08 outubro 2010

Em Cartaz...

 
Hoje estreou o filme Tropa de Elite 2 e como todo bom fascinado pela carreira policial meu ingresso estava comprado desde a semana passada. 

O segundo filme não perde em nada para o primeiro, porém traz uma nova abordagem da realidade criminal e da segurança pública do Rio. O ex-capitão Nascimento, agora Sub. Secretário da Segurança Pública do Rio, volta para mostrar o lado político da segurança pública retratando a dualidade existente entre, a realidade policial e o conceito distorcido de justiça do cidadão, e como o sistema tira vantagens de tudo isso.

O filme tira o foco do tráfico para retratar com perfeição o jogo político que o governo e a segurança fazem com o bem estar nacional e o modo como trata o cidadão; evidencia as desigualdades na hora de aplicar a lei e as penas e, por fim, responsabiliza o governo pela falta de estrutura e organização dentro das divisões da PM.

No longa, fica clara a mensagem de que, bem ou mal, a policia é do governo para o povo e que, cada erro cometido por um ou vários PMs é de responsabilidade do governo e da Secretaria de Segurança Pública, pois ele é o órgão regulador e é dele o dever de fiscalizar, investigar, treinar, equipar e, principalmente, comandar a segurança do estado. E como não poderia deixar de ser, muitos tiros, tapas e facas na caveira. 

É um tapa na cara do eleitor mas, principalmente, da uma noção de como será entrar para a policia e não se corromper. O filme  coloca o telespectador cara-a-cara com os riscos e as prerrogativas do cargo policial, especialmente, o do policial honesto e incorruptível. 

O filme se passa no Rio, mas a realidade é nacional, a vergonha também.

Ao final do filme, um amigo com quem assisti, me perguntou: "E ai Mari, aumentou ou diminuiu sua vontade de ser PF?"  
Eu apenas ri e respondi: "Só me reafirmei". 
Como ele ainda não decidiu se a vocação dele é para Perito ou Agente (apesar da diferença gritante entre os salários), considerei desnecessário retribuir a pergunta. 
É óbvio que ele sentiu o mesmo.

Aconselho a todos que assistam e, se for esse o caso, espero que se reafirmem diante de sua escolha profissional. 

Abraços!

2 comentários:

  1. Estudando há pouco mais de um ano e com um sonho de tornar policial federal um dia, sai completamente calado da sala de cinema. Confesso que saí de lá pensando mil coisas, sofria calado ao lado da minha namorada. A ideia de que tudo já está perdido... não há mais solução para o caos que se encontra o sistema de segurança pública desse país... não quero correr o risco de me envolver a tal ponto de prejudicar as pessoas que estão a minha volta... isso caiu como uma bomba de realidade nos meus sonhos e seu estrondo está sendo sentido até agora!
    Passei horas pensando que o entusiasmo dentro de mim havia ido embora quando as letras subiram após o término do filme... Cara, eu havia me colocado por diversas vezes no lugar do Ten Cel Nascimento e quantas desilusões surgiram durante aquele filme... principalmente com a política deste país, pois o filme é um fiel retrato da nossa realidade (especialmente para os ocupantes de cargos políticos de Brasília).

    Para fechar esse comentário, deixo a frase que li na internet enquanto me remoia em busca de respostas e tentava encontrar o fio de motivação que havia perdido naquela sala escura de cinema.

    "Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados." Edmund Burke

    Força e fé, que a farda vai ser preta!

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  2. Pois é Vinícius. Acho que todos saímos da sala de cinema com várias perguntas na cabeça, em especial as que colocam nossos entes queridos na mira da bandidagem e a corrupção que iremos enfrentar.
    Mas verdade seja dita, melhor morrer por algo que viver por nada.
    É o lema do exército americano ESTAMO PROCURANDO ALGUNS BONS HOMENS. É o que precisamos, alguns bons homens.
    Que o silêncio dos bons seja interrompido pelas hélices dos helicópteros e sirenes da PF e que o grito dos homens de preto abafe e traga para justiça o falso triunfo dos maus.

    Vamo que vamo!

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