29 maio 2010

DG no Paredão da PF

Os servidores da Polícia Federal NÃO ESTÃO SATISFEITOS com a administração do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. No plebiscito realizado no dia 19 de maio em todo o país, 81% dos votantes disseram NÃO ao diretor-geral .

O resultado da votação não chega a surpreender quem circula em delegacias e superintendências pelo Brasil. O descontentamento entre os policiais é crescente diante de uma gestão que até agora não disse a que veio. Agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos pouco valorizados, uma administração voltada para reforçar o poder de alguns grupos e um processo de modernização da gestão que não anda, são alguns dos elementos que ajudaram a sepultar a gestão Luiz Fernando. Se junta a política do “aos delegados tudo, aos demais servidores nada” e o resultado é um índice de fazer corar o ex-diretor-geral Paulo Lacerda.

E não foram poucos os votantes. Mesmo o voto não sendo obrigatório, com operações acontecendo por todo o Brasil e diante da cara feia de alguns superintendentes, 2.431 servidores foram às urnas espalhados por 22 Unidades da Federação. Outros cinco estados ou não realizaram a consulta ou fizeram votação em Assembléia. Nesses casos os números foram desprezados pela Fenapef para resguardar a lisura do pleito.

RIO GRANDE DO SUL – O maior nível de rejeição encontrado pelo diretor-geral é em sua própria terra, o Rio Grande do Sul. No estado 331 servidores votaram no plebiscito. Oitenta por cento dos votos válidos reprovaram a gestão do diretor-geral. O contrário aconteceu com o Superintendente da PF no Estado. Ildo Gasparetto conseguiu 84% de aprovação à sua gestão.

No Tocantins, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Espírito Santo os superintendentes também tiveram suas gestões aprovadas. “Esse é um sinal de que dentro do órgão existem quadros que trabalham em sintonia com os servidores, construindo assim uma gestão democrática e motivadora, que com certeza reflete em um melhor desempenho da unidade da PF”, diz o vice-presidente da Fenapef, Paulo Poloni.

Os números do plebiscito devem servir como uma espécie de baliza para que o diretor-geral e os delegados que o cercam revejam suas administrações, sob pena de deixarem para a história do DPF aquilo que outros tantos diretores deixaram: NADA.

Avaliação dos Superintendentes

Fonte: Fenapef

Nota Pessoal:

Se foram 2.431 votos e 81% de reprovação, isso quer dizer que, 1.969 COMPROVADAMENTE querem que o DG saia da casa.

Eh DG... pede pra sair.

A Mari



Minha Personalidade: Pisciana, romântica, alegre, debochada, irônica, meticulosa, perfeccionista, amiga, dramática, cômica, apaixonada, leal, honesta, correta, cismada, forte, porém frágil, ansiosa, eclética, teimosa, determinada, guerreira, preguiçosa, meiga, impaciente, patriota, criativa, inteligente, sagaz, altruísta.


Minha Vida em Números: nasci em 26 de fevereiro de 1984, aos 3 já sabia ler textos em inglês, antes dos 7 anos morei em 3 estados diferentes do Brasil, fui alfabetizada em português em 2 meses para freqüentar a escola pela 1º vez aos 8, estudei em 3 escolas diferentes, pratiquei 3 esportes com bola e 1 luta, falo fluentemente 2 línguas e entendo (+ ou -) mais 2, tenho 1 sotaque (o mineiro uai). Tenho 5 irmãos, 1 mãe e 1 pai, 1 madrasta, 4 avós, 2 primos, 2 tios, 2 tias, 4 melhores amigas, 1 namorado há 9 anos, 1 sogra, 1 sogro e 1 sobrinha linda nascida em 2010. Fiz 5 anos de Faculdade, fiz 2.750 horas de atividades extracurriculares divididas entre 4 cursos na área ambiental, 1 disciplina optativa, 10 congressos, 1 projeto para o MMA e 5 estágios. Durante a faculdade tive 2 empregos, 1 de manha e 1 a noite, ambos ao mesmo tempo para pagar as mensalidades, 2 passagens, 1 almoço e 1.000 cópias de Xerox , trabalhei em 1 boate, 1 clinica, 1 museu, 1 laboratório, 1 Unidade de Conservação, 3 buffet, 1 empresa de cerimonial e animação de festas (já paguei cada mico, vocês nem imaginam), 1 empresa de garçons e vários eventos (esses eram pra ter grana pra curtir tb né). Tenho 1 ano de formada e mais 3 anos para pagando o FIES da PUC (sinf), obtive 2 diplomas (Bacharelado e Licenciatura), e tenho 1 paixão, a Biologia. Torço para 2 seleções (o Brasil e o Galo), vi o Brasil perder 2 copas e mas o vi ganhar 2 tb, tenho 1,63m, 26 anos, 1 Orkut, 3 emails, 1 Twitter, 2 MSN, 1 celular e graças a tudo isso, tenho mais de 1.000 histórias para contar.


Minha Profissão: Consultora de Meio Biótico, Bióloga, Herpetofauna, EIA/RIMA, PACUERA, Avifauna, PCA, UHE, IGAM, RCA, Mastofauna, LO, SNUC, CONAMA, LP, PCH, Entomofauna, LI, Mineração, Monitoramento de Fauna, UC, Ictiofauna, IBAMA, IEF, Manejo de Fauna , ANA, Resgate de Fauna, MMA, Educação Ambiental, Espécies Exóticas, Inventário Florestal, Perícia Ambiental, Mato, Lama, Chuva, Atoleiro, Escalada, Corrego.

