10 maio 2010

Sistema Óptico para Investigação Balística

Entre outras aplicações, o sistema permite realização de exames microcomparativos de elementos de munição e aquisição e armazenamento de imagens de projetis e de estojos deflagrados.

A Balística Forense da perícia federal tem interesse em implantar o Protótipo Lepus – Sistema Óptico para identificação Balística, que vem sendo desenvolvido pela Photonita com o apoio da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério de Ciência e Tecnologia, desde 2007. No dia 6 de maio, a Área de Perícias de Balística Forense (APBAL) do Instituto Nacional de Criminalística promoveu uma apresentação aos peritos criminais da área sobre o projeto. Foram palestrantes, o Coordenador do Projeto, M.Sc. Carlos Aurélio Pezzota e a responsável pelo desenvolvimento do “software” de aquisição e comparação, Dra. Analúcia Pezzota.

Atualmente, os protótipos disponíveis passam por testes funcionais no Instituto Geral de Perícias de Porto Alegre (RS), especialmente para adequar o software e o hardware à prática pericial. A continuidade do projeto foi aprovada em 2009, com previsão de se dispor de um produto consolidado em 2013.

Entre as aplicações, o sistema permite realização de exames microcomparativos de elementos de munição, aquisição e armazenamento de imagens de projetis e de estojos deflagrados, ferramentas gráficas para análise de confrontos de imagens digitais, correlação informatizada com reconhecimento automatizado de projetis semelhantes e perspectivas de interligação de sistemas LEPUS entre os diversos institutos de perícia.

Segundo a palestrante Analúcia Pezzota, os protótipos na medição de projetis e estojos utilizam ainovadora associação de um espelho cônico com a deflectometria. “O espelho permite que a amostra do projétil seja visualizada em 360º a partir de uma única imagem”, afirma. De acordo com Analúcia, as vantagens são inúmeras: capacidade superior de revelar detalhes, redução do tempo de medição, pouca sensibilidade às condições de iluminação, entre outras.

A Perita Criminal Federal chefe da APBAL, Sara Lenharo, ressalta que o sistema Lepus traz uma forma de aquisição e tratamento de imagens totalmente inovadoras, à medida que consegue adquirir a imagem completa do projétil e planifica-la, de tal modo que o confronto micro-balístico é feito a partir de uma única imagem contendo todo o diâmetro do projétil. Desta forma, o sistema Lepus diferentemente de outros sistemas automatizados de aquisição de imagens para confronto balístico, tais como IBIS e EVOFINDER, privilegia o confronto de projéteis. Com o desenvolvimento da aquisição e comparação de imagens de projéteis, a adequação futura para estojos é bem menos complicada.

“Estamos muito interessados em auxiliar a construção do 3º. Protótipo para que este seja colocado nas instalações da Área de Perícias de Balística do Instituto Nacional de Criminalística. Esperamos que, no segundo semestre deste ano, já possamos operar, testando e contribuindo para a adequação do produto final” finaliza Sara.

Fonte: Agência APCF

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