08 maio 2010

Perito da PF defende criação de banco de dados com DNA de suspeitos

Durante a audiência pública realizada nesta quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o diretor técnico-científico do Instituto de Criminalística da Polícia Federal (PF), Paulo Roberto Fagundes, ressaltou a possibilidade de a instituição criar um banco de dados com amostras de DNA de suspeitos de crimes.

Segundo ele, a Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI) cedeu à congênere brasileira o software necessário à implementação do novo serviço já a partir de maio. "Poderemos alimentar o cadastro com perfis genéticos, devidamente codificados, colhidos em cenas de crimes. Isso permitirá maior celeridade a investigações futuras", ressaltou.

Para que o projeto se concretize, no entanto, lembrou Fagundes, o Congresso Nacional terá de elaborar uma legislação para definir quais espécies de suspeitos farão parte do banco de dados e durante quanto tempo o material genético ficará armazenado.

"O banco de dados genéticos é uma ferramenta utilizada nos países mais desenvolvidos. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, temos de evoluir nessa área, mas de nada adianta investir em tecnologia se a lei não acompanhar esses avanços", completou.

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