Gosto de: Fotografia, viajar, namorar, criança, rir, ler, aprender, descobrir, investigar, cinema, música, churrasco,sushi, pudim, roupa nova, salada, chocolate com avelã, champanhe, vinho, cerveja, camarão, peixe, sapato, bolsa, perfume, brinco, maquiagem, amigos, sitio, cavalo, mato, macaco, anfíbios, aves, insetos, vida, flores, abraços, beijos, piadas, gente inteligente, armas, justiça, honestidade, caráter, ser útil, viver, cuidar, dormir, devanear, R&B, Samba, Metal, Rock, MPB, Rap, Pop, seriados, filmes, desenhos, Civilização Maia e Egípcia, mitologia grega, romana, celta e egípcia, historia do mundo, documentários sobre as guerras, as religiões, a vida, o planeta e as descobertas e criações, ciências, geografia, evolução, cultura, círculos de Nasca, Pirâmides, gente que tem opinião.


Detesto: Mentira, injustiça, maldade, dor, prepotência, arrogância, falta de educação, falta de consideração, falta de caráter, drogas, ladrão, traficante de todo tipo, violência, torcida organizada, briga, opressão, desigualdade, fígado, jiló, corrupção, furto, roubo, apropriação indevida, ignorância (do tipo agressivo), cantada tosca, gente porca, gente ruim, fracasso, medo, opressão, ameaça, grosseria, canalhice, poeira, cólica, enxaqueca, TPM, fome, sono, mudança, bagunça, sujeira, cutucões, tapinhas, gente metida, gente falsa, gente sem opinião, gente omissa, missa, bitolado, tradição, desrespeito, traição, Funck, Racionais, pivete, carro de som, ressaca, mal estar, mal humor.


Por que a PF? Por que, posso defender o meio ambiente, fazer justiça, ir pro mato, aprender sempre mais, ajudar a fazer do mundo um lugar melhor, trabalhar, ganhar bem, ser desafiada, me superar, me surpreender, treinar tiro e tudo isso com uma Glock na cintura.

Combined DNA Index System - CODIS

Encerrou nesta sexta-feira, 28, o treinamento dos 20 peritos criminais que atuarão diretamente com a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos e ficarão responsáveis pela sua manutenção. Especialistas do FBI estiveram em Brasília desde o início de maio para viabilizar a instalação dos servidores e ministrar o treinamento a 20 peritos, sendo 18 estaduais e dois federais. A partir amanhã, os profissionais voltarão aos estados para iniciarem a alimentação do software com os perfis genéticos.


Ao todo, 15 estados da federação, além da Polícia Federal, possuirão bancos de dados de DNA. Segundo Marcelo Malaghini, chefe do laboratório de DNA do Paraná, a instalação do CODIS no Brasil foi um processo longo, mas que trouxe resultados muito positivos. “Se você me dissesse há seis anos que nós teríamos 17 laboratórios operando eu não acreditaria. O CODIS veio para finalizar o processo e permitir o intercambio das informações entre os estados”, ressalta Malaghini.

Durante o treinamento, iniciado oficialmente no dia 19 de maio, os peritos criminais foram capacitados para inserir perfis genéticos em dois módulos distintos do CODIS. O primeiro armazena vestígios coletados em exames de local de crime e, o segundo, gerencia perfis de pessoas desaparecidas e seus familiares (voluntários), de restos mortais não identificados e de vitimas de desastres. De acordo com profissionais da genética forense, apesar de muito conteúdo, o CODIS é uma ferramenta fácil de ser utilizada e trará grande auxilio na investigação criminal. “Dos 80% dos casos de violência sexual, nos encontramos suspeitos para fazer confrontos em apenas 10% dos casos. Com o CODIS poderemos armazenar os perfis, o que facilitará a aparição de suspeitos”, afirma Paulo Abdon, chefe do Laboratório de Genética Forense do Amapá.


Muitos casos poderiam ter sido solucionados, caso o CODIS já estivesse em funcionamento. A chefe do Laboratório de DNA Forense da Polícia Civil de Minas Gerais, Valéria Dias, conta que recentemente (há 45 dias), foi resolvido um caso de grande repercussão: um estuprador que cumpria pena há alguns anos foi solto e reincidiu cometendo mais quatro estupros seguidos de morte. “Nós encontramos os vestígios do criminoso nas quatro vítimas e, na comparação, verificamos que se tratava do mesmo perfil. Se nesta época já tivéssemos acesso ao CODIS pegaríamos o criminoso logo no primeiro estupro” afirma Valéria.


Apesar de ainda não existir uma lei que regulamente a coleta de amostra biológica de condenados por crimes, os peritos estão otimistas quanto a aprovação de uma lei no Congresso Nacional. Malaghini enfatiza que a proposta de se exigir a doação de DNA para progressão de pena é muito relevante: “com essa lei aprovada deixaríamos de trabalhar pela metade”.

Com o fim do curso, os peritos estaduais poderão transportar os servidores para os seus laboratórios e reproduzir o treinamento aos profissionais daquele estado. Em Minas Gerais, Valéria Dias diz que serão treinados mais cinco profissionais, sendo
um da área administrativa e quatro analistas. A perita explica que o estado mineiro é uma das regiões com maior índice de crimes sexuais e, assim que o laboratório receber o servidor, eles já serão acrescentados perfis. “Nós já possuímos mais de 400 amostras de vestígios de crimes sexuais para inserir no sistema”, garante. Segundo Valéria, o CODIS será uma ferramenta muito poderosa, pois ainda que não se encontre o criminoso, será possível obter informações determinantes para a investigação.

