. No entanto, infelizmente não é o que acontece.
Fica então a pergunta, quem ganha com isso?

8 Forças Policiais Contra as Drogas



A fronteira de Mato Grosso com a Bolívia figura como uma das principais portas de entrada da cocaína no País. A droga, que em sua maioria é produzida na Colômbia, viaja de um país para o outro e adentra no Brasil por ar, por terra e pela água nos 750 quilômetros de fronteira seca e 233 alagados, com o país vizinho. Até dia 27 de julho, centenas de policiais civis e militares das principais forças ligadas à Segurança Pública do País, fazem uso das peculiaridades de suas instituições para reforçarem o combate ao narcotráfico na fronteira Brasil/Bolívia em território mato-grossense.


Durante a "Operação Gênesis", deflagrada na ultima terça-feira (19/07/2010) pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a parceria entre aproximadamente 16 instituições e a atuação conjunta dessas forças tem feito todo diferencial dessa operação, em relação às demais já realizadas no País, deste gênero. 
À 0:00 hora do dia 19, Policiais Militares e Civis do Estado, da Força Nacional, Exército Brasileiro, Marinha, Polícia Federal, da Policia Rodoviária Federal, membros da Receita Federal e do Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron), e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), saíram da base em Porto Esperidião, em direção às barreiras fixas do Gefron de Vila Cardoso, Matão, Avião Caído e do Limão, aos postos da Polícia Rodoviária Federal, e aos pontos de embarcação da Marinha em Cáceres para iniciarem a Operação. 

Militares a pé fiscalizaram as chamadas ‘cabriteiras’ (estradas vicinais/alternativas abertas com a finalidade de transporte de drogas, para que os ‘mulas’- pessoas que transportam a droga, não tenham que passar pelas barreiras fixas de policiamento), e se embrenharam no mato em busca de suspeitos. Ao mesmo tempo os helicópteros da Força Nacional, e da Policia Militar do Estado do Acre, sobrevoaram fazendas e locais de difícil acesso para os veículos em busca de entorpecentes. 


Os 983 quilômetros da fronteira mato-grossense com a Bolívia têm como peculiaridade o fato de que praticamente toda sua extensão é área rural, o que dificulta muito o trabalho de fiscalização. Sempre que uma ‘cabriteira’ é descoberta pela polícia, o tráfico muda sua rota e outras são automaticamente abertas. Na "Operação Gênesis" essas distâncias e dificuldade de acesso estão sendo superados com a ajuda de 4 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), que além do monitoramento do espaço aéreo ainda servem como suporte para o deslocamento dos militares aos lugares mais longínquos. 



Pela água cinco embarcações da Marinha, quatro da Companhia Ambiental, e uma do Gefron, fazem abordagens e revistas em barcos, chalanas e qualquer tipo de embarcação que navegue pelos rios que compõe a parte alaga da fronteira. Na parte terrestre veículos descaracterizados trafegam pelas rodovias, e quando se deparam com veículos com suspeitos, fazem abordagens e revistas à procura de possíveis ‘mocós’ (esconderijos de droga). Os militares aplicam técnicas para identificar possíveis locais na lataria dos veículos onde as drogas podem estar escondidas. Os cães farejadores da Polícia Rodoviária Federal também ajudam na localização das drogas. 



Paralelamente ao trabalho de campo, a Policia Federal, a Polícia Civil, e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), realizam toda a parte de investigação e contam com apoio do poder Judiciário para expedição dos mandados de busca e apreensão em possíveis pontos de tráfico de drogas. A operação segue até o dia 27, data em que serão apresentados números e resultados da ação.
NOTA DA MARI:


Essa foi uma operação histórica. Nunca antes tantas forças armadas e de Elite se uniram em uma missão de combate ao tráfico. Bem que poderia virar moda, não é.

