26 junho 2010

Ser Policial...

O promotor mineiro Rogério Greco é um defensor de policiais. Autor de diversos livros que focam no Direito Penal, apontado como o “mentor de concurso” pelo trabalho realizado como professor em cursos preparatórios, Rogério Grecco é um jurista renomado que tem sua mais nova incursão com o livro “Atividade Policial - Aspectos Penais, Processuais Penais, Administrativos e constitucionais”. O olhar do promotor para os policiais não fica apenas na ótica do Direito, mas ganha também contornos de uma defesa de admirador.

“Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial. A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que faz”, comenta o jurista, que esteve em Natal ministrando um curso e lançando a nova obra na livraria Siciliano. Ele considera policiais heróis. Mas o que preferiria Rogério Greco: ir para guerra ou ser policial nas ruas brasileiras? “Acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe”, responde de pronto.

Greco não poupa críticas a falta de cumprimento das leis punitivas para os criminosos de classe média. O professor é contundente ao afirmar que os genocidas estão “soltos”: “Precisa de um combate sério. O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida”, diz, em tom de desabafo, Rogério Grecco.O convidado de hoje do 3 por 4 é um professor que dá uma lição de cidadania, um promotor defensor dos policiais, um escritor que fala como mestre, um cidadão simples e simpático ao espectador.

Tribuna do Norte - Os policiais hoje causam mais medo do que segurança na população. O que levou a essa inversão de valores?

Rogério Greco - A ditadura teve uma influência muito forte com relação a isso. Havia muito abuso, muito arbítrio e depois da Constituição de 1988, depois que o Brasil se transformou em uma democracia começou a haver renovação nos quadros da polícia. Essa renovação tem sido muito importante, muito útil. Hoje os estudantes que prestam concurso de forma geral gostam da atividade policial. O único problema que ainda vê na atividade policial é a questão da remuneração que faz com que as pessoas migrem para outras profissões. Eu, por exemplo, sou do Ministério Público, mas meu concurso era para delegado de Polícia Federal. Não fiz porque não surgiu oportunidade naquela época. A função policial é muito bonita. Tem havido renovação, mudança de mentalidade na polícia. Uma polícia que respeita o direito do cidadão. Mas infelizmente a imagem que ficou foi a antiga, da polícia truculenta, que gosta de bater nas pessoas. Mas não é assim que a coisa acontece.

TN - Mas há também os casos de corrupção dentro da polícia. O senhor credita isso à questão de caráter ou questão de falta de incentivo para esses profissionais?

RG - Questão de caráter. Sabe por quê? Porque se você for ao Congresso Nacional quantos são corruptos? Graças a Deus que as coisas têm mudado. Mas quantos juízes, quantos desembargadores envolvidos, quantos ministros envolvidos em problema de corrupção? Agora o contingente policial é maior, quanto mais gente maior, proporcionalmente, a corrupção. Não é que exista só na polícia. Em todos os setores tem corrupção.

TN - O tratamento destinado as Polícia Civil, Militar e Federal é diferente. A Polícia Federal usufrui de uma estrutura melhor. O senhor tem essa mesma percepção?

RG - Tenho porque a estrutura é diferente. A estrutura da Polícia Federal é diferente. Quando você lida com a União a estrutura é sempre melhor. Mas isso está modificando nos Estados. As Polícias Civis e Militares são o front da batalha. Eles que recebem a primeira vítima, o indiciado, o primeiro acusado. Acho que a política de remuneração da polícia, a estrutura principalmente da Civil e Militar, deveria melhorar muito.

TN - O policial brasileiro hoje é um predestinado, um herói por trabalhar em condições tão adversas?

