12 agosto 2010

Mas um Incentivo do Mestre

Por Sando Araújo - APF


"Não sei se já escrevi isto aqui, mas se escrevi, farei novamente. Meus caros amigos. Vocês que estão na luta árdua por um lugar ao sol, buscando um emprego público. Escrevo este post apenas para resumir: NÃO DESISTAM!!! O lugar de vocês está reservado, seja aqui dos lados de dentro da Academia Nacional de Polícia, ou em qualquer outro cargo. Acreditem sempre que tudo dará certo.
Simplesmente porque o destino conspira. Coisas surgem do meio do nada. Você pode estar se sentindo sem esperanças e quando menos espera, de onde menos espera, aparece algo que muda tudo. E geralmente são coisas simples, as grandes responsáveis pelos maiores acontecimentos nas vidas de todos nós.
Saibam vocês que em momento algum da minha vida eu pensei ser policial federal. Na verdade, nunca tinha prestado muita atenção na Polícia Federal, no início da década de 90, quando aterrissei na Ilha de Villegagnon, na Escola Naval. A Marinha, a Força de Submarinos e o Grupamento de Mergulhadores de Combate, esses sim, sonhei com eles a vida inteira.
Mas bastou acabar o período de adaptação do primeiro ano da Escola Naval, época em que o aspirante mais “rala”, para eu me dar conta que não daria certo como oficial da Marinha. Não...eu não seria um bom oficial. Foi quando folheei um jornal e vi algo sobre o concurso para Agente de Polícia Federal, que não ocorria desde 1989, se não me falha a memória. Achei interessante e acreditei que poderia ser uma boa forma de sair da Escola Naval. Afinal, sair de uma instituição como aquela não é fácil. Meio mundo diz que você está com o futuro garantido, que fará uma viagem “de ouro” para dezenas de países e blá, blá, blá... você pede baixa e é chamado de louco.
Então pensei que aquela matéria sobre a Polícia Federal era um sinal. Poderia sair de algo seguro para outro. E naquela época, a prova ainda era de nível médio e as provas eram só de Português, Estudos Sociais e Atualidades. Comecei a estudar quando ainda estava na Escola, aguardando pacientemente a abertura do edital.
Entre o momento em que vi a matéria e a liberação do edital, quase um ano passou. E no dia 31 de Maio de 1993, último dia de inscrição, fui até o Banco do Brasil onde poderia me tornar candidato. Lembro de como fui criticado pelos oficiais superiores. Diziam que eu iria perder status. Na verdade, eu queria apenas sair daquela ilha, sem que as cobranças fossem muito exageradas. Inevitável...elas foram muito piores que eu pensei.
E ainda tive que engolir a notícia de que a prova seria adiada por conta de um “vazamento” (não é algo tão atual assim, não é mesmo?). O exame intelectual, que seria em Agosto, ocorreu apenas no final daquele ano. Aí já era tarde...eu estava fora da Marinha, sem emprego e começando uma faculdade complexa, que era o bacharelado em Física. Apesar de tudo, elevei minha fé naquela época. As coisas foram acontecendo. Comecei a dar aulas de Física e Matemática em alguns lugares. Fiquei rapidamente independente... e aguardando a prova da Polícia...
Depois que fiz a prova, levei mais dois anos e meio para ser chamado. E quando fui, já era o Professor Sandro. Vida estruturada, bons salários, carro... Mas eu jamais deixaria de ir para a ANP... afinal, foi o que me motivou a mudar de rumo, quando eu ainda estava na Marinha. E me arrepender do que não fiz...sei o que é isso, pois já ocorreu comigo...é terrível...
Entrei consciente de que ganharia menos da metade do que ganhava... Mas algo me impulsionava para frente. A fé no futuro, em primeiro lugar. Deixei o Professor no passado. Aos poucos, ao longo desses 14 anos, surgiu o policial. Como um gráfico parabólico, atingi o ápice do instinto policial, para, em seguida, buscar tranqüilizar meu coração. Todos vocês passarão por isso. Pelo menos aqueles que se identificarem com o Universo Policial. Serão aguerridos ao extremo. Caçarão o mal incessantemente. E depois perceberão as medidas de tudo.
O concurso é uma realidade. A necessidade do DPF é enorme. Continuem estudando duro. Mas não esqueçam a parte física e espiritual...Façam suas orações.
VAI DAR CERTO!!!
ESTOU ESPERANDO AQUI!!! Se tudo der certo, serei instrutor de vocês na ANP!!!"
NOTA DA MARI:
Meu olhos se encheram de lágrimas e minha alma de esperança ao ler essa última frase: 
"VAI DAR CERTO!!! ESTOU ESPERANDO AQUI!!! Se tudo der certo, serei instrutor de vocês na ANP!!!"
Essas palavras foram alimento para minha alma. A cada dia tenho mais e mais certesa que é isso que quero para minha vida.
Existem muitas coisas na vida que nos emocionam e muitas outras que podemos nos dizer orgulhosos e honrados, mas poucas em que possamos sentir todas elas juntas. É exatamente o que senti ao ler essa frase. Para mim seria uma honra, uma dádiva e um sonho chegar à ANP, ter o APF Sandro com instrutor seria, para mim, o NIRVANA.
Meu coração terá de ser muito mais forte para enfrentar essa dádiva. Mas estou disposta a acrescentar essa à lista dos Prós, que fica maior que a dos Contras a cada dia.
Que venha a Prova da NASA, encaro o TAF de Power Ranger, faço todos os exames do mundo...tudo para chegar la. Lá na ANP, na PF. 
Lá é Passárgada.
Então, vou-me embora pra Passárgada!
Abraços!


5 comentários:

  1. Também tenho os mesmos sentimentos que os seus,esta certeza de que ser APF é o meu destino e o que quero para mim.

    Continuemos firmes e com fé.

    Com DEUS.

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  2. É bom ver o Sandro escrevendo,motivando e passando sua experiência para todos nós novamente.

    Abraço Guerreira.

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  3. É bom ver que algumas pessoas que tentam esse concurso o fazem por vocação e não por intere$$e.

    O Sandro está de volta. Quem sabe não teremos a HONRA de chamá-lo de professor ou mestre na ANP.

    Abraços guerreiro, quero ver você lá também.

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  4. Muito motivante o texto. Foi bom para recarregar as baterias.

    Juntos na luta, sigamos em frente! Quem sabe compartilharemos, ano que vem, os corredores da ANP!!!

    Abraço e parabéns pelo blog!

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  5. Olá Adilson. Obrigada! Seja bem vindo!

    Vamos sim, seguindo firmes na luta...a ANP nos espera.

    Abraços!

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