12 outubro 2010

Justiça à moda PF



A Polícia Federal desmantelou a quadrilha suspeita de assaltar uma lotérica, no centro de Curitiba, e matar o policial Edson Martins Matsunaga, 50 anos, no início da semana passada.
Na noite de sábado, o bando promoveu uma festa em uma chácara de Passo Amarelo, na zona rural de Fazenda Rio Grande. Os policiais surpreenderam os marginais, houve troca de tiros e dois suspeitos morreram.
O rapaz apontado como autor do disparo que matou o policial também foi baleado e se escondeu no mato. Na manhã de ontem, ele foi visto por moradores, bastante ensangüentado, e foi internado sob escolta policial. Outras cinco pessoas foram detidas.
A polícia chegou até a quadrilha a partir das imagens do circuito de segurança da lotérica e informações levantadas por investigadores, inclusive com interceptação de ligações telefônicas.
Descobriu-se que, na noite de sábado, os suspeitos fariam uma festa na chácara, que funcionaria como uma espécie de quartel general da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no Paraná.
Ao chegarem à propriedade, os policiais se depararam com mulheres e crianças, o que atrapalhou a abordagem. Três suspeitos reagiram e foram baleados no revide.
Um deles morreu no local e outro a caminho do pronto-socorro 24 horas do município. Eles não foram identificados oficialmente e aparentavam cerca de 25 anos.
O terceiro indivíduo, identificado apenas pelo apelido de "Carioca", foi atingido nas costas, na perna e no tornozelo, mas fugiu pelo mato. Os policiais fizeram buscas durante a madrugada, com apoio de cães farejadores, mas não o encontraram.
Somente por volta das 10h, moradores viram o rapaz caminhando pela Estrada do Agaraú, a pouco mais de dois quilômetros da chácara. Os populares estranharam ele estar bastante ensangüentado e chamaram a Polícia Militar.
Sem condições de reagir, "Carioca" foi detido, colocado numa ambulância do Siate e internado no Hospital do Trabalhador, sob escolta de policiais federais, que o reconheceram como um dos envolvidos no assalto à lotéricas. As informações são que ele teria sido o autor do disparo que matou o policial Matsunaga.




Na chácara, foram apreendidas duas pistolas calibre 9 milímetros e cinco pessoas foram detidas, algumas com documentos falsos e outras com pendências judiciais. Os presos foram colocados numa van e conduzidos à sede da Polícia Federal, no Santa Cândida. Eles não teriam participado do assalto à lotérica.
O assalto à lotérica aconteceu na noite de segunda-feira, próximo à subdivisão da Polícia Federal, no centro. Na fuga, os bandidos cruzaram com o agente Matsunaga, que foi assassinado.
O assaltante Douglas Cândido Rodrigues, 23 anos, foi baleado, mas usava colete balístico e não se feriu. Ele foi preso em seguida e o restante da quadrilha conseguiu fugir.

2 comentários:

  1. tá o policia foi morto .. e o tanto de gente que esse tal matsunaga matou ? quem com a arma ferre com a arma será ferido assim diz a lei de deus , que prevaleceu para a maioria dos envolvidos.

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  2. Esse ponto de vista é um tanto quanto vingativo e medieval não acha.
    Não acho que morte seja o mérito de nenhuma das partes, nem a justiça divina e nem a dos homens prevê isso. A questão é que o policial prefere levar os criminosos com vida, mas se defende caso seja preciso. O criminoso por sua vez, não tem a opção de capturar o policial com vida. Em uma disputa onde um está a serviço da lei, fazendo o correto, por que o Edson Matsunaga era um policial honesto e que levava a segurança pública a sério, e o outro está a serviço de si mesmo, em busca de lucro a qualquer preço, não sei você mas eu prefiro que o policial vença.

    Se acha que um policial, ou qualquer outro homem de bem merece morrer pelas mãos de um bandido por que, em algum momento já precisou matar a alguém para se defender, ou está fazendo o trabalho de defender outros homens de bem, e pior, considera isso justiça divina, vai me desculpar, mas além de irracional, não crê no mesmo Deus que eu.

    O criminoso nesse caso matou um policial, mas poderia ter sido uma mãe ou pai de família,pois com certeza não hesitaria em fazê-lo. O policial por sua vez, não estava atras de um cidadão honesto, muto menos de sangue. Estava patrulhando a margem do rio para APREENSÃO de drogas. Veja bem, não é roubo, não é violência, não é troca de tiro é fiscalização.

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