RG - É sim. Eu tenho contato muito grande com a turma do BOPE do Rio de Janeiro. Eu vejo ali aqueles policiais, o amor que eles têm pela profissão. Em nada eles são mais remunerados que os outros. São altamente especializados, são pessoas que introjetaram dentro deles esse amor, esse gosto pela atividade policial. Quando se fala de policial do BOPE, qualquer policial tem orgulho de ser do BOPE. Agora ao passo que nas outras polícias já há aquela resistência de sempre reclamando, sempre murmurando. Claro que o policial do BOPE quer ganhar mais, mas isso não faz com que ele seja corrupto. Tem outras polícias importantes. No meu Estado, em Minas Gerais, tem uma polícia boa, mas ainda está longe de ser o ideal. A gente tem que valorizar. Acho que o principal é que a gente tem que aprender a não falar mal da polícia. O policial se sente desprestigiado, desmerecido, ele se sente com vergonha de ser policial. Ao invés de ter orgulho ele fica envergonhado. Eu ensino meus filhos a gostarem da polícia. Meu filho já chegou a pedir autógrafo ao policial. Acho que um bom relacionamento é o que está faltando.

TN - A sociedade é injusta com a polícia?

RG - É. Ser policial não é para qualquer um. Fácil eu ser entrevistado aqui por você, em um hotel, enquanto outras pessoas estão tomando tiro de fuzil. É difícil a atividade policial. A sociedade precisa entender que são pessoas diferenciadas, que tem amor pelo que fazem. Veja que sou do Ministério Público não sou da polícia. Vejo por exemplo você fazer uma incursão na favela, todo dia no Rio morre um policial. É difícil, tem que valorizar o policial.

TN - Se o senhor fosse um policial preferia ir para guerra ou fazer segurança nas ruas do Brasil?

RG - É difícil, pergunta difícil. Mas acho que iria preferir ir para guerra. Pelo menos você sabe onde está o inimigo. No Brasil você não sabe.

TN - Enveredando agora especificamente pela lei, como o Direito Penal pode evoluir para coibir efetivamente os crimes?

RG - Não pode. Essa não é nossa finalidade. É porque as pessoas vendem o peixe errado no Direito Penal. Nosso problema não é jurídico, nosso problema não é legal, nós temos lei demais, nossa lei é boa. Precisa de um ajuste e outro, mas não é isso que as pessoas estão alardeando. Elas falam que tem que rasgar o Código completo. Isso é conversa. Isso não existe. O que tem que acontecer é o Governo implementar políticas públicas. Se não houvesse desigualdade social o índice de crimes contra o patrimônio seria quase nenhum. Por que no Japão o crime de índice contra o patrimônio é quase zero? Será que no Japão as pessoas sabem melhor que não podem furtar? Não! É porque lá eles têm uma qualidade de vida que é condizente com o não querer praticar crime contra o patrimônio. A medida que você vai implementando medidas sociais você vai diminuindo criminalidade. Eu estive em uma favela com a turma do BOPE no Rio de Janeiro. Uma favela pequena lá tem 30 mil pessoas. A Rocinha tem 250 mil pessoas. De que adianta entrar a polícia se não entra saúde, educação, lazer, habitação? Isso não funciona. Muitas cidades aqui do Rio Grande do Norte não devem ter 30 mil habitantes. Em Minas trabalhei em cidade com 10 mil habitantes. O Estado polícia tem que vir, mas também o Estado serviço social. Precisa investir em escola, saúde. Em minha opinião, o problema do Brasil se chama corrupção. No dia em que houver um combate efetivo sério a corrupção as coisas vão melhorar. Precisa de um combate sério. O corrupto é um genocida. O corrupto é aquele cara que você está tirando foto dele nos melhores restaurantes de Natal, mas ele está lesando o erário em milhões e milhões. É esse cara que não deixa chegar o remédio na farmácia, é esse cara que não deixa o idoso ter um atendimento digno, esse é o genocida. Ele é que precisa ser combatido. Se combater esse cara primeiro, o resto fica fácil.

TN - O senhor é apontado como um dos mentores dos estudantes de concurso público. Qual seu olhar sobre o cenário de milhões de estudantes de Direito estudando para concursos públicos?