Fonte: Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais

Conexão Tráfico


Minas Gerais/MG – A Polícia Federal em Minas Gerais finalizou na quarta-feira, 26/05, a Operação Conaf – Conexão África, prendendo importantes líderes de organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. Formada principalmente por nigerianos residentes em São Paulo, o esquema criminoso enviava drogas para vários países da Europa mas principalmente para a África do Sul, se valendo de empresas de exportação sediadas em Belo Horizonte. Hoje, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e três de busca e apreensão, quebrando assim esta conexão criminosa.

A Operação Conaf teve início em outubro de 2009, com a apreensão, em Belo Horizonte, de produtos como tesouras de jardinagem e instrumentos musicais, recheados com cocaína, que seriam enviados a países da Europa e África do Sul. Para este ultimo, especificamente, foram enviados banners e estandartes de jogadores de futebol repletos de cocaína. O material foi todo interceptado pela Polícia Federal, e já destruído com ordem judicial.
Estas interceptações levantaram suspeitas de que haveria um esforço dos criminosos na formação de estoques de drogas na África do Sul, para futuras distribuições internas e vendas durante a Copa do Mundo. Além disso, a África do Sul estaria sendo usada como entreposto para remessa para Europa e países do Oriente.

Após as primeiras apreensões, a Polícia Federal iniciou esforço em levantar quem seriam os organizadores do esquema que teriam as ligações com os financiadores europeus e quais outras formas eram utilizadas para o envio da droga.

Assim, nos últimos sete meses investigações levaram a grupos liderados por nigerianos, que utilizavam o mesmo expediente: através de empresas de exportação, inseriam drogas em produtos vendidos para fora do Brasil, que viajavam em cargas marítimas ou aéreas, com aspecto de legalidade. Pacotes também eram enviados pelos Correios ou empresas privadas de entregas internacionais. Além destas formas, os lideres também arregimentavam “mulas” para transportarem drogas, ingerindo-as ou pendendo-as em seus corpos, ou camuflados em malas e outras bagagens.

“MULAS” PROFISSIONAIS E INTERNACIONAIS

Neste período de investigação foram realizados 15 flagrantes, todos de drogas enviadas pelos alvos da Operação Conaf, com a apreensão de mais de 100 quilos de cocaína. Nestas situações, 25 pessoas foram presas. Elas eram de várias nacionalidades, o que demonstra a internacionalização, além da profissionalização dos chamados “mulas”. Hoje essas pessoas fazem parte da organização, com contato constante com os líderes, prestando serviço específico de transporte da droga. Um dos presos, inclusive, chegou a realizar 10 viagens em um único ano.
Os presos eram, além de brasileiros, de nacionalidade moçambicana, sul-africa, filipina e romena, entre outras. Vários dos estrangeiros já haviam cumprido pena por tráfico, sido expulsos do Brasil e retornado para continuar o trabalho de “mula”, com passaportes falsos.

Além destas prisões realizadas por policiais federais de Minas Gerais, no último mês de abril lideranças nigerianas de um grupo paralelo foram presas por agentes federais de Santa Catarina.

AÇÃO NA EUROPA

Na Alemanha, no dia 14 de abril deste ano, foi realizada a Operação Orange, contra o braço europeu do esquema atingido hoje pela Operação Conaf. Na ocasião foram presos diversos traficantes que recebiam drogas da América do Sul e faziam a distribuição por vários países do continente.

O Delegado de Polícia Federal responsável pela investigação atenderá a imprensa hoje, às 16h30min, na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, na rua Nascimento Gurgel, 30, bairro Gutierrez, Belo Horizonte.

Fonte: Agencia de Noticias da PF
Texto: Comunicação Social/SR da PF em Minas Gerais.


26 maio 2010

O que fazer quando estão atirando?

A resposta para esta pergunta é: Depende.

Depende de onde você está, com quem você está, quem está atirando, quais opções você tem e qual a sua habilidade.

De qualquer modo, os resultados mais comuns quando alguém está atirando em você são:

1) Você morre;
2) Você vai para o hospital;
3) Você foge;
4) Você atira de volta e o agressor foge;
5) Você atira com tanta concentração na tarefa e tão bem que o agressor é ferido ou morto;
6) Outra pessoa aparece e também atira, resultando num dos itens acima.

E as pessoas que querem matar alguém normalmente não param até que:

1) Tenham sucesso;

2) Acreditem que foram bem sucedidas;

3) O perigo apareça e elas têm que parar.

Então, a primeira questão é se o atirador está disparando especificamente em você ou se ele está atirando em outra pessoa e os projéteis estão indo noutra direção. Estes dois cenários são relevantes para a escolha da melhor estratégia de reação. De qualquer modo, seus objetivos devem ser:

1) Sair da linha de tiro;
2) Sair da visão do atirador;
3) Sair da área.

Enquanto estes objetivos também se apliquem para quando alguém está tentando matá-lo, devido à gravidade da situação, você provavelmente precisará fazer algo mais para se salvar. Mas quando o atirador está disparando noutra pessoa, provavelmente ele vai estar muito ocupado para se preocupar com você. De qualquer forma, as estratégias mencionadas são padrões de comportamento muito eficazes.

Agora observe a ilustração abaixo.

Imagine que as setas que formam o V representam a fatia de um bolo e que o atirador está na ponta mais estreita (o vértice).

Assim, quanto mais distante do atirador, mais larga é a fatia, e do ponto de vista dele, menor é o alvo (perspectiva). Do modo contrário, quanto mais perto do atirador, mais estreita é a fatia, e maior o alvo.