25 julho 2010

O Gato e Rato da Investigação

De duas, uma: ou o goleiro Bruno é o mais burro e sovina dos assassinos ou a polícia de Minas Gerais está tomando um “frango”. Para prevalecer a hipótese da idiotice e do pão-durismo tem de ser verdadeira a versão da polícia de que uma súcia de nove pessoas, Bruno no comando, se deu ao trabalho de seqüestrar, torturar, matar, esquartejar e desossar a indefesa Eliza Samudio porque ela reivindicava pensão alimentícia e reconhecimento da paternidade de seu filho. Se até aqui a história já é mirabolante, vira filme de sessão da meia-noite e assombro midiático quando a polícia soma o detalhe de que os assassinos atiraram os seus restos mortais a uma matilha de Rottweilers. Há também a crença de que a moça foi emparedada, embora paredes tenham sido quebradas, radares para detecção de ossos utilizados e, surpreendentemente, nelas se encontraram, adivinhem... tijolos. Qualquer jogador minimamente inteligente e famoso recorreria à Justiça no embate da pensão tentando empurrá-la às calendas, até porque abrir o coração na hora de engravidar amantes e fechar o bolso quando os filhos nascem não é novidade no campo do futebol. Da sovinice e da burrice ao ato de trucidar alguém existe uma distância imensurável, mas pode mesmo ter sido esse o único motivo do crime. A polícia deveria, porém, investigar em outra direção: não estariam os suspeitos envolvidos com tráfico, uma vez que a atrocidade cometida é o modus operandi de traficantes ao eliminarem seus desafetos?
Vale considerar então a segunda tese, a da polícia “frangueira”: Bruno e sua turma podem ser os bárbaros assassinos de Eliza Samudio, e lá se vão quase dois meses que a moça sumiu, sequestrada no Rio de Janeiro e transportada para Minas Gerais. Há nove pessoas presas, há delegados e delegadas sob holofotes falando diuturnamente, há diariamente improdutivos interrogatórios e há uma justa indignação popular. Mas não há, até agora, uma única prova concreta, técnica e científica contra os acusados. Em São Paulo, no mesmo pé está a investigação sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, com a polícia reiterando a cada hora que o matador é seu ex-namorado, o também advogado Mizael Bispo Souza. Até a sua prisão temporária e preventiva já foi pedida e a Justiça não a concedeu. Nem poderia. Não há uma prova real contra Mizael. Tanto ele quanto Bruno e seus amigos e amantes podem estar envolvidos nos assassinatos até a medula. O que se lamenta, entretanto, é a lerdeza da polícia na produção e apresentação de provas factuais – e mesmo que essas provas sejam apresentadas já, nesse instante, num piscar de olhos, ainda assim a demora em fazê-lo, até a quinta-feira 22, em nada desmente o título desta reportagem: “A polícia que nada prova”.
 “Há policiais que metem uma coisa na cabeça, em seus gabinetes, e só investigam na direção dessa coisa. A realidade tem de se adequar ao que eles pensam e isso tem tudo para dar errado”, diz a professora de direito penal, de direito processual penal e coordenadora de pós-graduação em perícia criminal da Faculdade Damásio de Jesus, Roselle Soglio. “Se fizeram com Eliza a barbaridade que a polícia afirma, isso tem de ser investigado como uma rede de traficantes. É o tráfico que mata dessa forma.” Juntamente ao fato de a polícia investigar os casos Bruno e Mizael “de dentro para fora”, lamentavelmente se enraíza no Brasil o estrelismo de algumas autoridades que falam demais durante o inquérito – e isso ajuda culpados a se precaverem, leva a pré-julgamento de inocentes e confunde a sociedade. “Não há mais inquérito policial como prevê a lei. O que existe são investigações públicas”, diz o advogado Adriano Salles Vanni, um dos mais conceituados criminalistas do País. Também a discordar da ampla divulgação das investigações (estardalhaço que tromba com o artigo 20 do Código de Processo Penal), o criminalista Nélio Andrade afirma: “Esse delegado (Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações de Homicídios da Polícia de Minas Gerais) tem de calar a boca.” A rigor, quanto mais a polícia fala, e menos prova, mais ela fica refém de suas declarações e se desmoraliza quando carece de se desdizer. Ao mesmo tempo, dá chance para que testemunhas e investigados mudem seus depoimentos num infinito vaivém. Nos casos em questão, a polícia ouviu muito, falou muito, mas provou pouco.