RG - O concurso hoje virou um grande filão. Precisa do concurso porque os cargos estão aí, existe a questão ainda da segurança, a questão do status profissional. O concurso reúne todos os atrativos e cada vez mais faz com que as pessoas saíam da economia privada.

TN - O cenário aponta que o estudante quando está concluindo o ensino médio tende a procurar o Direito já pensando em emprego público.

RG - Sobre o Direito ele é o que lhe dar mais alternativas em termos de concurso. Aí você pode fazer concurso no país todo, você não está limitado a sua cidade, seu Estado. Ele (o curso de Direito) abre muitas portas. Você é um engenheiro mecânico, químico tem uma vaga ou outra no concurso. Mas o Direito é uma profissão que é uma carreira que dá muitas alternativas. Essa é uma coisa boa do Direito.

TN - O que faz uma pessoa ser aprovada em um concurso?

RG - É muito estudo, muito. Eu, por exemplo, quando fiz concurso estudava 12 ou 14 horas por dia. Os concursos são muito seletivos. No Ministério Público de 4 mil candidatos passam 15 ou 20. Não existe ensino de excelência nas universidades. Porque quanto mais universidade maior tem que ser o corpo docente e isso prejudica muito. Por isso que os estudantes correm para os cursos (preparatórios) porque eles têm a nata dos professores. As pessoas vão migrando para os cursos.


Fonte: Tribuna do Norte


Nota da Mari:


Além de tudo que foi exposto pelo Rogério Greco, existem outras questões que, a meu ver, levam à corrupção do policial e ao abuso de poder. A falta de estrutura psicológica e de constante acompanhamento terapêutico, a falta de infraestrutura nas delegacias e o "prende solta" que coloca bandidos na rua após 24 horas.


O sistema penal não coopera muito com a vida do policial, quem assistiu ao documentário do post abaixo sabe do que falo. Além do mais, a desigualdade social cria verdadeiros inimigos públicos das casses altas e, por conseqüência, da classe policial.


Há que se rever os conceitos sociais e de valor do cidadão. O consumismo não é privilégio de classe social, ele é cultivado e exercido por toda sociedade brasileira, independente de sua condição financeira. A diferença é que para uns, esses bens de consumo, que custam vários dígitos, são mais fáceis de ser adquiridos que para outros, e isso gera a aversão entre as classes.


A meu ver, sempre será mais importante ser, que ter. Mas não serei hipócrita de dizer que ter não é importante. Gosto de alguns luxos, mas nada que seja fundamental para minha vida e essa é a grande diferença.


Abraços!


24 junho 2010

Notícias de uma Guerra Particular - Documentário

Esse é um documentário que foi transmitido pelo GNT várias vezes há uns anos atrás.
Resolvi postar aqui, para que os futuros novinhos, como eu, saibam exatamente onde irão "amarrar sua égua".

Aos que se prepara para a saga que é o concurso da PF, uma dica: Tenham total noção do que irão enfrentar antes, durante e após o término do concurso. Isso inclui as provas (intelectual e física), exames, ANP e o CPF, prerrogativas da carreira policial, as lotações e as reais obrigações do cargo policial para o qual pretende investir tanto tempo e estudo.

Se depois que tiver todos os dados possíveis, ainda quiser fazer o concurso, ai sim, você está no caminho certo e será forte candidato a novinho.

Lembrem-se, ser policial federal não é profissão, é vocação.

Abraços!

Selo

Atingindo Metas

Esse selo me foi dado pela Mulher na Policia . Esse é um link para o blog dela. Ela é Agente da PF e descreve em poucas e ricas palavras sobre sua realidade pessoal e profissional.

Esse selo fez parte de uma homenagem que ela fez aos futuros novinhos que acompanham o Blog dela. Na PF todo novato é chamado de novinho, e como estamos buscando essa vaga, somos os futuros novinhos.

Como todos que vem aqui tem essa pretensão, essa é um homenagem a vocês também. Sendo assim, estendo a todos a homenagem.