A distância é um fator importante porque se o atirador não apontar a arma direito, mesmo que ele queira atirar no alvo, existe uma boa chance dele errar. Desse modo, quanto mais longe do atirador, maior a margem de erro. Assim, o problema aqui não é o tamanho da arma ou do calibre, mas o tamanho do alvo que você representa para o criminoso. Voltando à ilustração, se você se distancia do atirador, isto significa que seu corpo preenche apenas ¼ da fatia (representada pela figura oval de linha pontilhada), e não um inteiro (se você estiver próximo demais). Quer dizer, quanto mais você se afasta do atirador, mesmo dentro da fatia, menor a chance de você ser atingido.

Mas não interessa só se você está perto ou longe, porque o que importa também é que você ainda está dentro da fatia, e os projéteis lá dentro só vão parar quando atingirem alguma coisa ou alguém. E enquanto correr pode ajudar, o que você precisa fazer é sair da fatia.

Por isso é importante saber se o criminoso está atirando noutra pessoa. Se ele está disparando contra você, há uma grande chance de que ele se mova para colocar você dentro da fatia de novo (como se estivesse rastreando você).

Então, a segunda questão que vai determinar sua conduta é: você está dentro ou fora da fatia? Você está em uma área ampla e aberta ou num local onde existe uma cobertura (quando você não pode ser visto) ou um abrigo (quando os projéteis não podem lhe atingir)? Aqui também há uma diferença.

Se você está num local fechado com um atirador, SAIA JÁ! Infelizmente, muitas pessoas se abaixam ou tentam se esconder atrás de mesas e portas. Se for preciso jogar uma cadeira na janela para criar uma saída, faça isso! Correr para outro ambiente pode lhe fornecer tempo para criar outra rota de fuga também.

Outra coisa que você precisa fazer quando estiver saindo de um tiroteio em um ambiente fechado é NÃO PARAR. Quando mais longe você estiver, menor a chance de ser atingido por um tiro.

Mas se você está num local aberto e um tiroteio começa, ENTRE EM ALGUM LUGAR, mas não pare para ver o que está acontecendo. Entre no prédio e ganhe distância da entrada. Fazendo isso, você sai da linha de tiro, da visão do atirador e está coberto e abrigado.

Se você está um local aberto e muito amplo onde não existe cobertura ou abrigo, CORRA! Aumente ao máximo a distância entre você e o atirador. Lembre-se sobre o que foi dito a respeito da distância. Se no meio do caminho, você encontrar algo que possa protegê-lo, continue correndo, e coloque o objeto entre você e o atirador para que sua fuga fique protegida.

Talvez o mais importante seja saber o que não fazer. Portanto, quando alguém estiver atirando não fique parado de pé para ver o que está ocorrendo. O som típico dos tiros já diz que alguma coisa complicou. Ficar parado de pé faz você um alvo estacionário que pode ser visto pelo atirador.

A terceira consideração é se o criminoso está realmente querendo matar você. Se ele está decidido em fazer isso, então ele vai rastrear você até colocá-lo dentro da fatia do bolo e se aproximar o máximo para acertar o maior número de tiros. E é aqui que os seis resultados mais comuns de quando alguém está atirando em você ocorrem.

Se você for atingido uma vez, mas socorrido com qualidade e rapidez, sua chance de sobrevivência é muita grande. Mas se você ficar parado suas chances diminuem à medida que você leva mais tiros à queima-roupa.

O quarto aspecto se refere às pessoas que estão com você. Ser capaz de proteger a própria família é um item importante na decisão de ter e usar uma arma de fogo.

Desse modo, você precisa reconhecer que sua tarefa se assemelha ao trabalho de segurança de dignitário, no qual a primeira prioridade é conduzir a pessoa para longe do perigo ao invés de ficar parado trocando tiros com os agressores. Ou seja, você leva a pessoa para a primeira entrada disponível, para dentro do carro ou do edifício, mas sempre para longe do perigo.

Contudo, se você sente que tem de atirar também, a primeira coisa que precisa fazer é se mover para uma posição diferente. Fazendo isso, você vai forçar o atirador a mover a fatia do bolo para reenquadrá-lo. Por quê? Porque o criminoso perceberá que a resistência (e o perigo) vem da sua parte e não da sua família. Assim, sua família ficará fora da área de ação do criminoso e poderá se salvar.

Porém, se o criminoso estiver atirando em você de propósito e você estiver sozinho... é para esta situação que serve seu treinamento de tiro de combate, de autodefesa, em ambiente confinado, tático, defensivo, etc. Não importa o nome que se dê para isso, pois você ainda precisa se afastar dele, sair da fatia e não parar de atirar até que o perigo desapareça. Aí você vai ficar surpreso com a rapidez com que o criminoso irá fugir quando você estiver atirando nele.

Fonte: Agência Fenapef

Dica do Blog:

Humberto Wendling é Agente de Polícia Federal e professor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.


