06 dezembro 2010

Mais do mesmo

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou em entrevista à reportagem que fará com que as corregedorias de polícia deixem de ser "reativas" e passem a "proativas".
"Vamos investigar 'dentro de casa'. Consegui um decreto do governador que vai começar a ser possível pedir a declaração de Imposto de Renda dos policiais. Na Polícia Federal, tem de apresentar a cada seis meses para uma análise patrimonial. Saber se há uma compatibilidade entre o que ganha e seus bens."
Ele coordenou na semana passada a mais dura ação policial contra o tráfico em décadas, com a retomada do complexo de Alemão, na zona norte. Foram mais de cem prisões e mais de 300 armas e 35 toneladas de drogas apreendidas, mas também denúncias de roubos, agressões e corrupção de policiais.
Beltrame não se mostra preocupado com eventuais efeitos da ação do Exército nas favelas do Rio. "Porque ali onde eles vão ficar, não vai mais haver confronto. A Polícia Militar já retirou o colete no Alemão. Ali é uma questão de manutenção da ordem para fazer vasculhamento. Acho que o Exército vai dar show, tem a oportunidade de dar show", acredita.
O secretário também disse que não vai terminar com o tráfico de drogas no Rio. "Basicamente, o que a gente quer é pegar os territórios de volta para o Estado e cobrir sua dívida com aquela região. Mais do que isso: estou criando um ambiente para que se desenvolva ali outra imagem, que não seja a do tráfico."
Beltrame também afirmou que não assistiu ao filme "Tropa de Elite 2", que fala sobre os milicianos _são policiais, bombeiros e agentes penitenciários que cobram taxas de moradores para manter a "paz" em uma determinada área.
"Quando eu cheguei aqui havia seis presos [milicianos], sendo que o delegado que prendeu quatro deles foi parar lá longe. Hoje tem 531 presos por milícia", disse.
Aplaudido na sexta-feira durante um almoço em uma churrascaria e depois em uma agência bancária, ele negou a possibilidade de entrar para a política. "Essa mosquinha ainda não me pegou não", garantiu.
 Fonte: Agora São Paulo

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