Vamos nos manter firmes à nossa meta...a gente chega lá.

Bjos a todos.

22 junho 2010

Brado na Formatura da ANP - 2009

Vídeo dos formandos da ANP para o cargo de Perito Criminal Federal (2009) cantando o brado da turma em uníssono.

video

Taí Bruno. Sente o drama.

Rumo à ANP.

Combatendo Crimes Ambientais

Há quase um ano, por intermédio do decreto 4.053 de 13/12/01 que aprovou a nova estrutura regimental do Ministério da Justiça, a Presidência da República deu início ao processo que permitiu, no âmbito da Polícia Federal, a recente criação da Coordenação de Prevenção e Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico - COMAP (subordinada à Coordenação-Geral de Polícia Fazendária - CGPFAZ), que se ocupa especificamente das atividades de prevenção e repressão àqueles crimes ambientais cuja competência pertence à Justiça Federal.

A criação desta Coordenação teve, muito acertadamente como objetivo principal, a necessidade, por parte do poder público nacional, de promover o acompanhamento de uma tendência global observada na maioria dos mais importantes e renomados aparelhos policiais do planeta, aquela que consiste na implementação, no corpo de sua polícia nacional, de um braço especializado na repressão aos delitos ambientais.


A Scotland Yard, o FBI, a BKA - Bundeskriminalamt, são algumas das agências do primeiro mundo que já organizaram e instituíram setores com atribuição específica para investigar tais delitos. A Polícia Federal Argentina conta, desde Fevereiro de 1996, com a sua Divisão de Prevenção ao Delito Ecológico.


Esta nova missão lançará a Polícia Federal numa batalha que se caracteriza, sobretudo, pela premência, pois o que faz diferente o crime ambiental dos outros tipos de crime é o seu caráter de fatalidade. Uma irreversibilidade que não concederá, ao Homem, uma segunda chance, especificamente no que diz respeito à extinção de espécies animais e vegetais. As batalhas perdidas nesta guerra estarão irremediavelmente perdidas para sempre.


A repressão ao tráfico internacional de animais silvestres, a biopirataria, a extração de madeira, a pesca e poluição em águas da União, são algumas das principais atribuições desta nova Coordenação, que, contando com um órgão central de coordenação e controle, estabelecido na sede do DPF em Brasília, tenciona promover, numa segunda etapa, a instalação de projeções operacionais em cada uma das 27 Superintendências do DPF nos Estados da Federação. Tais projeções serão, em futuro próximo, as delegacias especializadas, executoras das ações preventivas e repressivas que se fizerem necessárias no cumprimento de suas atribuições.


Sobre este aspecto, a Superintendência do DPF no Estado do Rio de Janeiro saiu na frente e criou, em inédita e destacável iniciativa, o Núcleo de Repressão aos Crimes Ambientais, que se encontra operando a todo vapor, tendo já contabilizado relevantes tentos em favor do meio ambiente nesse Estado.


A experiência da Superintendência carioca fez escola, e a Polícia Federal no Estado do Paraná criou, recentemente (em 12/6/02) por meio de portaria do Superintendente Regional, seu Núcleo de Repressão aos Crimes Ambientais.
Esta área de atuação policial abre ao DPF um enorme leque de possibilidades de atuação conjunta com outras agências, tanto do Brasil quanto do exterior, sobretudo, por causa da crescente preocupação e conscientização dos governos em relação à defesa do meio ambiente.


Devemos, de forma particular, considerar o caráter internacional dos delitos em questão; entre estes, a poluição ambiental e o tráfico de animais.
Sobre o assunto não é outra a opinião de Vladimir e Gilberto Passos de Freitas no texto Crimes Contra a Natureza publicado na Revista dos Tribunais em 1995: “O meio ambiente, cada vez mais, se torna uma questão internacional e, cada vez menos, um assunto regional. Sabidamente, muitas lesões ambientais causadas em um lugar acabam gerando reflexos em outro, por vezes muito distante”.