E-mail: humberto.wendling@ig.com.br
Blog: www.comunidadepolicial.blogspot.com

25 maio 2010

Concurso PF

Já está no Ministério do Planejamento um pedido de concurso para papiloscopista da Polícia Federal (PF). De acordo com a Assessoria de Imprensa da corporação, foram solicitadas aproximadamente 100 vagas. O cargo tem como requisito básico o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação na categoria B ou superior. Os vencimentos iniciais são de R$7.514,33.
O quantitativo solicitado corresponde ao número de vagas ociosas no cargo, como apurou a FOLHA DIRIGIDA. De acordo com dados do Planejamento, no fim de 2009 havia 102 posições vagas. Na mesma época, a PF contava com 463 papiloscopistas em atividade, sendo 11% mulheres.
O último concurso para o cargo foi em 2004, com oferta de 337 vagas. No ultimo concurso foram cobrados conhecimentos de Língua Portuguesa, Noções de Informática, Atualidades e Raciocínio Lógico, na parte de Conhecimentos Básicos, e de Química, Física, Biologia, Noções de Estatística, Arquivologia e Noções de Direito (Constitucional, Penal, Processual Penal e Administrativo), na parte de Conhecimentos Específicos. De acordo com os dados do Planejamento, 277 papiloscopistas foram admitidos através deste concurso.
Novos pedidos devem ser apresentados
A Polícia Federal informou ainda que em função da necessidade de novos policiais para incrementar seu efetivo, constantemente são desenvolvidas no órgão atividades relacionadas à preparação de novos concursos. Segundo a PF, é possível que novos pedidos de concurso para os cargos da área policial sejam encaminhados ao Ministério do Planejamento ainda este ano, conforme antecipou a FOLHA DIRIGIDA.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Planejamento, a PF conta com 1.631 vagas ociosas no cargo de agente, 1.046 no de escrivão, 490 de delegado e 192 no de perito (há seleção em andamento para 200 vagas de agente e 400 vagas de escrivão, sendo que para esse último já há sobra de vagas). Estas vagas foram solicitadas ao MP em 2008 e ainda não foram preenchidas.
Para concorrer aos cargos de Agente e Escrivão é necessário possuir o ensino superior completo, em qualquer área. Já para Delegado, a formação superior deve ser em Direito, e no caso de Perito Criminal, será exigido o ensino superior completo em área específica, a ser definida no edital do concurso. Para todos os cargos é necessário ainda carteira de habilitação na categoria B ou superior. Os vencimentos iniciais são de R$7.514,33 para Agente e Escrivão e de R$13.368,68 para Delegado e Perito.
Fonte: Folha Dirigida
Nota da Mari:
Em 2008 o Departamento de Policia Federal solicitou ao Ministério do Planejamento a criação de 2.600 vagas e a disponibilização de mais 1.230 remanescentes do último concurso (2004).
Das vagas solicitadas 110 para Delegado, 8 para perito, 246 para escrivão, e 216 para agente já foram preenchidas. Salienta-se que para os dois últimos, agente e escrivão, há que se subtrair as vagas dos policiais que estão na ANP e serão nomeados em julho deste ano (2010), mas para tal é necessário aguardar o final do curso para se saber o número exato de aprovados no concurso de 2009, uma vez que o Curso de Formação Policial ainda é uma etapa do concurso.
Se considerarmos apenas as vagas CRIADAS, teremos concurso para aproximadamente 3.300 vagas, porém se somarmos a essas 2000 vagas, as ociosas JÁ EXISTENTES (frutos de exoneração, aposentadoria, falecimento), poderemos ter um concurso para mais de 4.000 vagas.
Fala sério galera... é bom ou não É!

24 maio 2010

PF prende 61 por Crime Ambiental

O ex-secretário-adjunto da SEMA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) de Mato Grosso Afrânio Migliari era proprietário "de fato" de uma empresa que vendia madeiras extraídas de planos de manejo que ele próprio "acompanhava e aprovava" dentro da secretaria.

É o que aponta o relatório final da investigação da Polícia Federal, ao qual a Folha teve acesso. A maioria dos projetos continha "graves irregularidades", diz trecho do documento do órgão federal.

A empresa pertencente a Migliari, segundo a PF, é a COMOL Comercial de Madeiras Ltda., com sede em Ourinhos e uma filial em Marília, no Estado de São Paulo. Migliari faz parte do grupo de 60 pessoas que foram detidas na última sexta-feira, pela PF, durante investigação que aponta irregularidades em planos de manejo para extração de madeira.

O documento destaca a participação de Migliari, que atualmente ocupava o cargo de secretário-adjunto de Desenvolvimento Rural, na movimentação de processo de interesse de madeireiras.


"Afrânio cuidava pessoalmente da movimentação de processos em tramitação na Sema de interesse de pessoas próximas a ele, recebia constantemente ligações de integrantes do Sindicato dos Madeireiros de Sinop sobre assuntos relativos à questão ambiental", diz o relatório.

A PF diz que ele se valia do cargo para "conseguir clientes" para a empresa de geoprocessamento Mapear Imagens e Projetos Ambientais Ltda., de Gabriel Mancilla (ex-coordenador de geoprocessamento da Sema) e Amauri Lopes de Carvalho (cunhado de Migliari).

"Há fortes indícios de que Afrânio é proprietário de fato da empresa e recebia vantagem indevida para dar maior celeridade aos processos de interesse dos clientes da Mapear", diz a PF no relatório.

O documento cita diversos trechos de interceptações telefônicas do ex-secretário-adjunto. Para a PF, o monitoramento de Migliari deu "novo rumo" à investigação.
A advogada de Migliari, Julia Garcia, diz que as afirmações que constam do relatório são "fruto de especulação". "Não há um diálogo conclusivo nem sequer uma prova contundente contra ele", afirmou Garcia.

JURUPARI

A Operação Jurupari, deflagrada pela PF na última sexta-feira, investigou um suposto esquema de fraudes em licenciamentos e planos de manejo florestal.
A finalidade do esquema era legalizar madeira extraída ilegalmente de terras públicas e indígenas, assentamentos e unidades de conservação em Mato Grosso.
Foram expedidos 91 mandados de prisão preventiva. Até sexta, 60 pessoas haviam sido presas em seis Estados e no Distrito Federal.

Fonte: Folha de S. Paulo

Aliados Al Qaeda no Brasil.

A Polícia Federal tenta desvendar um enigma que mistura a rede terrorista Al Qaeda, tráfico de cocaína para financiar ações do terror e um grupo brasileiro de supostos contrabandistas.

A investigação visa identificar quem são os brasileiros citados por militantes ligados à Al Qaeda, que ajudariam o grupo terrorista a colocar entre 500 kg e uma tonelada de cocaína em Mali, na África Ocidental.