O menor J., por exemplo, que na quinta-feira 22 depôs em juízo, mudou seis vezes a sua versão na fase de inquérito para o seqüestro e morte de Eliza (ficará três anos internado pelo crime de cárcere privado). Foi J. quem introduziu Rottweilers no enredo, mas já antes da audiência o seu advogado adiantava que a história dos cachorros era “delírio do adolescente” e que a polícia “colocara palavras em sua boca”. Bruno também foi à audiência, manteve perante o juiz o silêncio sepulcral dos interrogatórios anteriores e saiu rindo do fórum. Ao contrário dele, quem disparou a falar, e sempre mudando as versões, foi a ex-namorada Fernanda de Castro, uma das mulheres que tomaram conta do filhinho de Eliza: a) disse que não estivera em nenhum motel junto com Bruno, no trajeto Rio de Janeiro-Belo Horizonte, quando Eliza foi sequestrada; b) disse que estivera apenas com Bruno nesse motel e que não vira o suspeito Luiz Henrique Romão, o “Macarrão” (tem tatuado nas costas declaração de amor ao ex-goleiro); c) voltou atrás e disse que vira “Macarrão” no motel. Também Dayanne Souza, ex-mulher do ex-jogador, atordoou os responsáveis pelo inquérito: eles vinham cravando publicamente que Eliza fora assassinada no dia 9 de junho. Pois Dayanne garantiu que esteve com ela no dia 10 e os policiais tiveram de refazer todas as contas. Ou seja: resultado zero. 
“A prova técnica é decisiva”, diz o perito Mauro Ricart, chefe em duas gestões da Polícia Científica do Rio de Janeiro. “As investigações deveriam acompanhar o trabalho da perícia, e não a perícia ficar a reboque daquilo que os delegados falam. Dessa forma, todos falham”, diz Roselle. No inquérito de Bruno, há duas lacunas que qualquer perito debutante tira de letra: encontraram mancha de sangue de Eliza no Range Rover de Bruno, e pararam aí. É óbvio que é só verificar em laboratório se essa mancha é contemporânea ao desaparecimento de Eliza e muita coisa seria provada. Outro ponto: a polícia ficou martelando que os investigados não quiseram ceder material biológico para exame de DNA. Mas será que com tantas buscas em todas as casas não deu para recolher uma escova de dente, um pente, um fio de cabelo, uma cueca, uma calcinha e, dessas peças, extraírem material biológico? Quanto à investigação que cerca Mizael, a situação é pior: policiais disseram que havia cristais de terra no calçado do suspeito compatíveis com cristais de terra da margem da lagoa em que o carro de Mércia foi jogado no interior de São Paulo. É uma prova bisonha. Quantos cristais iguais a esses não existem em todo o Brasil? Houve uma falha mais grave ainda que expõe o pecado original de nove entre dez investigações no Brasil: a preservação do local do crime. Um caso emblemático é o assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, em São Paulo, quando 28 pessoas estiveram nos 25 metros quadrados do cenário do crime (a sala de seu apartamento). A mesma contaminação de provas se deu no carro de Mércia, deixando dúvidas pendentes: segundo a polícia, ele foi mergulhado de frente. Então como foi retirado também de frente? O certo é que a seis metros de profundidade o automóvel “capotou” e ficou com as rodas para o alto. Os vidros estavam semiabertos mas, nessa posição, eles passaram a ser obstáculos para a saída do corpo de Mércia porque, com a entrada da água, ele subiu e ficou junto ao piso, agora voltado para cima. Como então o corpo foi encontrado fora do automóvel? É por isso que o veículo deve ter sido virado antes de ser trazido à superfície: adeus rigor científico. Finalmente, muito se falou que o carro tinha de secar para que se colhessem digitais. Absurdo: o Brasil leva o mérito de ser o país que desenvolveu reagentes para colher digitais em superfícies completamente molhadas.
Foto ISTO É
 NOTA DA MARI:
Ao que tudo indica, esse pessoal esta mais perdido que cego em tiroteio e, só para piorar, a mídia da ênfase a todas as alegações de qualquer um que apareça.
Queria ver isso acontecendo quando o Arruda foi preso, ou então, queria ver a mídia cavoucando a sujeira e a corrupção dos atuais candidatos a Presidente e Governador. Isso sim seria de utilidade pública.
O que vemos nos jornais hoje em dia já não serve como informação. São opiniões prontas e, como tudo que a TV aberta tem, manipula, corrompe e em nada instrui.
Escolham bem seus meios de informação, questionem e procurem por sí mesmo conhecer a veracidade dos fatos. Acima de tudo, não percam seu tempo com o que não acrescenta.
Abraços!