Deve-se ressaltar que com a revogação da súmula 91 do STJ, a competência para julgamento dos delitos contra a fauna restou dividida entre as esferas Federal e Estadual, sendo que o elemento determinante da competência será o domínio da localidade onde o crime se perpetrar.


Em outras palavras, os crimes contra a fauna serão, em regra, de competência da Justiça Comum Estadual, recaindo para a Justiça Federal aqueles cometidos em Unidades de Conservação da União. O mesmo entendimento está sendo seguido no que tange aos crimes contra a flora, e também àqueles envolvendo atividades pesqueiras e poluição das águas. Neste último caso, o determinador da competência julgadora (que se encontra estabelecida no art. 20, III e IV da CF) será a natureza das águas onde ocorra a infração. Persistiriam, ainda, alguns casos especiais que justificarão a competência da Justiça Federal e, por conseguinte, a atribuição investigativa da Polícia Federal. Sobre o assunto, registra-se o entendimento do Ministro Gilson Dipp em julgado de 22/5/2002, publicado no informativo 135 do STJ: “... Porém há situações específicas que justificam a competência da Justiça privilegiada, como as seguintes: delito envolvendo espécies ameaçadas de extinção, em termos oficiais; conduta envolvendo ato de contrabando de animais silvestres, peles e couros de anfíbios ou répteis para o exterior; introdução ilegal de espécie exótica no país; pesca predatória no mar territorial; crime contra a fauna perpetrado em parques nacionais, reservas ecológicas ou áreas sujeitas ao domínio eminente da Nação; além da conduta que ultrapassa os limites de um único estado ou as fronteiras do país...”


Mesmo considerando as dificuldades materiais que ora atingem o DPF, tanto em termos financeiros como em termos de recursos humanos, a delinqüência ambiental de atribuição investigativa da Polícia Federal vem crescendo avassaladoramente no Brasil. Inúmeros focos de extração ilegal de madeira perpetrada por organizações criminosas, conexões nacionais e internacionais de tráfico de espécies ameaçadas, bioprospecção ilegal (biopirataria) em florestas tropicais, poluição de águas federais em larga escala, são alguns dos delitos de ocorrência amplamente assinalada pela mídia, que dilapidam recursos naturais valiosíssimos, causando prejuízos incomensuráveis à nação.


Tais fatos fazem com que a COMAP/CGPFAZ/DPJ/DPF venha tomando iniciativas de projetar e executar operações de combate à delinqüência ambiental, sendo ainda constantemente acionada pelo Ministério Público Federal, que reclama a deflagração de ações de combate à extração de madeira em áreas da União, ao tráfico internacional de espécies ameaçadas, entre outras medidas. A sociedade civil organizada, através de ONG´s e, ainda, o próprio IBAMA, por intermédio direto de sua presidência, vêm também acionando com regularidade a mencionada Coordenação.


A COMAP se encontra, neste momento, planejando a execução do Projeto Gnomo, dentre do qual se insere a Operação Gnomo III que trata da extração ilegal de mogno no Sul do Pará e Operação Gnomo IV, que trata da extração ilegal de mogno em Mato Grosso.


Também em fase de execução estão a Operação Cretáceo, que trata do contrabando de material fossilífero nacional, oriundo da Bacia Araripe, no Nordeste brasileiro; Operação Touché, que trata da repressão às ações criminosas cometidas contra população de quelônios de água doce da Reserva Biológica de Abufari, Amazonas; e, ainda, investigações acerca de tráfico internacional de produtos da fauna silvestre, em conjunto com o United States Fish and Wildlife Service, órgão da Polícia Federal dos EUA especializado em reprimir crimes contra a vida selvagem.


Desenha-se, ainda, no âmbito da Coordenação, a implantação de um banco de dados específico sobre o crime ambiental, um banco de imagens, uma home page, um mapa da delinqüência ambiental no Brasil, a consolidação dos dispositivos penais de atribuição investigativa da Polícia Federal e outros diversos projetos de interesse da causa ambiental.