A aparente conexão brasileira foi descoberta com a prisão, em dezembro do ano passado, de três militantes de um braço da Al Qaeda que atua entre Gana, Mali e Argélia, na África Ocidental.

O trio -Omar Issa, Harouna Touré e Idris Abdelrahman- é de Mali, foi preso em Gana e deportado para Nova York, onde será julgado.

É a primeira prisão de integrantes da Al Qaeda num caso que o governo dos EUA classifica de narcoterrorismo -a venda de drogas para financiar ações armadas.

Touré era o contato com os brasileiros, de acordo com uma investigação da DEA (Drug Enforcement Administration, a agência americana antidrogas).

Em conversas telefônicas e gravações em vídeo, Touré diz que traria a cocaína da Colômbia com a ajuda de brasileiros. O passaporte dele tem a comprovação de que passou pelo Brasil, pela França e pela Arábia Saudita.

Consultada pela Folha, a PF diz que investiga que grupo atuaria no rota do tráfico entre o Brasil e Mali.

TRÁFICO PELO DESERTO

A tarefa do grupo brasileiro seria levar a cocaína da Colômbia para Mali, como relatam documentos obtidos pela Folha nos EUA. De Mali, a droga seria transportada pelo deserto até o Marrocos e depois para a Espanha.

Mali é o principal entreposto de cocaína na África, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes. O norte do país virou rota de contrabando e palco de sequestros. De 30 a 70 toneladas de cocaína que vão para a Europa passam pela África Ocidental.

O braço da Al Qaeda que levaria a cocaína pelo deserto caiu numa armadilha da DEA. A agência colocou um informante para negociar com o trio como se fosse das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Os americanos imaginavam que o ódio que ambos nutrem pelos EUA funcionaria como liga para os negócios. Deu certo.
Touré, que veio ao Brasil, disse, em mais de uma conversa com o informante, que cobraria US$ 2.000 por quilo de cocaína transportado -transportar 500 kg renderia US$ 1 milhão ao grupo.

No norte da África, é rotineira a mistura de crimes e radicalismo islâmico. Muitas das rotas de contrabando em Gana e no Chade são dominadas por facções terroristas.

Os militantes que estão presos em Nova York pertencem a um grupo chamado Aqim (Al Qaeda do Magreb Islâmico).

A facção nasceu em 1997 na Argélia, com o objetivo de atacar autoridades seculares argelinas e alvos ocidentais. Em 2006, o grupo assumiu um atentado em que morreram 43 militares da Argélia e o sequestro de 23 europeus.

A aliança da Aqim com a Al Qaeda foi selada em 11 de setembro de 2006, no quinto aniversário do ataque às torres gêmeas de Nova York.

Foi Osama bin Laden quem autorizou que usassem o nome Al Qaeda do Magreb Islâmico -antes, a facção chamava-se Grupo Salafista de Predicação e Combate [predicação é sermão].

Fonte: Folha de S. Paulo

PCFRON - Posto de Controle de Fronteira

A Operação Cobra, criada há dez anos para combater o tráfico na fronteira do Brasil com a Colômbia, está a caminho da extinção.

A região é uma das mais visadas por narcotraficantes ligados às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). É também o principal ponto de entrada de drogas colombianas destinadas aos EUA e à Europa.

A operação, que foi criada em 2000 e abrigou mais de cem policiais, tem hoje apenas 20. De 2008 para cá, 5 dos 9 postos da Polícia Federal na fronteira foram fechados. Uma décima unidade, prevista no início da operação, nunca foi implantada.

Os postos fechados ficam na área mais tensa da fronteira, a Cabeça do Cachorro, e é por ali que guerrilheiros das FARC fazem incursões no território brasileiro.

O traficante colombiano José Samuel Sánchez, por exemplo, preso neste mês pela PF, utilizava a região como ponto de entrada e saída para drogas, alimentos e remédios para a guerrilha.

INVESTIMENTO

A Operação Cobra custou ao governo federal cerca de R$ 35 milhões, investimento que incluiu a compra de um avião e de um helicóptero.

Hoje, porém, os policiais não contam com nenhuma das aeronaves, que foram deslocadas para outras funções. Segundo um agente, a polícia vê o tráfico aumentar sem poder fazer nada.

A região também está sem o prometido apoio do projeto VANT, que colocaria aviões não tripulados israelenses para vigiar as fronteiras da Amazônia. O projeto deveria ter começado em março, mas não entrou em vigor.

Para Nelson Oliveira, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Amazonas, o recrudescimento da Operação Cobra acarretou na queda das apreensões de cocaína na fronteira.

De 2005 a 2008, a média da droga apreendida por ano era de 2,3 t. Em 2009, o número baixou para 1,3 t e, neste ano, está em 687 kg.

"A situação é a pior possível. A falta de estrutura fragilizou o combate ao narcotráfico", afirma Oliveira, para quem a Operação Cobra perdeu o perfil investigativo.

O aumento da criminalidade na fronteira levou o Amazonas a cobrar a falta de segurança do governo federal. Em dezembro, a pedido do Estado, foram destacados cem policiais da Força Nacional de Segurança para realizar ações repressivas onde a Cobra deixou de operar.

"Por que aparelhar a Força Nacional de Segurança, e não a Polícia Federal?", questiona Oliveira.

O cientista político Ricardo Bessa, professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diz que o controle da fronteira brasileira é uma questão constitucional. "O traficante passa com a cocaína como se fosse pescador. Se é impossível reprimir o tráfico, que o governo convoque o Exército", afirmou.