23 julho 2010

HOMENS DE HONRRA


Pessoalmente não o vi, mas tenho acompanhado sua história e trajetória através do blog. Sei que as vezes no enganamos a respeito das pessoas, mas não neste caso. Sandro Araújo já é um dos meus heróis, um dos poucos homens de honra que esse país possui. 

Sempre que leio os textos no blog dele, ganho nova injeção de ânimo e, devido aos acontecimentos recentes, venho tentar retribuir o gesto. 
Para tanto, escolhi a poesia do Inglês William Ernest Henley (1875) chamada Invictus
Escolhi não A traduzir, pois acho que assim mantém intacto seu real significado e musicalidade.

INVICTUS
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.




Esperamos e torcemos pela melhora do nosso Anjo da Noite.

Abraços!

Executivo Corta R$ 238,7 Milhões da PF.



Decreto baixado por Lula contingência (bloqueia despesas previstas no orçamento da União) R$ 41,7 milhões da Polícia Federal (PF).  A tesourada foi aplicada no final de maio, a pouco mais de quatro meses das eleições.  Trata-se do maior corte desde 2007 e é quase seis vezes superior em comparação ao do ano passado (R$ 7,1 milhões). 
Além desses recursos também foram bloqueados R$ 197 milhões do Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal).  É com o dinheiro do fundo que a PF paga parte dos investimentos feitos em infra-estrutura, modernização dos equipamentos e no combate ao crime de maneira geral. 
A soma do corte feito no orçamento e no fundo totaliza R$ 238,7 milhões. “Historicamente é um dos maiores (cortes). Eles foram lineares para todos os estados, mas as grandes unidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul sentiram os maiores impactos”, avaliou o diretor de Administração e Logística da PF, Rogério Galloro. 
Segundo estimativas, o gasto previsto pela PF apenas para ações ligadas às eleições é de R$ 12,2 milhões.  Desse total, R$ 9,1 milhões devem ser destinados, entre outras operações, ao combate à atividade criminosa organizada.  Outros R$ 3,1 milhões devem ser gastos na segurança dos candidatos à presidência da República. 
De acordo com decreto de 2008 todos os candidatos à sucessão presidencial têm direito à segurança da PF a partir da homologação do registro da candidatura.  Para a eleição deste ano, por exemplo, Dilma, Serra e Marina contam, cada um, com uma equipe de 17 policiais federais (1 delegado e 16 agentes). 
Devido ao corte no orçamento, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, encaminhou, no mês passado, ofício ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, em que pede a ele e a Lula orientação sobre quais ações devem ser priorizadas.  No documento, ao qual o Globo teve acesso, Corrêa lista as atividades que devem sofrer com o corte. 
São elas: 1) Apoio aéreo aos deslocamentos da Força Nacional de Segurança Pública e Departamento Penitenciário Nacional. 2) Investimentos 3) Sistema de Emissão de Passaportes. 

No caso dos passaportes, Corrêa lembra que a falta de recursos para o setor compromete “a implementação do novo passaporte com chip, essencial à preparação do país para Copa de 2014”. 
Segundo a assessoria de imprensa da PF, até o momento, o ofício não foi respondido.  Diante do silêncio do governo, e para tentar assegurar a aplicação dos recursos nas operações eleitorais, a PF pretende abrir mão de parte das investigações realizadas nas operações permanentes (Sentinela, Arco de Fogo, Portal e Cobra).  Além disso, 40% dos custos com diárias operacionais serão cortados. Também foram cancelados todos os eventos, encontros e simpósios. 
Apesar das medidas, a PF avalia que se não houver o desbloqueio dos recursos, a última alternativa - para garantir o bom andamento das eleições -, será pedir ajuda financeira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio de um termo de cooperação. 

NOTA DA MARI:
Diante disto, vale salientar que:



Presidência da República Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos  LEI Nº 12.292, DE 20 DE JULHO DE 2010.  
Autoriza o Poder Executivo a realizar doação para a reconstrução de Gaza.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 



Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono  a seguinte Lei:
Art. 1o Fica o Poder Executivo autorizado a doar recursos à Autoridade Nacional Palestina, em apoio à economia palestina para a reconstrução de Gaza, no valor de até R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais). 
Parágrafo único. A doação será efetivada mediante termo firmado pelo Poder Executivo, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, e correrá à conta de dotações orçamentárias daquela Pasta. 
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de julho de 2010; 

189o da Independência e 122o da República. 

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Celso Luiz Nunes Amorim
Paulo Bernardo Silva

Este texto não substitui o publicado no DOU de 21.7.2010


A própria vergonha ruborizar-se ia diante desta declaração.
Está na hora de investir o que sobrou em investigação contra crimes políticos e não na segurança da Dilma. Que se danem os candidatos, deixem as fronteiras e aeroportos.


Está na hora do país entender que precisa da PF. Está a hora de sentir na pele o que é não ter a PF na fronteira. Se o Lula corta o orçamento, ele é que tem que pagar por isso, não nós. 
Se o Brasil e o Molusco não entenderem a importância da PF por bem, que entendam por mal.