Deve-se levar em consideração que o crime ambiental não é um assunto avulso, de pequena monta, sendo que as atividades de repressão a tais crimes norteiam-se por um conjunto de diplomas penais próprios, num universo específico, que guarda vastíssima área de ocorrência - praticamente todo o território nacional - num amplo e variado universo de condutas incriminadas penalmente, e que muito se assemelha, pela especialidade e por certas peculiaridades, às atividades de repressão ao tráfico de entorpecentes.


Não seria exagero adiantar que, continuando a receber a devida atenção por parte da Direção-Geral do DPF, a repressão ao crime ambiental, em curto ou médio prazo, poderá figurar entre as mais importantes atividades realizadas pelo Departamento de Polícia Federal.

Fonte: Sindepol

Decifrando o Tráfico

A Polícia Federal (PF) está criando um banco de dados para identificar o perfil químico das drogas apreendidas no país e, assim, apontar sua origem e a rota pela qual passaram até chegar ao local onde são comercializadas. A vantagem ao identificar as semelhanças químicas entre uma droga apreendida numa região e outra, apreendida em local totalmente diferente, é que os investigadores podem indicar se há formação de quadrilha, o que pode resultar no aumento da pena, caso os traficantes sejam condenados.

Denominado Projeto Pequi – uma abreviação de Perfil Químico da Droga – o banco de dados agrupa informações sobre as características de drogas apreendidas em diferentes localidades. Em função dos aspectos químicos das substâncias, os peritos criminais poderão afirmar “com alto nível de acerto” o país de origem e, em função das misturas acrescidas à droga, indicar possíveis rotas utilizadas pelos traficantes.

De acordo com a PF, as características abrangem pequenos resíduos de substâncias que vêm da planta e que não são retirados durante o refino.

Com análises assim, foi possível para a PF concluir, por exemplo, que três apreensões realizadas em diferentes regiões do país tinham a mesma origem, numa operação deflagrada no ano passado. Em 2009 agentes federais ligaram uma apreensão de 200 quilos de cocaína, feita em Fortaleza, com uma de 50 quilos em Marabá no Pará e, ainda, com outra apreensão de 1 quilo em Goiânia. Com a técnica os policiais conseguem apontar conexões por meio de telefonemas, extratos bancários ou por negócios e, assim, provar que há ligações pessoais entre acusados.

Fonte: Agencia Brasil

Nota da Mari:

O estado Pará é “carinhosamente” chamado pelos Policiais Federais de Quadrilátero da bala e Marabá tem o pseudônimo de Marabala.

O estado há muito é rota do tráfico internacional de drogas e palco de muitos confrontos sangrentos entre traficantes nacionais e internacionais com as policias Federal e Estadual.

O esquema de identificação da origem da droga irá auxiliar a Policia na hora de investigar a origem e a rota traçada pelas mercadorias apreendidas, o que irá orientar o Ministério da Justiça na hora de criar lotações e aumentar o efetivo nas regiões fronteiriças.


20 junho 2010

O destino dos novos Novinhos.

Na tarde de quinta feira (17/06), já acabado o Curso de Formação Policial na ANP, os alunos tiveram que escolher a lotação onde iriam passar os próximos anos atuando como Policiais Federais.

De acordo com o edital, as vagas deveriam ser exclusivamente para a Amazônia Legal, Mato Grosso do Sul e outras unidades de Fronteira.

Muito se especulou em torno das vagas, se iriam de fato ser para esses lugares ou se haveriam outras opções. No dia da escolha, os agentes e escrivães foram para salas diferentes onde cada um escolheu sua vaga.

A ordem de chamada dos alunos é de acordo com a pontuação do CFP. O 1º lugar escolhe 1º e por ai segue.