Fonte: Folha de S. Paulo

Mudando as Leis

O governo discute mudança da legislação para prisão de estrangeiros localizados no País, que estejam na lista vermelha da Interpol e na condição de pessoas procuradas para extradição. O Ministério da Justiça quer dar à Polícia Federal poder para fazer a prisão logo que o estrangeiro é localizado e sua identificação confirmada.

Em julho, quando assumir a presidência temporária do MERCOSUL, o Brasil deve propor aos demais países-membros do bloco a unificação dessa legislação para prisão de estrangeiros. Na prática, a PF ganharia o direito de fazer a prisão sem pedir autorização ao ministro da Justiça. Hoje, a PF é obrigada a fazer a vigilância do estrangeiro procurado enquanto não sai a autorização do ministro para a prisão.

Hoje, o trâmite completo prevê: 1) o pedido de extradição é encaminhado pelos governos estrangeiros ao Itamaraty; 2) quando o estrangeiro é localizado, o ministro da Justiça é comunicado e decide a prisão do extraditando; 3) feita a prisão, o ministro da Justiça encaminha o pedido de extradição ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe julgar o processo.

O processo de extradição não pode ser julgado sem que o estrangeiro esteja preso. E o extraditando é mantido encarcerado até o julgamento final do processo pelo STF, não sendo admitidas, por exemplo, a liberdade vigiada ou a prisão domiciliar.

A lista vermelha da Interpol é a notícia da existência de alerta expedido por autoridades judiciais de um país-membro da Interpol para fins de extradição. A lista tem fotos e dados sobre criminosos procurados e envolvidos em crimes como pedofilia, lavagem de dinheiro e terrorismo.

Fonte: Estado de S. Paulo

21 maio 2010

Novo Sistema de Espionagem da PF


A Polícia Federal vai ter um novo sistema de escutas telefônicas com duas novidades: as operadoras de telefonia serão excluídas do processo de interceptação e o Judiciário terá controle informatizado sobre todas as autorizações e sobre o início e o fim de cada escuta.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o qual foi negociado o novo modelo, terá online o número de processos que envolvem grampos telefônicos.

O novo modelo, chamado Sistema de Interceptação de Sinais (SIS), começou a ser negociado com o CNJ, Ministério Público e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dois anos atrás, quando chegou ao Congresso a informação de que as operadoras de telefonia - mesmo com autorização judicial - teriam realizado 407 mil escutas só em 2007.

Ao final dos trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) se descobriu que o número significava a quantidade de vezes que os telefones interceptados haviam sido acionados - e não a quantidade de autorizações judiciais para grampear aparelhos. Mesmo assim, ganhou corpo o debate sobre exageros e agressões à privacidade.

No seminário internacional Interceptação de Comunicações Telefônicas e Telemáticas, o delegado Roberto Troncon, diretor de Combate ao Crime Organizado, apresentou um balanço oficial. "Até abril passado, a Polícia Federal tinha em andamento 138.858 investigações criminais. Apenas 391 delas, ou 0,3%, usam a técnica da interceptação telefônica", disse Troncon na sessão de anteontem do seminário que é patrocinado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Como funciona. O SIS, de acordo com a PF, é mais seguro e menos burocrático do que o modelo atual. Todo o trâmite necessário para autorizar uma escuta telefônica será feito pela internet, quase como se fosse um programa de auto-atendimento. Polícia e Ministério Público encaminharão ao juiz responsável pelo caso investigado, por meio de um sistema eletrônico, o pedido de interceptação - incluindo e-mails, VOIP’s e comunicação de dados. Se aprovar o pedido, o juiz informa aos policiais e procuradores e já ordena, por meio do mesmo sistema, o início das interceptações.

Um aparelho ficará instalado nas centrais das operadoras de telefonia para que o sinal das ligações seja imediatamente transferido para a polícia, que passará a estocar e a decodificar as ligações. As empresas de telefonia não terão nenhuma informação de que um de seus clientes está sob investigação e tem suas conversas gravadas pela PF.



ESCUTAS EM ALGUNS PAÍSES

Brasil

É preciso pedir autorização judicial prazo de escuta é de 15 dias, mas juiz pode prorrogar o procedimento pelo período que achar necessário à investigação número de telefone tem de ser especificado pode ser instalada escuta ambiental em escritórios de advogados serve de prova nos tribunais operadora desvia o áudio para a polícia

Inglaterra

A Justiça não decide sobre escutas; é uma decisão ministerial

uma escuta não serve de prova em nenhuma circunstância vazamento é punido com cinco anos de prisão a escuta é prorrogável pelo tempo que for considerado

necessário à investigação a escuta só é usada como último recurso de investigação comissão especial faz controle externo sobre os pedidos de escuta


Canadá

Juiz decide sobre o pedido usado nos crimes mais graves (com 10 anos de prisão) na mesma operação, a polícia pode fazer interceptação em telefones dos investigados que não tenham sido explicitamente solicitados ao juiz em casos de seqüestro, é possível fazer a escuta sem autorização judicial não são permitidas escutas residenciais escuta pode ser prorrogada pelo tempo que o juiz avaliar necessário

Fonte: O Estado de S.Paulo

19 maio 2010

Ser Policial Federal



O concurso para os diversos cargos da Policia Federal tem sido cada vez mais procurado. Isso, por um lado, é bom, pois o país precisa de pessoas dispostas a defender sua população. Mas, por outro lado, gera um inconveniente que poucos percebem. Mais da metade das pessoas que aspiram a carreira não tem noção do que é pertencer à Policia Federal. 


A esmagadora maioria faz o concurso público em busca do salário e da "estabilidade" da carreira federal, tomando por base no que lê no edital, e assim se sentem suficientemente informados e preparados para ingressar no Departamento da Policia Federal. Outros muitos acreditam que não irão exercer funções policiais, não vão ter que atirar e nem prender ninguém. Mas isso, meus caros, é ledo engano. 

O que precisam saber é que, na Policia Federal, a realidade dos cargos, da instituição e do Curso de Formação Policial vai muito além dos pequenos parágrafos do edital que contém sua descrição. Lá que encontramos é uma breve citação das inúmeras funções determinadas pela Lei de criação do DPF, que fala das normas, dos diretos e deveres, da nome aos cargos e as funções de cada cargo, mas, que em momento algum, fala das prerrogativas. Nem a Lei ou o edital sabem o que é, de fato, Ser Policial Federal.


Ser Policial Federal é honrar a identidade e a insígnia do Departamento da Policia Federal que carrega no Distintivo e na camisa preta, com a inscrição POLICIA FEDERAL. É defender a Nação representada pela bandeira do Brasil que carrega no ombro com orgulho durante as missões.


Ser Policial Federal é lidar todo dia com o que existe de pior na raça humana e, por isso, lidar com o que existe de mais Hediondo no Código Penal, ainda que não seja mais essa, a sua redação.

É sentir, diariamente, o peso da arma que leva carregada no ombro e/ou cintura, pronta para te defender, mas sempre lembrando-o que todo e qualquer descuido pode ser ser FATAL.

Ser Agente da Policia Federal é investigar um cativeiro na tríplice fronteira. Ao fim da investigação, apesar do local ser defendido por 20 homens fortemente armados, invadi-lo e retirar 15 mulheres e crianças, que foram vítimas de tráfico humano e eram mantidas em cativeiro no local para serem levadas à Colômbia.

Ser Escrivão da Policia Federal é encarar o depoimento dessas mulheres e redigir cada vírgula descrita de toda a violência sexual, humilhação e abuso a que elas foram submetidas. Em seguida, fazer o mesmo com os traficantes, Agentes e quaisquer outros sobreviventes da missão.


Ser Papiloscopista da Policia Federal é fazer identificação datiloscópica em cadáveres mortos há muitos dias. É fazer levantamentos minuciosos no mais diversos locais, grandes ou pequenos em busca de digitais, utilizando dos conhecimentos técnicos e práticos para selecionar os objetos e áreas potenciais para encontrar digitais. 


Ser do COT é trocar tiro com o "cangaço novo" na saída do Banco do Brasil.
Eles não têm mais nada a perder, e estão armados com Fuzis e Submetralhadoras que cospem balas na sua direção, desejando seu sangue e sua vida. Você utilizando todo o seu treinamento e autocontrole para proteger sua equipe, enquanto tenta livrar o mundo de mais um grupo criminoso e, se possível, voltar para casa no final do dia.

Ser Perito Criminal Federal é definir a causa mortis de um defunto mutilado, analisar o pó colorido ou o fiapo de linha que foi encontrado na roupa da vítima É reconhecer se a bala encontrada na parede veio da arma do suspeito ou não, vetorizar as manchas de sangue e descobrir aonde o assassino estava na hora do golpe fatal, coletar amostras de DNA em vítimas de violência sexual.


Ser Perito Criminal da Policia Federal é, também, trabalhar na selva Amazônica ou no Sertão Nordestino resgatando exemplares da nossa fauna e flora antes que sejam traficadas do país. É analisar a madeira que foi encontrada em um navio tentando sair do Brasil pelo Rio Negro, coletar evidências criminais nos locais e situações mais insalubres, achar provas em cacos de vidro e computadores queimados, sujar as luvas de sangue desconhecido, fotografar o crânio esmagado pelas pancadas do assassino e cuidar de animais resgatados com vida. Depois disso, analisar todos os dados coletados em campo nos laboratórios, para produzir os laudos periciais, prestar depoimento e testemunhar a tudo isso no tribunal.



Ser Delegado da Policia Federal é comandar toda essa equipe, analisar os laudos, os relatos, evidências e as outras muitas questões associadas às missões e inúmeros inquéritos na sua mesa.



Em suma, o que estou dizendo é que para Ser Policial Federal é preciso mais que apenas determinação para estudar e treinar para ser aprovado nas provas. Não é simplesmente ocupar um cargo público ou ser concursado.

Ser Policial Federal é MATAR UM LEÃO POR DIA.


Por tanto colegas, ao se candidatarem a uma vaga, o façam cientes da seguinte verdade:


Ser Policial Federal é defender a UNIÃO!

Ser Policial Federal é combater o tráfico de drogas, madeira, animais e humanos, vigiar a fronteira, investigar, atuar e autuar, dar voz de prisão a membros da FARC escondidos na floresta ou ao Governador de Brasília.

Ser Policial Federal é defender a vida, COM A SUA!



Ser Policial Federal é trabalhar em conjunto com o PEFRON, a Força Nacional e outros para defender e vigiar os mais de 1.000 Km Fronteira que o Brasil possui!

Ser Policial Federal é morar em lugares como: Oiapoque, Chuí, Tabatinga, Epitaciolândia, Ponta Porã, Jaguarão, Carceres, Redenção, Pacaraíma, Naviraí, Marabá, Jí-Paraná, Guajará-Mirim, Altamira, Cascavel e outros, que o seu mapa nem sabe onde ficam.


Ser Policial Federal é ter ORGULHO de dedicar SUA VIDA por um país melhor e mais seguro!

Ser Policial Federal é arrumar a mala para ir a uma missão em um lugar que você nem sabe qual, mas tem algumas horas para fazer a malas.




Ser Policial Federal é mais que um chamado, é uma VOCAÇÃO!