As vagas ofertadas foram as seguintes:

CIDADE

TIPO

PESO

VAGAS

EPF

APF

Altamira - PA

DPF

4,00

6

9

Araguaína - TO

DPF

3,00

7

4

Bajé - RS

DPF

2,50

4

1

Barra do Garças - MT

DPF

3,00

5

0

Belém - PA

DELEMIG

1,50

25

0

Boa Vista - RR

DPF

3,00

14

0

Cáceres - MT

NUMIG - DPF

4,00

8

4

Campo Grande - MS

DPF

1,50

11

0

Cascavel - PR

DPF

2,00

13

0

Chuí - RS

DPF

3,00

4

2

Corumbá - MS

DPF

3,00

11

9

Cruzeiro do Sul - AC

NUMIG

4,00

7

17

Cuiabá - MT

DPF

1,50

16

0

Dionísio Cerqueira - SC

DPF

3,00

2

0

Dourados - MS

DPF

2,50

8

0

Epitaciolândia - AC

DPF

4,00

6

13

Foz do Iguaçu - PR

PFTI

2,50

23

0

Guaíra - PR

DPF

4,00

10

0

Guajará-Mirim - RO

DPF

4,00

5

14

Imperatriz - MA

DPF

2,50

13

1

Jaguarão - RS

DPF

3,00

3

1

Ji-Paraná - RO

DPF

4,00

12

13

Macapá - AP

DELEMIG

3,00

13

17

Manaus - AM

DPF

2,00

26

0

Marabá - PA

DPF

3,00

13

4

Naviraí - MS

DPF

4,00

7

0

Oiapoque - AP

DPF

4,00

5

10

Pacaraima - RR

DPF

4,00

5

14

Palmas - TO

DPF

2,00

4

0

Ponta Porã - MS

DPF

4,00

7

3

Porto Velho - RO

DPF

3,00

19

9

Redenção - PA

DPF

4,00

5

9

Rio Branco - AC

DPF

3,00

17

10

Rondonópolis - MT

DPF

3,00

4

4

Santana do Livramento

- RS

DPF

2,50

3

0

Santarém - PA

DPF

3,00

6

7

São Borja - RS

DPF

3,00

2

0

Sinop - MT

DPF

3,00

12

11

Tabatinga - AM

DPF

4,00

8

30

Três Lagoas - MS

DPF

2,00

6

0

Uruguaiana

DPF

4,00

4

0

Vilhena

DPF

4,00

4

5

























































SIGLAS

SIGNIFICADO

AML

AMAZÔNIA LEGAL

CUF*

CENTRO UNIFICADO DE FRONTEIRA EM SÃO BORJA

DELEMIG

DELEGACIA DE IMIGRAÇÃO

DEPOM

DELEGACIA ESPECIAL DE POLIÍCA MARÍTIMA

MSUL

MATO GROSSO DO SUL

NEPOM

NUCLEO ESPECIAL DE POLÍCIA MARÍTIMA

NF

NÃO FORNECIDO

NUMIG

NÚCLEO DE MIGRAÇÃO

PCFRON

POSTO DE CONTROLE DE FRONTEIRAS

PCM

PONTO DE CONTROLE MIGRATÓRIO

PFTI

POSTOS DE FISCALIZAÇÃO DO TRÁFEGO INTERNACIONAL

PMA

PONTO DE MIGRAÇÃO TERRESTRE

UFRON

UNIDADE DE FRONTEIRA


Vários guerreiros foram para lotações como Oiapoque e Tabatinga.

Gostaria de homenagear uma guerreira em especial, uma EPF.
Menina raçuda que fez o curso da ANP ao mesmo tempo que terminava o curso na facul (ela passou sem terminar o curso superior e obteve liminar para concluir). Ralava na ANP de dia e na Facul de noite. Como não poderia ter sido diferente, a nota dela na ANP não estava entre as melhores, e ela teve de escolher Epitaciolândia. Mas essa guerreira de 1,55 m não fez cara feia, sorriu para sua sorte e disse, que venha.

Daia, aqui presto a você minha homenagem...mulher de muita fibra e muita garra, os vagabundos do Acre que te aguardem.

Um grande beijo!